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11.5.15

O que fazer com bananas muito maduras - parte II

Bananas! Eis uma fruta que não pode faltar na fruteira aqui em casa, é a fruta preferida dos pequenos para levar e comer a qualquer hora. Compro bastantes bananas, daquelas pequenas maravilhas com um sabor inconfundível, que vêm da pérola do Atlântico, a Madeira. Não é muito habitual ficar com bananas pretas, muito maduras, que ninguém gosta, pois a velocidade a que desaparecem, na maior parte das vezes, não permite que elas cheguem a esse estado. Mas quando isso acontece, nada melhor do que fazer algo doce, para lhes dar uma vida nova.


E se há banana, terá de haver chocolate, a melhor combinação, ou pelo menos a mais consensual, por aqui. Estes muffins sem açúcar adicionado, foram um perfeito uso das ditas, muito negras bananas. Ficaram deliciosos e foram degustados com prazer e sem culpa, até pelo meu pai, cujos diabetes, muitas vezes não o permitem.




Muffins de Banana e Chocolate (vegan, sem açúcar)

280ml de leite vegetal (usei de arroz)
100ml de óleo de grainha de uva
100ml de geleia de arroz
3 bananas, muito maduras
250ml de farinha integral
100ml de flocos de trigo sarraceno
100ml de farinha de centeio fina
100ml de farinha de trigo T55
1 colher de chá de fermento
1 colher de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de canela
100gr de pepitas de chocolate
1/2 chávena de avelãs




Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Colocar formas de papel num tabuleiro de muffins, ou como eu, usar um tabuleiro de silicone, passando-o por água.

Bimby:
Colocar as avelãs no copo e dar 2 pulsos de turbo. Retirar e reservar.
No copo juntar as farinhas, os flocos, o fermento, o bicarbonato de sódio e a canela: 5 seg + vel 5. Retirar e reservar.
Colocar o leite, o óleo, a geleia e as bananas no copo: 30 seg + vel 5.
Juntar a mistura da farinha: 30 seg + vel 3.
Adicionar as pepitas de chocolate e as avelãs reservadas, e envolver com a espátula.
Deixar a massa descansar uns 20 minutos, antes de verter para as formas reservadas.
Levar ao forno até passar no teste do palito, 15 a 20 minutos.
Retirar e deixar arrefecer numa rede, pelo menos 10 minutos, antes de desenformar.



Tradicional:
Picar grosseiramente as avelãs com uma faca, ou numa picadora. Reservar.
Numa taça grande juntar as farinhas, os flocos, o fermento, o bicarbonato de sódio e a canela. Misturar e reservar.
Numa taça mais pequena, misturar bem o leite vegetal, o óleo, o arroz e as bananas esmagadas. Bater bem com um batedor de varas ou com a batedeira.
Adicionar a mistura das farinhas e bater apenas até tudo ficar envolvido e homogéneo.
Envolver com uma espátula ou colher as pepitas e as avelãs reservadas.
Deixar a massa descansar uns 20 minutos, antes de verter para as formas reservadas.
Levar ao forno até passar no teste do palito, 15 a 20 minutos.
Retirar e deixar arrefecer numa rede, pelo menos 10 minutos, antes de desenformar.



Não me enganei quando coloquei a medida das farinhas em ml em vez de gramas, uma vez que estava a usar um copo medidor de 250ml  para as medir, em vez da balança. Não me perguntem porquê...isso foi um bocado fruto do momento ao querer dar uso a uma série de pacotes abertos que queria acabar.
A razão porque recomendo que a massa descanse, têm a ver com uma dica da Vera quando se usa farinhas integrais, que podem ver aqui. E apesar desta receita, usar uma parte de farinha normal, eu achei que o descanso seria aconselhável, dado o grande teor de farinhas integrais usadas. A verdade é que ficaram fofos, como pretendia e isso é que importa.
Se quiserem espreitar outra das minhas receitas favoritas, para aquelas bananas muito pretas, vejam estas cookies aqui
Uma doce semana para todos!




5.12.14

Meu Novembro

Adoro quando, naturalmente, as receitas se associam a boas memórias. E esta receita está agora para mim associada a um dia bem passado com uma amiga de longa data, assim como a uma amizade recente que esta aventura nos blogs me trouxe e ao apagar de uma vela, de um novo ano de vida rodeada pelas três pessoas mais importantes da minha vida, dos seus parabéns, beijos e abraços que são no fim a melhor prenda do dia que marca a data em que nasci. Novembro foi um bom mês, o meu mês.




Queques de chocolate
adaptada do livro "As receitas da Mafalda", da Mafalda Pinto Leite

1 courgette média
1 beterraba pequena
1 banana da madeira madura, esmagada com um garfo
2/4 de chávena de farinha de espelta (substituir por amêndoa moída para uma versão sem gluten)
1/4 de chávena de amêndoa moída
1/3 de chávena de cacau em pó
1/2 colher de chá de noz-moscada
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
3 ovos
1 colher de sopa (bem cheia) de azeite
1/3 de chávena de açúcar de coco
1 colher de chá de baunilha em pó
1/2 chávena bem cheia de chocolate preto partido em pedaços

Aqueça o forno a 180ºC. 
Forre um tabuleiro de queques com formas de papel, ou em alternativa utilize formas de silicone.
Numa tigela misture a farinha, o cacau, a canela, a noz-moscada, a baunilha, o fermento e o bicarbonato. Reserve.




Bimby:
Coloque a courgette e a beterraba partida aos pedaços no copo: 4 seg + vel 5. 
Junte a banana, os ovos, o azeite e o açúcar: 30 seg + vel 4.
Com a bimby em funcionamento na vel 3 vá deitando pelo bocal a mistura da farinha reservada. Não deixe bater demais.
Envolva, suavemente, o chocolate partido na massa com a espátula.





Tradicional:
Rale a courgette e esprema-a um pouco com as mãos para retirar um pouco do líquido que ela liberta.
Rale a beterraba e junte-a à courgette.
Numa tigela bata a banana, os ovos, o azeite e o açúcar.
Adicione esta mistura e os legumes reservados à mistura da farinha e bata até ficar tudo incorporado.
Envolva suavemente o chocolate partido.





Verta o preparado pelas formas reservadas e leve ao forno pré-aquecido por 15 minutos ou até estarem cozinhados.
Retire do forno e deixe arrefecer numa rede.












Estas pequenas delícias aguentam-se muito bem pelo menos uns três dias, que foi o tempo que eu guardei o exemplar que vêem na primeira foto e que eu "salvei" no fim de semana em que os fiz, para poder cantar os parabéns aqui em casa no dia do meu aniversário. 
As lindas formas que vêem nas fotos foi um presente da querida Sandra do That cake sweet, um blog lindo e doce como a autora, e que aconselho vivamente a espreitarem, caso não o conheçam. Obrigada Sandra, sem dúvida que elas ajudaram os meus bolinhos a fazerem boa figura para as fotografias.

14.8.14

A gulosa rende-se a um bolo salgado!

Estes meses de férias dos miúdos alteram completamente as nossas rotinas e hábitos em relação ao resto do ano. Se por um lado fico um pouco triste por não conseguir acompanhar a blogsfera como gostaria, a verdade é que sinto que há que aproveitar ao máximo estes dias. Quer seja dia de trabalho ou de descanso, basta o cheiro do mar para nos revitalizar, e os passeios depois do jantar tornam-se quase obrigatórios e prolongam-se pela noite fora, até que o mais pequeno indique que a energia já acabou, e que a cama o chama. Chama-nos a todos, que mal atravessamos a porta da entrada, é uma questão de minutos e já toda a gente dorme, esgotada. São grandes os dias, mas passam depressa demais, como bem dizem os miúdos!

O que também passou, depressa demais, foi o prazo para a 10ªedição da Bundtmania, e que apesar de ter sido aumentado para dois meses (simplesmente o dobro!), lá me encontrei eu a correr contra o tempo, para fazer um bundt para as meninas Lia e Mena, e manter o meu, "não muito bom e a melhorar", hábito de chegar um pouco em cima do final, mas completamente determinada a não repetir o erro da última edição.

O tema desta edição são Bundt Cakes Salgados para um piquenique. Em jeito de piada cósmica, o dia que eu determinei para fazer o bundt, foi um dos dias mais cinzentos, frios e chuvosos dos últimos tempos, nada a ver com dias para piquenique e lá foram os meus planos, para fazer fotos na praia, levados pela chuva. Portanto, picnicar só dentro de quatro paredes. 



Bundt de Atum, Banana, Azeitona e Pimento Verde
adaptado da receita de muffins da pagina 29 do livro Velocidade Colher, de Susana Gomes

125g de farinha de trigo integral
125g de farinha de trigo com fermento
1 colher de café de fermento
40g de azeite
40g de óleo
50g de leite
1 iogurte natural
2 ovos
2 colheres de sopa de polpa de tomate
1 banana, esmagada com um garfo
80g de queijo mozarella ralado
150g de atum ao natural
20g de azeitonas pretas, partidas aos bocadinhos
30g de pimento verde, cortado aos quadradinhos
1 colher de chá de cebola picada (opcional)
1 colher de café de orégãos secos
sal q.b.

Untar muito bem uma forma de bundt com azeite. Eu usei uma de silicone, pelo que só a passei por água. Reservar.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Tradicional:
Misturar numa tigela as farinhas com o fermento.
Numa outra tigela, juntar o azeite, o óleo, o leite, o iogurte, os ovos, a polpa de tomate, a banana, o sal e os orégãos, bater bem até ficar tudo homogéneo. 
Adicionar o queijo, o atum, as azeitonas e o pimento, e por fim as farinhas reservadas, e envolver tudo até ficar bem misturado.
Verter para a forma reservada e levar ao forno pré-aquecido, até a parte de cima ficar dourada, e passar no teste do palito.
Colocar a forma numa rede a arrefecer durante uns 10 a 15 minutos, antes de desenformar.
Deixar o bolo arrefecer completamente em cima da rede. Servir à temperatura ambiente ou frio, acompanhado com uma salada a gosto.





Bimby:
Pesar no copo as farinhas e o fermento, em seguida: 2 seg + vel 3.
Retirar e reservar.
Colocar no copo o azeite, o óleo, o leite, o iogurte, os ovos, a polpa de tomate, a banana, o sal e os orégãos: 30 seg + vel 4.
Adicionar o queijo, o atum, as azeitonas e o pimento, e por fim as farinhas reservadas: 15 seg+ vel 3, colher inversa.
Acabar de envolver com a espátula e verter para a forma reservada.
Levar ao forno pré-aquecido, até a parte de cima dourar e passar no teste do palito.
Colocar a forma numa rede a arrefecer durante uns 10 a 15 minutos, antes de desenformar.
Deixar o bolo arrefecer completamente em cima da rede. Servir à temperatura ambiente ou frio, acompanhado de uma salada a gosto.




Eu como gulosa que sou, viro-me mais rápido para bolos doces, do que salgados mas este bolo foi uma surpresa muito, muito boa! Eu fiquei viciada, e o facto de comer fatia, atrás de fatia, sem me dar conta, demonstra-o bem. A textura é super macia, que suponho que terá sido da adição da banana, e que apesar de não se notar no sabor, dá um toque bem especial. 
Madames Bundettes, Lia e Mena, obrigada pela sugestão desta edição, afinal eu sou gulosa é por bons bolos, doces ou salgados!

14.5.14

Um clássico americano - Hummingbird Bundt Cake

Nesta 8ª edição da Bundtmania, das queridas Lia e Mena, o tema escolhido é o Hummingbird Bundt Cake. Eu adorei este tema, pois desde que tenho este livro, que o bolo que inspirou o nome desta deliciosa casa muito conhecida em Londres, me andava a tentar. 

Por ser um bolo clássico americano que eu nunca provei, e sobre o qual chovem críticas maravilhosas por toda a net, não pensei em fazer grandes alterações à receita original. As excepções foram as nozes pecan, que foram substituídas pelas últimas nozes caseiras que tinha em casa, e o açúcar que reduzi para metade, pois considerei absurda a quantidade original tendo em conta a doçura das bananas. Esta decisão revelou-se muito acertada, o bolo ficou doce na perfeição!

Inspirada na receita do bolo em camadas do livro que mencionei e nesta, lá saiu este muito saboroso bundt.




Hummingbird Bundt Cake

360g de farinha 
180g de açúcar mascavado claro biológico
1 colher de sopa de canela
1 pitada de sal marinho
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
3 ovos
100g de nozes + algumas para enfeitar
270g de banana bem madura 
1 lata pequena de ananás em calda (não usei toda, deixei 2 rodelas e 1/3 da calda)
3/4 chávena de óleo

Cobertura:
100g de queijo creme
20g de manteiga à temperatura ambiente
1 colher de sopa bem cheia de creme fraiche
2 colheres de sopa de açúcar em pó
baunilha em pó

Cortar o ananás em pedaços pequenos.
Untar muito bem uma forma de bundt com azeite e polvilhar com farinha, sacudindo, para retirar o excesso. Reservar.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Misturar todos os ingredientes secos. Reservar

Bimby:
Colocar as nozes no copo: 2seg + vel 6. Retirar.
Colocar as bananas no copo: 5seg + vel 5.
Adicionar os ovos, o óleo e a calda do ananás: 30seg + vel 4.
Com a bimby em funcionamento na vel 3, ir adicionando a mistura dos secos em chuva pelo bocal.
Juntar o ananás e as nozes picadas, e envolver com a espátula.

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Tradicional:
Picar as nozes com uma picadora, mas não demasiado, deixar alguns pedaços grandes. 
Esmagar as bananas em puré com um garfo ou com a varinha mágica.
Colocar o puré de banana numa taça com os ovos, o óleo e a calda do ananás, e bater tudo muito bem.
Com a batedeira em funcionamento na velocidade baixa, adicionar a mistura dos secos reservados em chuva. Bater apenas até ficar tudo incorporado.
Envolver o ananás e as nozes picadas na massa, com uma espátula.

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Colocar a massa na forma de bundt reservada e levar ao forno pré-aquecido até passar no teste do palito.
Retirar e deixar arrefecer pelo menos 15 minutos na forma, antes de desenformar para uma rede, para arrefecer completamente.





Para a cobertura:
Bater com a batedeira em velocidade baixa ou com uma vara de arames, a manteiga com o queijo creme, até ficar suave. Juntar o açúcar, o creme fraiche e a baunilha. Bater tudo, até ficar incorporado. 
Espalhar a cobertura por cima do bolo e polvilhar com nozes.




Aproveitando um jantar de amigos, aqui em casa, fiz o bolo no dia anterior e deixei-o embrulhado em película aderente. Claro que distraída, como sou, só na hora de o servir, é que me lembrei que ainda faltava a cobertura. E com a pressa de não deixar os convidados à espera, deixei a cobertura mais espessa do que o desejado. Pelo que, se desejarem que ela caia delicadamente pelos sulcos do bolo, aconselho a acrescentar leite aos poucos, até ficar na consistência certa.




E daí, que pelas razões indicadas, não houve fotos do bolo inteiro. No dia seguinte, ao mesmo tempo que proporcionava um excelente pequeno almoço, é que este bundt teve direito à sua sessão fotográfica. E como fresco, ele ainda estava melhor, foi desaparecendo a cada clique.



14.6.13

O que fazer com bananas muito maduras?

Aqui em casa, as bananas desaparecem muito bem, normalmente a cargo de certos residentes masculinos. Mas de tempos a tempos, algumas acabam por ficar na fruteira tanto tempo que ficam bem maduras, com a sua casca preta característica, e aí ninguém lhes toca. 
Até há uns anos atrás o destino dessas bananas seria o caixote do lixo, porém desde que eu descobri esta receita aqui, que confesso que por vezes, anseio para que eles se esqueçam das bananas, de modo a conseguir juntar algumas para fazer esta guloseima. 




Nikki’s Healthy Cookies 

bananas maduras grandes amassada (cerca de 1 e 1/2 chávena)
1 colher de chá de extracto de baunilha
1/4 chávena de óleo de coco, morno ou em alternativa, azeite à temperatura ambiente
2 chávenas de aveia em flocos
2/3 chávena de farinha de amêndoas (picar as amêndoas até ficarem tipo areia fina)
1/3 chávena de coco ralado
1/2 colher de chá de canela
1/2 colher de chá de sal marinho fino
1 colher de chá de fermento em pó
180g de chocolate preto picado


Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Misturar a banana, a baunilha e o óleo de coco
Noutra tigela, juntar a aveia, a farinha de amêndoas, o coco ralado, a canela, sal e fermento em pó
Adicionar os ingredientes secos aos ingredientes molhados e mexer até ficar tudo bem incorporado.
Juntar os pedaços de chocolate. 
Usando como medida uma colher de gelado quase cheia, formar umas bolinhas de massa, apertando e pressionando um pouco a massa, pois ela é mais solta do que a habitual massa de bolachas. 
Colocar as bolinhas num tabuleiro com papel vegetal com uns 3 dedos de distância entre elas.
Levar ao forno durante 15 minutos ou até elas ficarem douradinhas.



Estas bolachinhas são realmente muito especiais, como o nome indica, elas são realmente mais saudáveis do que as tradicionais. O único açúcar que têm, provém de um modo natural da doçura das bananas, que quanto mais maduras, mais doces se tornam e ficam ideais para esta receita. Para além disso, não leva nenhuma farinha refinada, e se porventura encontrar flocos de aveia sem glúten, são maravilhosas para quem sofre de intolerância a esse elemento. Por acaso, acho que um dia destes, vou experimentar também com flocos de trigo sarraceno em vez de aveia, para ver o resultado.

É por essas boas razões, que a minha consciência não fica tão pesada quando eu caio na tentação de assaltar o frasquinho destas bolachas...