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13.6.15

Um bundt com os frutos da paixão

Depois de uma ansiosa contagem decrescente para o fim das aulas, pode-se dizer que o entusiasmo dos miúdos pelo início das férias é palpável! Dentro de alguns dias vamos mais uma vez de férias para o sul, e depois começa a nova rotina do Verão. Sim, também eu ando entusiasmada, como não?!
Não poderia ir de férias, sem a minha participação habitual na edição da bundtmania, cujo tema proposto pela Lia são os frutos vermelhos



Morangos, cerejas, framboesas e mirtilos! Costuma-se dizer que o vermelho é a cor da paixão, e é esse o sentimento que nutro por todos estes frutos maravilhosos, que nos traz a bela Primavera. Também eu andei, numa ansiosa contagem decrescente até Maio, para poder trazer caixas cheias deles para casa.



Esta é uma sugestão alternativa de um bundt, perfeita para os dias quentes. Uma proposta influenciada pelas aulas do curso de iniciação na macrobiótica que terminou por estes dias, e que será a primeira receita, de outras que irei mostrar por aqui, dentro da filosofia dessa cozinha. 
Este é um doce super rápido, em que não é necessário usar o fogão (a evitar quando estão 35ºC lá fora) e que para além de delicioso, é nutritivo e saciante, graças ao uso da alga agar-agar, uma ótima adição para doces, como podem ler aqui




Bundt Rápido de frutos vermelhos

1/2 l de sumo de maçã biológico, sem açúcar adicionado
12/ l de água
1 colher de sobremesa de agar-agar em pó (se for em flocos, duplicar a quantidade)
1 casca de limão
1 pitada de sal
4 colheres de sopa de geleia de arroz
bolachas a gosto q.b.
sumo de laranja q.b.
frutos vermelhos q.b. (usei framboesas, mirtilos, cerejas e morangos, claro!)



Preparação Bimby:
Triturar bolachas (usei umas 15 bolachas) na vel 5, até ficar em farinha. Retirar para uma tigela e reservar.
Colocar no copo o sumo e a água, a casca de limão e o sal: 10 min + 100ºC + vel 3, colher inversa.
Juntar a geleia de arroz: 2 min + 100ºC + vel 2, colher inversa.
Retirar a casca de limão, reservar.
Passar uma forma de bundt por água e colocar frutos vermelhos a gosto no fundo da forma.
Colocar, cuidadosamente, com uma colher de sopa, metade do líquido do copo por cima dos frutos até começarem a boiar.
Levar a forma a um sítio fresco até começar a solidificar, manter o líquido do copo resguardado, no entretanto.
Quando já estiver a ficar firme, colocar mais frutos vermelhos por toda a forma e voltar a colocar o restante líquido com uma colher. 
Entretanto juntar o sumo de laranja às bolachas trituradas até ficar uma massa húmida.
Assim que a gelatina começar a solidificar novamente, cobrir uniformemente toda a forma, com a massa de bolacha e pressionar levemente. 
Cobrir com película aderente e levar ao frigorífico algumas horas até servir.




Preparação tradicional:
Triturar bolachas (usei umas 15 bolachas) com uma picadora ou com o rolo da massa, bater nelas até ficar em farinha. Retirar para uma tigela e reservar.
Colocar numa panela o sumo, a água, a casca de limão e o sal e deixar ferver em lume brando por 7 a 10 minutos, mexendo ocasionalmente para ajudar a agar-agar a dissolver e evitar que fique colada ao fundo da panela.
Por fim, adicionar a geleia de arroz e cozinhar por mais 2 minutos.
Retirar a casca de limão, reservar.
Passar uma forma de bundt por água e colocar frutos vermelhos a gosto no fundo da forma.
Colocar, cuidadosamente, com uma colher de sopa, metade do líquido do copo por cima dos frutos até começarem a boiar.
Levar a forma a um sítio fresco até começar a solidificar, manter o líquido do copo resguardado, no entretanto.
Quando já estiver a ficar firme, colocar mais frutos vermelhos por toda a forma e voltar a colocar o restante líquido com uma colher. 
Entretanto juntar o sumo de laranja às bolachas trituradas até ficar uma massa húmida.
Assim que a gelatina começar a solidificar novamente, cobrir uniformemente toda a forma, com a massa de bolacha e pressionar levemente. 
Cobrir com película aderente e levar ao frigorífico algumas horas até servir.




Podem fazer esta receita numa forma de tarte, colocando os biscoitos grosseiramente desfeitos no fundo, não sendo necessário o sumo de laranja, pois ao colocarem o líquido por cima dos frutos, eles ficarão automaticamente húmidos. Também podem alterar as frutas e o sumo de fruta escolhido, apenas devem evitar frutas ácidas, como ananás e laranja. Fica igualmente lindo, em taças de vidro, com as frutas e as bolachas inteiras ou partidas no meio. 
Caso sejam intolerantes ao glutén, podem sempre optar por usar bolachas sem glutén, ou omitir as mesmas, embora nesse caso, sugiro que aumentem um pouco na quantidade da geleia de arrroz. 




Um doce fim de semana...até à próxima!







15.5.15

Uma sugestão tricolor deliciosa!

Eu não sou uma pessoa muito resolvida quando se trata de escolher uma receita. De tal modo, ando rodeada de tantas receitas, nos livros, nas revistas, nos blogues que sigo, que dou por mim, mais vezes do que gostaria, sem saber o que fazer e a perder imenso tempo até me decidir. Pelo que quando surgem circunstâncias que me "obrigam" a tomar uma direcção, eu até agradeço. Neste fim de semana, a direcção veio de uma embalagem de queijo fresco biológico 0% gordura no frigorífico a poucos dias de terminar o prazo de validade e a vontade de fazer algo para a 19ª edição da Bundtmania, cujo tema são os Neapolitan Bundt Cakes.



E em vez do tradicional bundt, saiu um cheesecake tricolor, com sabores de chocolate, baunilha e morango, como se quer numa boa sobremesa "Neapolitana".  A descrição parece longa, mas é bem simples e rápido de se fazer. E se usarem bolachas sem glutén para a base, ficam com uma deliciosa sobremesa para quem for intolerante. 




Neapolitan Bundt Cheesecake
adaptado daqui

250g de queijo fresco ou queijo creme, com baixo teor de gordura
3/4 chávena de açúcar puro de cana
3 ovos
2 colheres de sopa de amido de milho
1 colher de chá de baunilha em pó ou extracto de baunilha
40g de chocolate preto (usei Avianense)
40g de chocolate branco
2/4 chávena de morangos triturados
20 bolachas de chocolate (utilizei 16 bolachas Belvita chocolate e algumas bolachas oreo sem o recheio)
3 colheres de sopa de leite
morangos q.b.

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Colocar um tabuleiro com água no forno.
Passar por água uma forma de bundt em silicone e reservar.




Tradicional:
Numa taça misturar o queijo fresco com o açúcar até ficar uma mistura suave e homogénea. 
Adicionar os ovos, um de cada vez.
Juntar a baunilha e o amido de milho e misturar bem.
Dividir a massa em 3 partes iguais.
Derreter o chocolate branco em banho-maria, ou no micro-ondas (juntar umas gotas de óleo ou leite, se necessário para ajudar a derreter) durante 1 minuto, parando para mexer bem de 10 em  10 segundos. 
Fazer o mesmo com o chocolate preto.
Misturar o chocolate branco derretido a uma das massas reservadas, o chocolate preto a outra e 1/4 de chávena de morangos à restante, obtendo assim 3 taças com 3 massas de diferentes cores.
Verter a mistura de chocolate branco na forma reservada.
Por cima, com uma colher e com cuidado colocar a massa de morango e por último a massa de chocolate preto.
Colocar a forma no tabuleiro com água que está no forno (com cuidado, que ao abrir a porta sai uma grande nuvem de vapor) e deixar cozer cerca de 20 minutos, até a superfície ficar ligeiramente dourada e firme ao toque.
Entreabrir a porta do forno com uma colher de pau e deixar o bolo descansar lá dentro uns 20 a 30 minutos.
Retirar e deixar arrefecer completamente numa rede.
Entretanto triturar as bolachas de chocolate e misturar com o leite aos poucos, até ficar uma massa húmida e que se consiga unir. Se necessário usar mais leite.
Espalhar essa mistura por cima do bolo com cuidado, pressionando ligeiramente com os dedos e com as costas de uma colher.
Tapar a forma com película aderente e levar ao frigorífico, pelo menos umas 2 horas.
Levar os restantes 1/4 de chávena de morangos triturados, adoçados a gosto, ao micro-ondas, durante 2 minutos, mexendo de 15 em 15 segundos. Deixar arrefecer.
Desenformar o bolo com cuidado no prato de servir, regar com o molho de morangos e enfeitar a gosto com alguns morangos no centro.






Bimby:
Colocar no copo o açúcar e o queijo: 1 min + vel 4. A partir dos primeiros 20 segundos, ir juntando pelo bocal da bimby, os ovos, um a um.
Adicionar a baunilha e o amido de milho: 30 seg + vel 4.
Dividir a massa em três taças.
Colocar os morangos na bimby: 30 seg + vel 5.
Retirar 1/4 chávena dos morangos triturados e envolver numa das massas reservadas.
Aos restantes, juntar açúcar a gosto: 2 min+60ºC+ vel 1. Retirar e reservar para decoração.
Derreter o chocolate branco em banho-maria, ou no micro-ondas (juntar umas gotas de óleo ou leite, se necessário para ajudar a derreter) durante 1 minuto, parando para mexer bem de 10 em  10 segundos. 
Fazer o mesmo com o chocolate preto.
Misturar o chocolate branco derretido a uma das massas reservadas e o chocolate preto à restante, obtendo assim 3 massas de diferentes cores.
Verter a mistura de chocolate branco na forma reservada.
Por cima, com uma colher e com cuidado colocar a massa de morango e por último a massa de chocolate preto.
Colocar a forma no tabuleiro com água que está no forno (com cuidado, que ao abrir a porta sai uma grande nuvem de vapor) e deixar cozer cerca de 20 minutos, até a superfície ficar ligeiramente dourada e firme ao toque.
Entreabrir a porta do forno com uma colher de pau e deixar o bolo descansar lá dentro uns 20 a 30 minutos.
Retirar e deixar arrefecer completamente numa rede.
Entretanto, colocar as bolachas no copo da bimby seco e lavado: 5 seg+vel 5.
Retirar e misturar com o leite aos poucos, até ficar uma massa húmida e que se consiga unir. Se necessário usar mais leite.
Espalhar essa mistura por cima do bolo com cuidado, pressionando ligeiramente com os dedos e com as costas de uma colher.
Tapar a forma com película aderente e levar ao frigorífico, pelo menos umas 2 horas.
Desenformar o bolo com cuidado no prato de servir, regar com o molho de morangos e enfeitar a gosto com alguns morangos no centro.



O efeito que pretendia era de três camadas distintas, porém o queijo que usei, que se assemelha bastante a iogurte grego, originou um resultado diferente do que se tivesse usado um queijo-creme. Uma vez que as massas antes de irem ao forno estão bem mais líquidas do que o devido, logo ao verter para a forma faz o efeito marmoreado que se apresenta no final.
Efeitos à parte, a conjugação de sabores e texturas é fantástica e mais uma vez me arrependi de ter feito um bolo pequeno!
Meninas Lia e Mena, espero que apreciem esta minha sugestão tricolor e até à próxima.



25.2.15

Vamos fazer...florentines ou florentinos ou florentinas...ou umas bolachas que são uma guloseima!

Não faço bolachas tantas vezes quanto o gostaria, pelo simples facto, de que com certeza serei eu a comer 90% delas! A única bolacha que os meu filhos apreciam é a bolacha Maria, receita que já agora, se alguém conhecer uma infalível eu adoraria saber, porque ainda não tive sucesso algum a reproduzi-la. Pelo que entre os dois gulosos da casa, e uma vez que o meu marido acaba por passar menos tempo em casa do que eu, sou eu, que por razões inexplicáveis, me vejo constantemente atraída para o raio do frasco até ele acabar inevitavelmente vazio.




Mesmo correndo esses "riscos", gosto muito de participar (quando consigo) no "Vamos fazer bolachas", pois é um desafio que me faz, por vezes experimentar bolachas que noutras circunstâncias talvez nunca as fizesse. Como é o caso destes florentinos, que é o tema desta edição.  



Tenho que confessar que esta bolacha não andava debaixo do meu radar, e acho que até a Susana ter publicado estas, nunca me tinham suscitado qualquer interesse. E o que é muito estranho, uma vez que a sua base é amêndoa ligada por um delicioso caramelo e um topo de chocolate, ora apenas 3 ingredientes que me fazem salivar sempre que os vejo numa receita! 




Florentines (vegan, sem glúten)
adaptado daqui

190g de amêndoa laminada
25g de linhaça moída
raspa de 1 laranja
1 pitada de sal marinho
45g de açúcar de coco
40g de açúcar de cana biológico
40g de margarina
2 colheres de sopa de creme de coco (podem usar o creme que está no topo da lata de leite de coco)
2 colheres de sopa de geleia de arroz
1 colher de café de baunilha em pó (podem usar extracto)
chocolate derretido q.b.

Pré-aquecer o forno a 140ºC.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal.
Picar grosseiramente as amêndoas e colocar numa tigela grande.
Juntar a linhaça, a laranja, os açúcares,o sal e a baunilha em pó e envolver bem a mistura.
Colocar a margarina, o creme de coco e a geleia de arroz numa panela pequena e levar a lume médio/baixo, mexendo ate tudo ficar dissolvido e combinado. Assim que começar a querer ferver, desligar. (se usarem extracto de baunilha, acrescentem aqui e não na mistura seca anterior) 
Verter sobre a mistura de amêndoa e envolver bem, até tudo ficar bem combinado. 
Deixar arrefecer uns 10 minutos.
Com os dedos molhados fazer pequenas bolas, pressionando a massa e coloca-las no tabuleiro reservado, deixando um espaço entre elas, uma vez que elas vão-se espalhar no forno. Eu tive de usar mais do que 2 tabuleiros.
Levar ao forno durante 10 minutos, retirar e rodar o tabuleiro (senão tiverem espalhado, usar uma colher para empurrar as bolachas de modo a que fiquem espalmadas), e levar novamente ao forno durante outros 8 a 9 minutos até ficarem douradas.
Deixar arrefecer numa rede, e quando frias passar papel de cozinha para retirar o excesso de gordura que fica por baixo das bolachas.
Enfeitar as bolachas com chocolate derretido.




Estas pequenas delícias crocantes e que são umas belas guloseimas, com um café fazem o final perfeito de uma refeição. Eu acabei por as fazer no fim de semana, enquanto estava na casa dos meus pais e assim foram bem divididas por muita gente. E ainda bem, pois só enquanto andava nas fotografias foram logo umas 3 ou...sei lá, não andei a contar! 

26.11.14

Vamos fazer...crackers sem glutén para uma amiga

A receita de hoje está relacionada com uma amiga minha que, em adulta, descobriu que é intolerante ao glutén. Só quando tive que preparar um jantar para a receber aqui em casa, é que me apercebi de alguns cuidados que ela teve que introduzir no seu dia-a-dia para lidar com esta questão. 

Alimentos que eu pensava que não teriam glutén, como chocolate, batatas fritas entre outros, poderão estar efectivamente contaminados devido ao processo de fabrico, pelo que ler com atenção os rótulos é imprescindível. 

Para além disso, existe outros cuidados a ter em atenção que advém da coexistência com outras pessoas que não são intolerantes. Um exemplo que nunca me esqueci, é o ter dois pacotes de manteiga, um para ela e outro para os restantes habitantes da casa, de modo a ter a certeza que não ingere vestígios de migalhas que ficam na manteiga quando se barre o pão com ela.




No dia do jantar fiz uns patés que servi com umas tostas sem glutén que comprei. Só no dia seguinte ao relembrar o tema bolachas salgadas do desafio da Manuela, "Vamos fazer bolachas", é que dei por mim a pensar que era uma boa oportunidade para experimentar fazer umas sem glutén que pudesse usar num futuro jantar. Por isso, S. estas crackers são para ti. 


























Crackers de Sementes e Frutos secos (Sem Glutén)
receita daqui 

300g de mistura de frutos secos e sementes (usei 1/2 chávena de amêndoas, 1/2 chávena de cajus, 1/2 chávena de sementes de girassol, 1/2 chávena de sementes de abóbora)
1 ovo
2 colheres de sopa de água
1 colher de chá de sal marinho
sementes de sésamo e chia para polvilhar


Bimby/Tradicional
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal e reservar.
Transformar as sementes e os frutos secos em farinha usando uma picadora ou no caso da bimby, 5seg + vel 9.
Juntar os restantes ingredientes e envolver bem com uma colher de pau ou na bimby, 20seg + vel 4.
A massa fica com uma textura bastante rígida.
Dividir a massa em duas partes.
Colocar uma das partes entre duas folhas de papel vegetal e estender a massa num rectângulo com uma espessura bastante fina. Fazer o mesmo com a outra parte.
Com uma faca afiada cortar a massa em quadrados, tiras ou com o formato que se pretender.
Colocar no tabuleiro as crackers, pincelá-las com água e polvilhá-las com as sementes de sésamo ou chia.
Levar ao forno durante 10 minutos ou até estarem douradas. Prestar muita atenção, pois podem queimar com facilidade.
Retirar e deixar arrefecer sobre uma rede.
Guardar num recipiente hermético quando fria.


Eu adoro frutos secos, é vê-los a desaparecerem da despensa à conta de tanto os petiscar. Pelo que o sabor destas crackers são para mim a perfeição numa bolacha salgada. Adorei!
Para além desse grande pormenor, já viram o quanto é simples e rápido de preparar?!?! Acho que demorei mais tempo a tirar fotos do que a fazê-las e a cozinhá-las. É certo e sabido, que vão ser repetidas, acho que descobri um novo vício.



24.9.14

Vamos Fazer Biscotti??

A minha nostalgia pelo fim do verão passa para segundo plano assim que me lembro de duas coisas que eu adoro nesta nova estação que chegou, maçãs e abóboras! Este não foi um ano muito generoso em maçãs, pelo menos lá na aldeia dos meus pais, mas já em abóboras o caso muda de figura. 

Elas têm sido muitas e algumas variedades têm crescido de tal forma, que ao olhar para uma delas, o meu primeiro pensamento foi "eu cabia ali dentro!". O que me levou a imaginar situações com bastante potencial para o Hallowen, mas que vão continuar no domínio da imaginação, tendo em conta os últimos resultados entre mim e uma abóbora. A abóbora ganhou, o que encerrou o assunto!

Posso ser péssima em esculpir abóboras, mas quando se trata de simplesmente cortar e assar, aí já tudo corre com normalidade, e ganho eu...um belo puré de abóbora. Neste último fim de semana, a eleita foi uma bela abóbora manteiga, a minha preferida. E este foi um dos resultados...




Biscotti de abóbora, amêndoa e arandos
adaptado daqui


1 e 1/2 chávena de farinha com fermento
1 chávena de farinha integral (usei metade de trigo e de espelta)
1 colher de chá de fermento
1/2 colher de sopa de bicarbonato de sódio
1/4 colher de sopa de sal marinho
1 colher de sopa de canela
1/2 colher de sopa de gengibre em pó
1/4 colher de sopa de cardamomo em pó
1/4 chávena de amêndoa moída
3/4 chávena de puré de abóbora **
1 chávena de açúcar mascavado
2 ovos grandes
1/2 chávena de amêndoas laminadas
1/2 chávena de arandos desidratados
sementes de sésamo q.b.


**Para obter o puré - cortar a abóbora ao meio, retirar as sementes, temperar com um fio de azeite e uma pitada de sal e levar ao forno a 180ºC, num tabuleiro forrado a papel vegetal, com a parte da casca virada para cima durante 35 minutos aproximadamente. Depois de assada, retirar a pele, que sai facilmente, e triturá-la em puré.


Tradicional:
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal. Reservar.
Numa tigela misturar bem os primeiros nove ingredientes secos. Reservar.
Noutra tigela grande bater bem o puré, o açúcar e os ovos. Adicionar as amêndoas laminadas e os arandos.
Juntar os ingredientes secos reservados e misturar bem com uma colher de pau até ficar tudo bem envolvido.
Colocar a mistura no tabuleiro reservado, espalhando com a colher de pau ou com as mãos bem enfarinhadas, de forma a ficar um rolo com uma altura de uns 4-5cm e arredondado nas pontas. Também pode, como indicado na receita original, dividir a mistura em 2 rolos compridos e estreitos.
Polvilhar o topo com sementes de sésamo.
Levar ao forno durante 25 minutos, rodando o tabuleiro a meio do tempo.
Retirar o tabuleiro do forno, deixar repousar 10 minutos.
Diminuir a temperatura do forno para os 160ºC.
Transferir o rolo para uma tábua de pão. Com uma faca de serrilha, cortar o rolo ao meio, no sentido do comprimento, e depois cada metade em fatias de aproximadamente 1 dedo de largura.
Colocar as fatias, lado a lado, no tabuleiro forrado a papel vegetal e levar ao forno até ficarem douradas e estaladiças, aproximadamente 15 minutos, virando as fatias a meio do tempo.
Retirar do forno e deixar arrefecer numa rede.
Conservar numa embalagem hermética.




Bimby:
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal. Reservar.
Colocar no copo da bimby os primeiros 9 ingredientes secos: 10 seg + vel 3. Retirar e reservar.
Colocar no copo o puré, o açúcar e os ovos: 1,30 min + vel 4.
Adicionar a amêndoa laminada e os arandos: 15 seg + vel 3+ colher inversa.
Juntar os ingredientes secos reservados: 20 seg + vel 3 + colher inversa.
Acabar de envolver com a espátula. 
Colocar a mistura no tabuleiro reservado, espalhando com a espátula ou com as mãos bem enfarinhadas, de forma a ficar um rolo largo com uma altura de uns 4-5cm e arredondado nas pontas. Também pode, como indicado na receita original, dividir a mistura em 2 rolos compridos e estreitos.
Polvilhar o topo com sementes de sésamo.
Levar ao forno durante 25 minutos, rodando o tabuleiro a meio do tempo.
Retirar o tabuleiro do forno, deixar repousar 10 minutos.
Diminuir a temperatura do forno para os 160ºC.
Transferir o rolo para uma tábua de pão. Com uma faca de serrilha, cortar o rolo ao meio, no sentido do comprimento, e depois cada metade em fatias de aproximadamente 1 dedo de largura.
Colocar as fatias, lado a lado, no tabuleiro forrado a papel vegetal e levar ao forno até ficarem douradas e estaladiças, aproximadamente 15 minutos, virando as fatias a meio do tempo.
Retirar do forno e deixar arrefecer numa rede.
Conservar numa embalagem hermética.




Foi a primeira vez que fiz biscotti, e tudo graças ao desafio deste mês da Manuela e o seu "Vamos fazer bolachas!". Este tipo de biscoitos, de origem italiana e que têm a particularidade de irem ao forno duas vezes, são realmente uma maravilha para acompanhar um café ou uma bebida quente. Pela casa dos meus pais, eles fizeram sucesso. A minha mãe apanhou bem a técnica de mergulhá-los no café e saboreá-los com um sorriso!

24.5.14

Duas cookies muito diferentes - Vamos fazer bolachas?

Nesta edição do Vamos fazer bolachas, da Manuela, a bolacha escolhida para o mês de Maio foram as cookies. Isso recordou-me 2 receitas muito distintas que andava para experimentar, uma do livro Cozinhar na perfeição, do Marcus Wareing e outra deste lindo blog

A receita do livro é a tradicional e muito popular, cookies com pepitas de chocolate, e aproveitando a visita de uma amiga, achei que seriam uma boa surpresa para ela levar para casa e partilhar com os filhotes. Gostaram, Carla?

Mas como a minha curiosidade e vontade de experimentar várias receitas baseadas no crudivorismo, anda cada vez maior, surgiu a segunda versão de cookies com pepitas de chocolate. Neste caso uma versão raw, ou crua em bom português, mas como torna o nome muito menos apelativo, vamos continuar com o raw, ok.

Qual destas duas, gostariam de experimentar?




Cookies de pepitas de chocolate
do livro Cozinhar na perfeição, de Marcus Wareing

110g de manteiga amolecida
130g de açúcar mascavado bio
1 ovo médio batido
180g de farinha T65 (para pão)
1 pitada de sal
1/2 colher de chá de fermento
1 colher de chá de baunilha em pó
170g de pepitas de chocolate de 70% cacau, usei chocolate picado de 51% de cacau

Pré-aquecer o forno a 170ºC. 
Forrar um tabuleiro com papel vegetal. Reservar.

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Bimby: 
Colocar a borboleta no copo e adicionar a manteiga e o açúcar: 2 min + vel 4.
Juntar o ovo: 1 min + vel 4.
Peneirar a farinha, o fermento, o sal e a baunilha.
Adicionar a mistura da farinha em 2 vezes, envolvendo com a espátula.
Por fim, envolver as pepitas de chocolate.

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Tradicional:
Peneirar a farinha, o fermento, o sal e a baunilha. Reservar.
Bater muito bem a manteiga com o açúcar, até ficar um creme leve e fofo.
Juntar o ovo e misturar.
Envolver com uma espátula a mistura da farinha, em 2 vezes.
Por fim, adicionar as pepitas de chocolate, e envolver tudo.

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Retirar a massa para uma superfície com película aderente, formar um tronco longo com 5 cm de diâmetro, e envolver na película. 
Levar ao frigorífico, pelo menos, 2 horas. Aguenta 1 semana, no frigorífico.
Cortar o tronco em fatias e colocar no tabuleiro reservado, bem espaçadas, dado que elas vão alastrar um pouco ao cozer.
Levar ao forno durante 12 a 15 minutos, até ficarem douradas nos cantos e fofas ao toque no meio. 
Retirar e levar as bolachas no tabuleiro, ao frigorífico e depois guardá-las num recipiente hermético. Não fiz este passo do livro, deixei-as arrefecer numa rede. 
Precisei de 2 tabuleiros para cozer a massa toda.




Cookies raw de pepitas de chocolate
adaptado daqui

5 tâmaras
1/2 chávena de amêndoas
1/2 chávena de cajus
1 colher sopa de leite de arroz
2 colheres de sopa de pepitas de cacau crú , ou pepitas de chocolate normais

Demolhar as tâmaras por 20 minutos em água. 
Usando a bimby ou uma picadora, picar os cajus e as amêndoas, juntos até ficarem em farinha.
Assim que o tempo acabar, retirar as tâmaras da água, cortá-las ao meio para retirar o caroço e colocar na bimby ou picadora, e picar no máximo uns 20-30 segundos até ficarem combinados. 
Juntar o leite e picar um minuto a dois minutos até ficar uma massa macia .
Retirar a massa e envolver as pepitas.
Formar bolachas e colocar num prato forrado com papel vegetal no frigorífico até ficarem bem firmes.
Colocar num recipiente hermético e conservar no frigorífico, até 2 semanas.
Renderam 10 unidades.




Bem, acho que não é surpresa que as primeiras sejam as preferidas de todos, não é? Já para não falar, que houve uns e outros, que não se atreveram sequer a provar as segundas, só porque falei em cru!!
Apesar de as primeiras também serem as minhas preferidas, eu e o meu irmão gostamos muito das segundas. Elas têm uma textura muito peculiar, que não consigo descrever muito bem...só experimentando mesmo. Adorei as pepitas de cacau cru, e apesar de não levarem açúcar, elas ficaram bem doces! 


23.4.14

Vamos fazer bolachas - Crinckles

Espero que tenham tido uma Páscoa muito doce, em todos os sentidos!
Estava nos meus planos fazer um post pré-Páscoa, mas o tempo voou e mais uma vez não consegui finalizar todas as tarefas a que me propus enquanto os miúdos estavam de férias. Sim, a minha gestão de tempo é péssima. E outro exemplo disso, é a receita de hoje, que tinha planeado publicar a meio do mês, e que em vez disso, sai agora, praticamente no fim do prazo do desafio do Vamos fazer bolachas, - 2ª temporada.
Nesta nova temporada, a Manuela propõe-nos fazer um tipo de bolacha específico em cada mês, e em Abril são as crinckles.


Quando li crinckles, as bolachas que me surgiram de imediato na minha cabeça, foram estas Red Velvet da Helena, que me fizeram suspirar quando ela as publicou. Mas como a ideia de usar corantes não me agrada, optei pela maravilhosa e natural beterraba, para conseguir umas crinckles lindas e vermelhinhas. E não é que ficaram mesmo perfeitas?!?!

Para obter o puré de beterraba, eu aproveitei uma refeição em que utilizei o forno, embrulhei 2 beterrabas médias em papel de alumínio e coloquei no forno cerca de 35 minutos. Depois retirei a pele, que sai muito facilmente, e triturei-as em puré. Em alternativa, também podem cozê-las ou comprá-las já cozidas em vácuo.



Crinckles de beterraba e cacau
adaptado do  Je Suis Alimentageuse

3/4 chávena de puré de beterraba
60g de azeite
50g de óleo
25g de cacau em pó
140g de farinha de espelta
220g de farinha com fermento
1 colher de sopa de fermento
200g de açúcar
1 colher de sopa de extracto de baunilha
1 colher de sopa de vinagre de vinho branco
1 pitada de sal

açúcar em pó q.b. para envolver
açúcar branco q.b para envolver

Bimby:
Colocar o puré de beterraba, o azeite e o óleo: 30 seg + vel 4.
Adicionar o açúcar, o vinagre e a baunilha: 30 seg + vel 4.
Peneirar a farinha com o fermento, o cacau e o sal.
Com a bimby em funcionamento na vel. 3, adicionar em 3 vezes a mistura da farinha.
Com a espátula envolver qualquer farinha que esteja visível.
Embrulhar a massa em película aderente e deixar repousar, durante 2 horas, no frigorífico.

Tradicional:
Bater o puré de beterraba com o azeite e o óleo até a mistura ficar homogénea.
Adicionar o açucar, o vinagre e a baunilha e bater até ficar tudo incorporado.
Peneirar a farinha com o fermento, o cacau e o sal.
Adicionar em 3 adições, a mistura da farinha à restante massa, até ficar bem incorporada. A partir do momento em que a massa fica muito espessa, terá de utilizar as mãos ou uma colher de pau para envolver a restante farinha.
Refrigerar a massa durante 2 horas no frigorífico, envolvida em película aderente.

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Ligar o forno a 180ºC.
Revestir um tabuleiro de forno com papel vegetal.
Fazer bolinhas com a massa refrigerada. A minha massa rendeu entre 40 a 50 bolinhas.
Se quiser uma crosta muito crocante, passar cada bolinha por açúcar branco e em seguida por açúcar em pó. Em alternativa, pode optar por passar, apenas, por açúcar em pó.
Levar ao forno pré-aquecido durante 10 a 12 minutos.
Retirar e deixar arrefecer em cima de uma rede.

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Crosta dupla de açúcar branco e pó
Crosta simples de açúcar em pó

Eu já não me recordo onde é que li esta dica. Mas se envolverem primeiro as bolachas em açúcar branco e depois em açúcar em pó, elas ficam extra-crocantes e é quase impossível não conseguir o belo craquelê, que dão o nome a estas bolachas. Ficam lindas, mas também ficam extra-doces, pelo que se não gostam de bolachas muito doces, mas querem este efeito, aconselho a reduzir o açúcar indicado para a massa.






Enquanto tirava fotografias lá ia degustando umas e outras, e se os olhos comem, rendi-me completamente às mais crocantes. Em sabor, gostei muito de ambas e são perfeitas para acompanhar uma boa chávena de chá ou café simples.






24.2.14

Bolachas de chocolate e abacate?!?

Eu gosto muito de fazer bolachas. O problema é que também gosto muito de comê-las. E caso eu faça algumas durante a semana é certo e sabido, que a maior parte delas serão devoradas pela menina da casa, eu! Com o intuito de participar no desafio da Manuela do "Vamos fazer bolachas" de Fevereiro planeava fazer umas bolachas durante um dos fins de semana do mês e partilhar com o resto da família ("dividir o mal pelas aldeias" é sempre mais saudável!), mas plano furado e chego a um dia do final do desafio e nenhuma bolacha feita!

Para não ficar com peso na consciência e noutras partes do corpo, decidi que faria umas bolachas saudáveis, e ao olhar para um abacate quase a passar de prazo de consumo na fruteira, pensei, será muito absurdo fazer bolachas de abacate?! Pesquisa no google e....imensas!!! Chocolate e abacate, pareceu-me bem, sem manteiga e açúcar, ainda melhor. E aqui estão elas, acabadas de sair do forno e já bem (a)provadas por mim!


   

Bolachas de chocolate a abacate
adaptada daqui

1/2 chávena de abacate
1/4 chávena de óleo de coco à temperatura ambiente
1/2 chávena de xarope de agave
1 ovo
1 e 1/2 chávena de farinha de espelta integral
1/4 chávena de cacau em pó
1/2 colher de sopa de baunilha em pó
1 colher de sopa de fermento em pó
1/2 colher de sopa de bicarbonato de sódio
1/2 colher de sopa de canela
1/4 colher de sopa de cravinho em pó
1/4 colher de sopa de sal 
1/2 chávena de pepitas de chocolate ou chocolate cortado aos pedacinhos

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal. Reservar.

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Bimby:
Colocar a borboleta no copo e adicionar o abacate, o óleo de coco e o xarope de agave: 1,30 min + vel 4.
Baixar os resíduos com a espátula.
Juntar o ovo e a baunilha: 1 min + vel 4. 
Numa tigela misturar os ingredientes secos, excepto as pepitas de chocolate.
Peneirar a mistura dos secos para dentro do copo da bimby: 1 min + vel 3.
Retirar a borboleta, juntar as pepitas e envolver com a espátula.

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Tradicional:
Bater com a batedeira durante 2 a 3 minutos a polpa do abacate, o óleo de coco e o xarope de agave até ficar uma mistura cremosa e homogénea.
Adicionar o ovo e a baunilha e bater até ficar bem combinado.
Numa tigela misturar os ingredientes secos, excepto as pepitas de chocolate.
Adicionar a mistura dos secos à mistura do abacate, e bater apenas até ficar tudo incorporado.
Envolver as pepitas de chocolate.

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Com uma colher colocar porções pequenas de massa bem espaçadas no tabuleiro.
Levar ao forno durante 9 a 10 minutos.  
Retirar e deixar arrefecer completamente numa rede.
  



Estas bolachas cuja textura fazem lembrar uns mini-bolinhos, têm um sabor intenso a chocolate, com um pequeno travo amargo dado pelo cacau e pelas pepitas de chocolate semi-amargas que usei. Se gostam de bolachas bem doces, aconselho a aumentar o xarope de agave para 2/3 de chávena ou usar pepitas de chocolate de leite. Para mim, ficaram mesmo no ponto, tanto que naquele pratinho já só restam migalhas!

19.12.13

Bolachas para o Pai Natal

Em criança o Natal era a minha época do ano preferida, pela qual eu esperava com muito ansiedade e expectativa à mistura. (Agora, são as férias de Verão! :)
Os presentes entregues aos meninos bem comportados através do Pai Natal, emissário do Menino Jesus, eram deixados debaixo da chaminé durante a noite de 24 para 25. Por isso, quando acordava, saltava da cama com uma energia nunca vista no resto do ano, e ia procurar em que chaminé o Pai Natal teria deixado o tal aguardado presente! 

O dia em que descobri a "verdade" sobre o Pai Natal, foi um dos dias mais tristes da minha vida! Não estou a brincar, o momento do "balde de água fria", está congelado na minha memória, e eu sou péssima em relembrar tempos passados. 
Aconteceu, assim: estava numa aula na quarta classe, quando a professora começou a falar do Natal, e fez a seguinte pergunta: "Vocês sabem quem na verdade é o Pai Natal, não é? Quem vos dá os vossos presentes no dia de Natal?"
E eu penso para os meus botões, "Que raio de pergunta é essa?!" 
Enquanto, à minha volta os meus colegas, dizem "Sim!", "Claro!"
A minha cabeça baralhada, pensa, provavelmente ela quer dizer que na verdade é o Menino Jesus. 
A professora prossegue e pergunta: "Quem é, então?" 
E os meus colegas, "São os nossos pais"...e a minha deixa "É o Menino Jesus!" morre-se nos meus lábios, de tão chocada que fiquei!
A conversa continuou, mas a minha mente bastante perturbada, estava a tentar processar uma verdade, que alterou completamente a expectativa e a experiência da época do Natal a partir de então.

Quando nos tornámos pais, a vontade de recriar magia nesta época atinge-nos com força, pois o nosso desejo é que os nossos filhos mantenham a inocência inerente à idade, o máximo de tempo possível!
O meu filho mais velho, já me disse que ter descoberto a "verdade" sobre o Pai Natal, foi e usando as suas próprias palavras, "muito mau e gostava de puder continuar sem saber!" Como te percebo, filhote!
O pequeno, pelo contrário, ainda está no reino da magia, e por minha vontade, há-de lá ficar por muito e muito tempo, até que a realidade ou alguns "realistas" façam furar a bolha!

E para manter a magia da época, vamos lá fazer umas bolachinhas para o Pai Natal, pode ser? E como a fornada é grande e não convém que ele as coma todas sozinho, sempre pudemos ajudar a comer uma ou outra. E já que estamos numa de fantasia, vamos fazer de conta, que eu parei depois de uma e outra, ah ah ah...




Bolachas de Santa Claus
adaptado do livro "Paixão pelo Chocolate" de Adriana Ortemberg

2 ovos
100g de manteiga amolecida
150g de farinha
150g de coco ralado
30g de cenoura ralada
25g de amêndoa moída
60g de açúcar amarelo
chocolate derretido q.b.

Aquecer o forno a 180ºC.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal e reservar.
Misturar a manteiga com o açúcar e amêndoa. 
Juntar os ovos, um a um.
Adicionar a cenoura e o coco.
Incorporar, pouco a pouco, a farinha peneirada.
Misturar, sem trabalhar muito a massa.
Formar uma bola, envolver em película aderente e colocar no frigorífico durante umas horas.
Numa mesa polvilhada com farinha, ou com a ajuda da película aderente, estender a massa com a espessura desejada, e cortá-la com moldes alusivos ao Natal.
Colocar as bolachas no tabuleiro e levar ao forno, durante 15 minutos ou até elas ficarem douradas.
Retirar do forno e deixar arrefecer sobre uma rede.
Derreter chocolate com um pouco de nata, leite ou manteiga.
Mergulhar as bolachas que quiser, por inteiro ou apenas metade, no chocolate derretido.




A textura destas bolachas fazem lembrar mais bolinhos em miniatura do que bolachas. A quantidade de açúcar é própria para pessoas não muito gulosas, pelo que se não fazem parte desta categoria, aumentem a quantidade para pelo menos 100g.

Aproveito esta receita para participar no desafio vamos Fazer Bolachas de Natal lançado pela grande fã de bolachas, a Manuela do blog Cravo e Canela, que nos desafia a fazer muitas e muitas bolachas todos os meses.

14.6.13

O que fazer com bananas muito maduras?

Aqui em casa, as bananas desaparecem muito bem, normalmente a cargo de certos residentes masculinos. Mas de tempos a tempos, algumas acabam por ficar na fruteira tanto tempo que ficam bem maduras, com a sua casca preta característica, e aí ninguém lhes toca. 
Até há uns anos atrás o destino dessas bananas seria o caixote do lixo, porém desde que eu descobri esta receita aqui, que confesso que por vezes, anseio para que eles se esqueçam das bananas, de modo a conseguir juntar algumas para fazer esta guloseima. 




Nikki’s Healthy Cookies 

bananas maduras grandes amassada (cerca de 1 e 1/2 chávena)
1 colher de chá de extracto de baunilha
1/4 chávena de óleo de coco, morno ou em alternativa, azeite à temperatura ambiente
2 chávenas de aveia em flocos
2/3 chávena de farinha de amêndoas (picar as amêndoas até ficarem tipo areia fina)
1/3 chávena de coco ralado
1/2 colher de chá de canela
1/2 colher de chá de sal marinho fino
1 colher de chá de fermento em pó
180g de chocolate preto picado


Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Misturar a banana, a baunilha e o óleo de coco
Noutra tigela, juntar a aveia, a farinha de amêndoas, o coco ralado, a canela, sal e fermento em pó
Adicionar os ingredientes secos aos ingredientes molhados e mexer até ficar tudo bem incorporado.
Juntar os pedaços de chocolate. 
Usando como medida uma colher de gelado quase cheia, formar umas bolinhas de massa, apertando e pressionando um pouco a massa, pois ela é mais solta do que a habitual massa de bolachas. 
Colocar as bolinhas num tabuleiro com papel vegetal com uns 3 dedos de distância entre elas.
Levar ao forno durante 15 minutos ou até elas ficarem douradinhas.



Estas bolachinhas são realmente muito especiais, como o nome indica, elas são realmente mais saudáveis do que as tradicionais. O único açúcar que têm, provém de um modo natural da doçura das bananas, que quanto mais maduras, mais doces se tornam e ficam ideais para esta receita. Para além disso, não leva nenhuma farinha refinada, e se porventura encontrar flocos de aveia sem glúten, são maravilhosas para quem sofre de intolerância a esse elemento. Por acaso, acho que um dia destes, vou experimentar também com flocos de trigo sarraceno em vez de aveia, para ver o resultado.

É por essas boas razões, que a minha consciência não fica tão pesada quando eu caio na tentação de assaltar o frasquinho destas bolachas...




7.5.13

Dia da mãe

Para finalizar os bolos do fim de semana passado, faltava claro, o escolhido para o dia da mãe....Bolo de bolacha!  





Não é muito comum eu fazer bolos de bolacha, mas cheguei a ponderar fazer um, como bolo de aniversário do Carlos, dado que é uma das sobremesas preferidas dele. Porém as receitas que ele gosta são as de creme de manteiga, e como o colesterol é um mal que abunda em muitos membros da minha família, coloquei de parte. 
Mas o universo, colocou-me à frente de uma caixa enorme de bolachas da Cuétara Maria Hojaldrada, supostamente uma bolacha muito indicada para este tipo de bolos, e que eu nunca tinha visto na vida..."ai, ai", pensei, "o melhor é ouvir o universo", e lá veio um pacote para casa!
Portanto bolo de bolacha para o dia da mãe, mas nada de cremes de manteiga e sim muito, muito sabor a café que isso sim, agrada a todas as mães presentes.

 Ingredientes para o bolo de bolacha

1 lata de leite condensado
bolachas Maria Hojaldrada q.b.
café q.b.
2 medidas da lata de leite meio gordo
2 colheres de sopa de maizena
casca de 1 limão
2 colheres de sopa de café instantâneo
coco ralado q.b.
amêndoa laminada tostada q.b.

Coloca-se numa panela, a lata de leite condensado e as 2 medidas de leite, juntamente com a maizena. 
Passa-se a varinha mágica para dissolver e misturar tudo muito bem.
Junta-se a casca de limão, e leva-se a lume brando, mexendo sempre até engrossar. Não pode ficar muito fino, pois como o creme não leva gelatina, depois não prende o suficiente ao fazer o bolo. 
Dividir o creme a meio. Juntar a uma das metades, o café instantâneo e envolver bem até ele dissolver. 
Deixar arrefecer. Eu cobri os cremes com película aderente (a tocar o creme), para assim não ganhar uma película por cima, enquanto arrefece.
Fazer café quente e colocar numa travessa. 
Quando os cremes estarem à temperatura ambiente, colocar uma camada de creme escuro no fundo de uma forma de mola de 24 cm. 
Polvilhar com coco ralado.
Embeber bolachas no café e colocar por cima do creme escuro.
Colocar uma camada de creme branco. 
Polvilhar com coco ralado.
Colocar uma camada de bolachas embebidas em café. 
Colocar o resto do creme escuro.
Polvilhar com coco ralado
Última camada de bolachas embebidas em café.
Finalizar com a última camada de creme branco.
Decorar o topo com a amêndoa laminada tostada. (Eu tostei uns minutos num tacho anti-aderente).
Envolver a forma em película aderente e colocar no frigorífico até estar bem frio. 



Como nem todas as pessoas lá em casa apreciam canela, eu não usei, mas acho que se gostarem dessa especiaria como eu, então devem aromatizar o creme também com um pau de canela, e depois polvilhar os cremes com canela em pó, pois acho que também deve resultar muito bem!



E quanto às bolachas Maria Hojaldrada, o que achei?!? Ora, achei que a bolacha Maria Dourada da Gullón, as preferidas cá de casa, são muito melhores para este tipo de sobremesa, e que o universo devia estar a dizer-me para pelo menos uma vez, me cingir à lista de compras e parar de trazer coisas para casa que realmente eu não preciso! E como cada pacote trazia 4 embalagens, ainda tenho 2 embalagens para gastar. Sugestões???

Até à próxima...