Mostrar mensagens com a etiqueta Sem glutén. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sem glutén. Mostrar todas as mensagens

13.6.15

Um bundt com os frutos da paixão

Depois de uma ansiosa contagem decrescente para o fim das aulas, pode-se dizer que o entusiasmo dos miúdos pelo início das férias é palpável! Dentro de alguns dias vamos mais uma vez de férias para o sul, e depois começa a nova rotina do Verão. Sim, também eu ando entusiasmada, como não?!
Não poderia ir de férias, sem a minha participação habitual na edição da bundtmania, cujo tema proposto pela Lia são os frutos vermelhos



Morangos, cerejas, framboesas e mirtilos! Costuma-se dizer que o vermelho é a cor da paixão, e é esse o sentimento que nutro por todos estes frutos maravilhosos, que nos traz a bela Primavera. Também eu andei, numa ansiosa contagem decrescente até Maio, para poder trazer caixas cheias deles para casa.



Esta é uma sugestão alternativa de um bundt, perfeita para os dias quentes. Uma proposta influenciada pelas aulas do curso de iniciação na macrobiótica que terminou por estes dias, e que será a primeira receita, de outras que irei mostrar por aqui, dentro da filosofia dessa cozinha. 
Este é um doce super rápido, em que não é necessário usar o fogão (a evitar quando estão 35ºC lá fora) e que para além de delicioso, é nutritivo e saciante, graças ao uso da alga agar-agar, uma ótima adição para doces, como podem ler aqui




Bundt Rápido de frutos vermelhos

1/2 l de sumo de maçã biológico, sem açúcar adicionado
12/ l de água
1 colher de sobremesa de agar-agar em pó (se for em flocos, duplicar a quantidade)
1 casca de limão
1 pitada de sal
4 colheres de sopa de geleia de arroz
bolachas a gosto q.b.
sumo de laranja q.b.
frutos vermelhos q.b. (usei framboesas, mirtilos, cerejas e morangos, claro!)



Preparação Bimby:
Triturar bolachas (usei umas 15 bolachas) na vel 5, até ficar em farinha. Retirar para uma tigela e reservar.
Colocar no copo o sumo e a água, a casca de limão e o sal: 10 min + 100ºC + vel 3, colher inversa.
Juntar a geleia de arroz: 2 min + 100ºC + vel 2, colher inversa.
Retirar a casca de limão, reservar.
Passar uma forma de bundt por água e colocar frutos vermelhos a gosto no fundo da forma.
Colocar, cuidadosamente, com uma colher de sopa, metade do líquido do copo por cima dos frutos até começarem a boiar.
Levar a forma a um sítio fresco até começar a solidificar, manter o líquido do copo resguardado, no entretanto.
Quando já estiver a ficar firme, colocar mais frutos vermelhos por toda a forma e voltar a colocar o restante líquido com uma colher. 
Entretanto juntar o sumo de laranja às bolachas trituradas até ficar uma massa húmida.
Assim que a gelatina começar a solidificar novamente, cobrir uniformemente toda a forma, com a massa de bolacha e pressionar levemente. 
Cobrir com película aderente e levar ao frigorífico algumas horas até servir.




Preparação tradicional:
Triturar bolachas (usei umas 15 bolachas) com uma picadora ou com o rolo da massa, bater nelas até ficar em farinha. Retirar para uma tigela e reservar.
Colocar numa panela o sumo, a água, a casca de limão e o sal e deixar ferver em lume brando por 7 a 10 minutos, mexendo ocasionalmente para ajudar a agar-agar a dissolver e evitar que fique colada ao fundo da panela.
Por fim, adicionar a geleia de arroz e cozinhar por mais 2 minutos.
Retirar a casca de limão, reservar.
Passar uma forma de bundt por água e colocar frutos vermelhos a gosto no fundo da forma.
Colocar, cuidadosamente, com uma colher de sopa, metade do líquido do copo por cima dos frutos até começarem a boiar.
Levar a forma a um sítio fresco até começar a solidificar, manter o líquido do copo resguardado, no entretanto.
Quando já estiver a ficar firme, colocar mais frutos vermelhos por toda a forma e voltar a colocar o restante líquido com uma colher. 
Entretanto juntar o sumo de laranja às bolachas trituradas até ficar uma massa húmida.
Assim que a gelatina começar a solidificar novamente, cobrir uniformemente toda a forma, com a massa de bolacha e pressionar levemente. 
Cobrir com película aderente e levar ao frigorífico algumas horas até servir.




Podem fazer esta receita numa forma de tarte, colocando os biscoitos grosseiramente desfeitos no fundo, não sendo necessário o sumo de laranja, pois ao colocarem o líquido por cima dos frutos, eles ficarão automaticamente húmidos. Também podem alterar as frutas e o sumo de fruta escolhido, apenas devem evitar frutas ácidas, como ananás e laranja. Fica igualmente lindo, em taças de vidro, com as frutas e as bolachas inteiras ou partidas no meio. 
Caso sejam intolerantes ao glutén, podem sempre optar por usar bolachas sem glutén, ou omitir as mesmas, embora nesse caso, sugiro que aumentem um pouco na quantidade da geleia de arrroz. 




Um doce fim de semana...até à próxima!







15.5.15

Uma sugestão tricolor deliciosa!

Eu não sou uma pessoa muito resolvida quando se trata de escolher uma receita. De tal modo, ando rodeada de tantas receitas, nos livros, nas revistas, nos blogues que sigo, que dou por mim, mais vezes do que gostaria, sem saber o que fazer e a perder imenso tempo até me decidir. Pelo que quando surgem circunstâncias que me "obrigam" a tomar uma direcção, eu até agradeço. Neste fim de semana, a direcção veio de uma embalagem de queijo fresco biológico 0% gordura no frigorífico a poucos dias de terminar o prazo de validade e a vontade de fazer algo para a 19ª edição da Bundtmania, cujo tema são os Neapolitan Bundt Cakes.



E em vez do tradicional bundt, saiu um cheesecake tricolor, com sabores de chocolate, baunilha e morango, como se quer numa boa sobremesa "Neapolitana".  A descrição parece longa, mas é bem simples e rápido de se fazer. E se usarem bolachas sem glutén para a base, ficam com uma deliciosa sobremesa para quem for intolerante. 




Neapolitan Bundt Cheesecake
adaptado daqui

250g de queijo fresco ou queijo creme, com baixo teor de gordura
3/4 chávena de açúcar puro de cana
3 ovos
2 colheres de sopa de amido de milho
1 colher de chá de baunilha em pó ou extracto de baunilha
40g de chocolate preto (usei Avianense)
40g de chocolate branco
2/4 chávena de morangos triturados
20 bolachas de chocolate (utilizei 16 bolachas Belvita chocolate e algumas bolachas oreo sem o recheio)
3 colheres de sopa de leite
morangos q.b.

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Colocar um tabuleiro com água no forno.
Passar por água uma forma de bundt em silicone e reservar.




Tradicional:
Numa taça misturar o queijo fresco com o açúcar até ficar uma mistura suave e homogénea. 
Adicionar os ovos, um de cada vez.
Juntar a baunilha e o amido de milho e misturar bem.
Dividir a massa em 3 partes iguais.
Derreter o chocolate branco em banho-maria, ou no micro-ondas (juntar umas gotas de óleo ou leite, se necessário para ajudar a derreter) durante 1 minuto, parando para mexer bem de 10 em  10 segundos. 
Fazer o mesmo com o chocolate preto.
Misturar o chocolate branco derretido a uma das massas reservadas, o chocolate preto a outra e 1/4 de chávena de morangos à restante, obtendo assim 3 taças com 3 massas de diferentes cores.
Verter a mistura de chocolate branco na forma reservada.
Por cima, com uma colher e com cuidado colocar a massa de morango e por último a massa de chocolate preto.
Colocar a forma no tabuleiro com água que está no forno (com cuidado, que ao abrir a porta sai uma grande nuvem de vapor) e deixar cozer cerca de 20 minutos, até a superfície ficar ligeiramente dourada e firme ao toque.
Entreabrir a porta do forno com uma colher de pau e deixar o bolo descansar lá dentro uns 20 a 30 minutos.
Retirar e deixar arrefecer completamente numa rede.
Entretanto triturar as bolachas de chocolate e misturar com o leite aos poucos, até ficar uma massa húmida e que se consiga unir. Se necessário usar mais leite.
Espalhar essa mistura por cima do bolo com cuidado, pressionando ligeiramente com os dedos e com as costas de uma colher.
Tapar a forma com película aderente e levar ao frigorífico, pelo menos umas 2 horas.
Levar os restantes 1/4 de chávena de morangos triturados, adoçados a gosto, ao micro-ondas, durante 2 minutos, mexendo de 15 em 15 segundos. Deixar arrefecer.
Desenformar o bolo com cuidado no prato de servir, regar com o molho de morangos e enfeitar a gosto com alguns morangos no centro.






Bimby:
Colocar no copo o açúcar e o queijo: 1 min + vel 4. A partir dos primeiros 20 segundos, ir juntando pelo bocal da bimby, os ovos, um a um.
Adicionar a baunilha e o amido de milho: 30 seg + vel 4.
Dividir a massa em três taças.
Colocar os morangos na bimby: 30 seg + vel 5.
Retirar 1/4 chávena dos morangos triturados e envolver numa das massas reservadas.
Aos restantes, juntar açúcar a gosto: 2 min+60ºC+ vel 1. Retirar e reservar para decoração.
Derreter o chocolate branco em banho-maria, ou no micro-ondas (juntar umas gotas de óleo ou leite, se necessário para ajudar a derreter) durante 1 minuto, parando para mexer bem de 10 em  10 segundos. 
Fazer o mesmo com o chocolate preto.
Misturar o chocolate branco derretido a uma das massas reservadas e o chocolate preto à restante, obtendo assim 3 massas de diferentes cores.
Verter a mistura de chocolate branco na forma reservada.
Por cima, com uma colher e com cuidado colocar a massa de morango e por último a massa de chocolate preto.
Colocar a forma no tabuleiro com água que está no forno (com cuidado, que ao abrir a porta sai uma grande nuvem de vapor) e deixar cozer cerca de 20 minutos, até a superfície ficar ligeiramente dourada e firme ao toque.
Entreabrir a porta do forno com uma colher de pau e deixar o bolo descansar lá dentro uns 20 a 30 minutos.
Retirar e deixar arrefecer completamente numa rede.
Entretanto, colocar as bolachas no copo da bimby seco e lavado: 5 seg+vel 5.
Retirar e misturar com o leite aos poucos, até ficar uma massa húmida e que se consiga unir. Se necessário usar mais leite.
Espalhar essa mistura por cima do bolo com cuidado, pressionando ligeiramente com os dedos e com as costas de uma colher.
Tapar a forma com película aderente e levar ao frigorífico, pelo menos umas 2 horas.
Desenformar o bolo com cuidado no prato de servir, regar com o molho de morangos e enfeitar a gosto com alguns morangos no centro.



O efeito que pretendia era de três camadas distintas, porém o queijo que usei, que se assemelha bastante a iogurte grego, originou um resultado diferente do que se tivesse usado um queijo-creme. Uma vez que as massas antes de irem ao forno estão bem mais líquidas do que o devido, logo ao verter para a forma faz o efeito marmoreado que se apresenta no final.
Efeitos à parte, a conjugação de sabores e texturas é fantástica e mais uma vez me arrependi de ter feito um bolo pequeno!
Meninas Lia e Mena, espero que apreciem esta minha sugestão tricolor e até à próxima.



5.12.14

Meu Novembro

Adoro quando, naturalmente, as receitas se associam a boas memórias. E esta receita está agora para mim associada a um dia bem passado com uma amiga de longa data, assim como a uma amizade recente que esta aventura nos blogs me trouxe e ao apagar de uma vela, de um novo ano de vida rodeada pelas três pessoas mais importantes da minha vida, dos seus parabéns, beijos e abraços que são no fim a melhor prenda do dia que marca a data em que nasci. Novembro foi um bom mês, o meu mês.




Queques de chocolate
adaptada do livro "As receitas da Mafalda", da Mafalda Pinto Leite

1 courgette média
1 beterraba pequena
1 banana da madeira madura, esmagada com um garfo
2/4 de chávena de farinha de espelta (substituir por amêndoa moída para uma versão sem gluten)
1/4 de chávena de amêndoa moída
1/3 de chávena de cacau em pó
1/2 colher de chá de noz-moscada
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
3 ovos
1 colher de sopa (bem cheia) de azeite
1/3 de chávena de açúcar de coco
1 colher de chá de baunilha em pó
1/2 chávena bem cheia de chocolate preto partido em pedaços

Aqueça o forno a 180ºC. 
Forre um tabuleiro de queques com formas de papel, ou em alternativa utilize formas de silicone.
Numa tigela misture a farinha, o cacau, a canela, a noz-moscada, a baunilha, o fermento e o bicarbonato. Reserve.




Bimby:
Coloque a courgette e a beterraba partida aos pedaços no copo: 4 seg + vel 5. 
Junte a banana, os ovos, o azeite e o açúcar: 30 seg + vel 4.
Com a bimby em funcionamento na vel 3 vá deitando pelo bocal a mistura da farinha reservada. Não deixe bater demais.
Envolva, suavemente, o chocolate partido na massa com a espátula.





Tradicional:
Rale a courgette e esprema-a um pouco com as mãos para retirar um pouco do líquido que ela liberta.
Rale a beterraba e junte-a à courgette.
Numa tigela bata a banana, os ovos, o azeite e o açúcar.
Adicione esta mistura e os legumes reservados à mistura da farinha e bata até ficar tudo incorporado.
Envolva suavemente o chocolate partido.





Verta o preparado pelas formas reservadas e leve ao forno pré-aquecido por 15 minutos ou até estarem cozinhados.
Retire do forno e deixe arrefecer numa rede.












Estas pequenas delícias aguentam-se muito bem pelo menos uns três dias, que foi o tempo que eu guardei o exemplar que vêem na primeira foto e que eu "salvei" no fim de semana em que os fiz, para poder cantar os parabéns aqui em casa no dia do meu aniversário. 
As lindas formas que vêem nas fotos foi um presente da querida Sandra do That cake sweet, um blog lindo e doce como a autora, e que aconselho vivamente a espreitarem, caso não o conheçam. Obrigada Sandra, sem dúvida que elas ajudaram os meus bolinhos a fazerem boa figura para as fotografias.

26.11.14

Vamos fazer...crackers sem glutén para uma amiga

A receita de hoje está relacionada com uma amiga minha que, em adulta, descobriu que é intolerante ao glutén. Só quando tive que preparar um jantar para a receber aqui em casa, é que me apercebi de alguns cuidados que ela teve que introduzir no seu dia-a-dia para lidar com esta questão. 

Alimentos que eu pensava que não teriam glutén, como chocolate, batatas fritas entre outros, poderão estar efectivamente contaminados devido ao processo de fabrico, pelo que ler com atenção os rótulos é imprescindível. 

Para além disso, existe outros cuidados a ter em atenção que advém da coexistência com outras pessoas que não são intolerantes. Um exemplo que nunca me esqueci, é o ter dois pacotes de manteiga, um para ela e outro para os restantes habitantes da casa, de modo a ter a certeza que não ingere vestígios de migalhas que ficam na manteiga quando se barre o pão com ela.




No dia do jantar fiz uns patés que servi com umas tostas sem glutén que comprei. Só no dia seguinte ao relembrar o tema bolachas salgadas do desafio da Manuela, "Vamos fazer bolachas", é que dei por mim a pensar que era uma boa oportunidade para experimentar fazer umas sem glutén que pudesse usar num futuro jantar. Por isso, S. estas crackers são para ti. 


























Crackers de Sementes e Frutos secos (Sem Glutén)
receita daqui 

300g de mistura de frutos secos e sementes (usei 1/2 chávena de amêndoas, 1/2 chávena de cajus, 1/2 chávena de sementes de girassol, 1/2 chávena de sementes de abóbora)
1 ovo
2 colheres de sopa de água
1 colher de chá de sal marinho
sementes de sésamo e chia para polvilhar


Bimby/Tradicional
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal e reservar.
Transformar as sementes e os frutos secos em farinha usando uma picadora ou no caso da bimby, 5seg + vel 9.
Juntar os restantes ingredientes e envolver bem com uma colher de pau ou na bimby, 20seg + vel 4.
A massa fica com uma textura bastante rígida.
Dividir a massa em duas partes.
Colocar uma das partes entre duas folhas de papel vegetal e estender a massa num rectângulo com uma espessura bastante fina. Fazer o mesmo com a outra parte.
Com uma faca afiada cortar a massa em quadrados, tiras ou com o formato que se pretender.
Colocar no tabuleiro as crackers, pincelá-las com água e polvilhá-las com as sementes de sésamo ou chia.
Levar ao forno durante 10 minutos ou até estarem douradas. Prestar muita atenção, pois podem queimar com facilidade.
Retirar e deixar arrefecer sobre uma rede.
Guardar num recipiente hermético quando fria.


Eu adoro frutos secos, é vê-los a desaparecerem da despensa à conta de tanto os petiscar. Pelo que o sabor destas crackers são para mim a perfeição numa bolacha salgada. Adorei!
Para além desse grande pormenor, já viram o quanto é simples e rápido de preparar?!?! Acho que demorei mais tempo a tirar fotos do que a fazê-las e a cozinhá-las. É certo e sabido, que vão ser repetidas, acho que descobri um novo vício.



7.10.14

Semana vegetariana - take 2

Está prestes a acabar a semana vegetariana, que acontece entre o dia 1 a 7 de Outubro. No ano passado, assinalei esta semana através da receita que podem ver aqui

Ter refeições vegetarianas ou vegan em casa já se tornou algo habitual. Não sou vegetariana, embora as minhas refeições tendem, cada vez mais, a serem constituídas por vegetais e leguminosas, e volta e meia acabo a dispensar a carne para os restantes membros da casa, pois não lhe sinto a falta. Mas depois há o peixe (o meu adorado salmão e atum, nham), e esta sushi lover ainda não consegue abdicar de todo. Quanto aos meus homens, bem por enquanto ter 2 ou 3 refeições diferentes, são o máximo que eles me concedem sem grandes alaridos! Mas a vida é um caminho em que aprendemos e mudamos, e como mãe estou confiante que eles estão a crescer com a noção de que somos o que comemos, e que no futuro serão pessoas saudáveis e conscientes do que lhes faz bem.

Uma das minhas grandes inspirações para as minhas refeições vegan familiares é a Patrícia do lindíssimo e saboroso blog Not Guilty Pleasure, e que está a festejar em grande esta semana, com uma casa nova, e muitas entrevistas e receitas a preceito, que aconselho a espreitarem.

Pelo que contribuindo para esta semana vegetariana e em jeito de agradecimento à Patrícia pelo fantástico trabalho que ela faz a educar-me através do seu blog, hoje trago como refeição principal uma receita dela já por diversas vezes repetida e aprovada por aqui! 




Massa com legumes e tofu sweet chilli
adaptada do Not Guilty Pleasure

1 colher de azeite ou óleo de sésamo
1 alho francês grande, cortado em meias luas
1 cenoura média, cortada em tiras finas e compridas
1 pimento médio, cortado em tiras finas e compridas
150gr de cogumelos frescos brancos ou marron, laminados
1 dente de alho 
1 pedaço de gengibre, de 2 cm aproximadamente 
1 colher de sopa de molho de soja
1 colher de sobremesa de vinagre de arroz
250g de tofu
massa esparguete integral, para 4 pessoas
2 colheres de sopa de coentros picados grosseiramente
sementes de sésamo q.b.

Marinada:
1 dente de alho
1 pedaço de gengibre, de 1 cm aproximadamente
1 colher de sopa bem cheia de molho sweet-chilli
1 colher de sopa de molho de soja

Cortar o tofu aos quadrados pequenos. 
Ralar o dente de alho e o gengibre. Eu uso um esmagador de alhos para ambos, e descarto a parte fibrosa do gengibre, que fica no esmagador.
Juntar o tofu e todos os ingredientes da marinada e deixar repousar no frigorífico pelo menos uns 30 minutos.
Cozer o esparguete integral numa panela grande cheia de água temperada com sal, durante o tempo aconselhado na embalagem.
Entretanto, preparar todos os legumes.
Num wook ou numa frigideira grande e larga, aquecer o azeite ou o óleo e saltear o alho francês, o pimento, a cenoura, o alho e o gengibre ralados, em lume médio/brando durante uns 5 minutos, até amolecerem.
Adicionar os cogumelos, e saltear mais uns 2 minutos.
Temperar com o molho de soja e o vinagre e deixar apurar mais uns 3 minutos.
Colocar numa saladeira grande e reservar.
Na mesma frigideira, juntar mais um pouco de óleo ou azeite, e saltear o tofu marinado até ficar tostado de todos os lados.
Envolver a massa com os legumes e o tofu. 
Salpicar com coentros picados e sementes de sésamo e servir.

Os meus filhos não apreciam muito a massa chinesa, por isso é que optei pela massa esparguete integral que resulta na perfeição neste prato.
E para adoçar o final de uma bela refeição, nada como uma boa sobremesa, daquelas docinhas e saborosas, mas bem saudáveis, sem qualquer adição de açúcar, e que nos deixa de bom humor e leves...de culpa.





Barras de abóbora saudáveis
adaptado daqui

Crosta:
1/2 chávena de amêndoas 
1/2 chávena de flocos de aveia (podem ser substituídos por mais amêndoas ou outro fruto seco)
1/2 chávena de alperces ou ameixas secas
1/4 colher de sopa de canela
1/4 colher de sopa de noz-moscada
1/8 colher de sopa de sal marinho
2 colheres de sopa de óleo de coco, derretido
1 colher de sopa de água

Recheio:
1 chávena bem cheia de puré de abóbora-manteiga assada*
5 tâmaras
3 colheres de sopa de óleo de coco, derretido
1 pitada de sal marinho
1 colher de sopa de especiarias para abóbora **
2 colheres de sopa de água

* para obter o puré veja aqui
**misturar: 1 colher de sopa bem cheia de canela moída, 1 colher de sopa mal cheia de gengibre em pó, 1/2 colher de sopa de noz-moscada, 1/2 colher de sopa de cravinho moído e 1 pitada de cardamomo em pó. Guardar estas especiarias num frasco e usar em bolos ou tartes, ficam muito bem com abóbora e maçã, por exemplo.

Bimby/Picadora:
Com a bimby ou com uma picadora picar as amêndoas e os flocos de aveia até ficarem em farinha.
Adicionar os alperces ou ameixas (sem caroço! façam o que eu digo, não façam o que eu faço e mais não digo) e picar bem até ficarem bem desfeitas.
Juntar os restantes ingredientes e picar até estarem todos bem combinados.
Colocar a mistura num tabuleiro ou prato quadrado, forrado a película aderente com uns bordos que permitam depois levantar as barras facilmente.
Pressionar bem a mistura com as costas de uma colher e colocar no frigorífico, enquanto se prepara o recheio.
Para o recheio, picar as tâmaras (sem caroço! nesta parte já me lembrei desse pequeno pormenor) até ficarem tipo uma pasta.
Adicionar os restantes ingredientes e picar até estarem bem combinados.
Colar o recheio sobre a cobertura, alisando o topo com uma espátula.
Tapar o tabuleiro ou prato com película aderente e levar ao congelador até o topo ficar firme ao toque.
Retirar e cortar aos quadrados ou rectângulos, e servir.
Guardar no congelador, o que não consumir, retirando sempre uns 5 minutos antes de servir.




Estas barrinhas são tão boas, mas tão boas! Já para não falar o quanto são simples e rápidas de fazer, nem 10 minutos e já estavam no congelador! Ai, ai já estou com saudades...são um vício, é o que elas são, tivesse aqui mais puré de abóbora...pelo menos este vício é bem melhor do que outros. :)


24.5.14

Duas cookies muito diferentes - Vamos fazer bolachas?

Nesta edição do Vamos fazer bolachas, da Manuela, a bolacha escolhida para o mês de Maio foram as cookies. Isso recordou-me 2 receitas muito distintas que andava para experimentar, uma do livro Cozinhar na perfeição, do Marcus Wareing e outra deste lindo blog

A receita do livro é a tradicional e muito popular, cookies com pepitas de chocolate, e aproveitando a visita de uma amiga, achei que seriam uma boa surpresa para ela levar para casa e partilhar com os filhotes. Gostaram, Carla?

Mas como a minha curiosidade e vontade de experimentar várias receitas baseadas no crudivorismo, anda cada vez maior, surgiu a segunda versão de cookies com pepitas de chocolate. Neste caso uma versão raw, ou crua em bom português, mas como torna o nome muito menos apelativo, vamos continuar com o raw, ok.

Qual destas duas, gostariam de experimentar?




Cookies de pepitas de chocolate
do livro Cozinhar na perfeição, de Marcus Wareing

110g de manteiga amolecida
130g de açúcar mascavado bio
1 ovo médio batido
180g de farinha T65 (para pão)
1 pitada de sal
1/2 colher de chá de fermento
1 colher de chá de baunilha em pó
170g de pepitas de chocolate de 70% cacau, usei chocolate picado de 51% de cacau

Pré-aquecer o forno a 170ºC. 
Forrar um tabuleiro com papel vegetal. Reservar.

-----------------------------------

Bimby: 
Colocar a borboleta no copo e adicionar a manteiga e o açúcar: 2 min + vel 4.
Juntar o ovo: 1 min + vel 4.
Peneirar a farinha, o fermento, o sal e a baunilha.
Adicionar a mistura da farinha em 2 vezes, envolvendo com a espátula.
Por fim, envolver as pepitas de chocolate.

----------------------------------

Tradicional:
Peneirar a farinha, o fermento, o sal e a baunilha. Reservar.
Bater muito bem a manteiga com o açúcar, até ficar um creme leve e fofo.
Juntar o ovo e misturar.
Envolver com uma espátula a mistura da farinha, em 2 vezes.
Por fim, adicionar as pepitas de chocolate, e envolver tudo.

------------------------------------

Retirar a massa para uma superfície com película aderente, formar um tronco longo com 5 cm de diâmetro, e envolver na película. 
Levar ao frigorífico, pelo menos, 2 horas. Aguenta 1 semana, no frigorífico.
Cortar o tronco em fatias e colocar no tabuleiro reservado, bem espaçadas, dado que elas vão alastrar um pouco ao cozer.
Levar ao forno durante 12 a 15 minutos, até ficarem douradas nos cantos e fofas ao toque no meio. 
Retirar e levar as bolachas no tabuleiro, ao frigorífico e depois guardá-las num recipiente hermético. Não fiz este passo do livro, deixei-as arrefecer numa rede. 
Precisei de 2 tabuleiros para cozer a massa toda.




Cookies raw de pepitas de chocolate
adaptado daqui

5 tâmaras
1/2 chávena de amêndoas
1/2 chávena de cajus
1 colher sopa de leite de arroz
2 colheres de sopa de pepitas de cacau crú , ou pepitas de chocolate normais

Demolhar as tâmaras por 20 minutos em água. 
Usando a bimby ou uma picadora, picar os cajus e as amêndoas, juntos até ficarem em farinha.
Assim que o tempo acabar, retirar as tâmaras da água, cortá-las ao meio para retirar o caroço e colocar na bimby ou picadora, e picar no máximo uns 20-30 segundos até ficarem combinados. 
Juntar o leite e picar um minuto a dois minutos até ficar uma massa macia .
Retirar a massa e envolver as pepitas.
Formar bolachas e colocar num prato forrado com papel vegetal no frigorífico até ficarem bem firmes.
Colocar num recipiente hermético e conservar no frigorífico, até 2 semanas.
Renderam 10 unidades.




Bem, acho que não é surpresa que as primeiras sejam as preferidas de todos, não é? Já para não falar, que houve uns e outros, que não se atreveram sequer a provar as segundas, só porque falei em cru!!
Apesar de as primeiras também serem as minhas preferidas, eu e o meu irmão gostamos muito das segundas. Elas têm uma textura muito peculiar, que não consigo descrever muito bem...só experimentando mesmo. Adorei as pepitas de cacau cru, e apesar de não levarem açúcar, elas ficaram bem doces! 


1.4.14

Granola - um prazer saudável

A Vanessa, uma mulher com uma força de vontade enorme e cuja experiência inspiradora é partilhada no seu blog Prazeres Saudáveis está a comemorar o 1º aniversário do blog e para tal lançou o desafio de partilharmos uma receita saudável.

A minha escolha recaiu sobre um dos meus lanches preferidos, a granola. A granola caseira é muito mais saudável do que a de compra, pois podemos controlar dois elementos muito importantes para a mistura ser saudável, a quantidade de açúcar e de gordura com que é feita.

Há uns tempos atrás experimentei uma granola de trigo sarraceno publicada pela Márcia, do fantástico Compassionate Cuisine, e fiquei completamente fã. Na minha opinião, é das granolas mais equilibradas que já fiz e provei, no que respeita à quantidade de açúcar e de gordura utilizada, além do sabor e textura ser absolutamente perfeita. 

Entretanto, andava com vontade em experimentar o amaranto, cujo pacote andava na minha despensa, resultado de uma daquelas compras por impulso por ter lido algo sobre ele. O amaranto é um grão que vem ganhando destaque pelos seus benefícios à saúde, nomeadamente na redução do colesterol e como auxilio em dietas de emagrecimento (podem ler sobre o assunto aqui, por exemplo).

E foi assim que tendo como base a granola da Márcia, surgiu esta granola com amaranto e os habituais flocos de aveia, uma granola crocante como nenhuma outra!


























Granola de aveia e amaranto tufado


3 chávenas de flocos de aveia grossos
1/2 chávena de amaranto
1/2 chávena de mistura de sementes, chia e girassol
1 chávena de mistura de frutos secos, amêndoas e avelãs*
1 chávena de coco ralado
25g de óleo de coco, pesado em estado sólido
1/2 chávena de xarope de agave ou outro adoçante líquido
sumo de 1 laranja
1 colher de sopa de canela
1 colher de sobremesa de baunilha
1 colher de café de flor de sal

Pré-aquecer o forno a 150ºC.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal. Reservar.
Aquecer uma panela larga e assim que estiver quente, colocar o amaranto e tapar. Assim que começar a ouvir o amaranto a estalar (tipo como acontece com as pipocas, mas com a diferença que o som do amaranto a estalar é muito baixo), deixar cozinhar durante 3 minutos, abanando constantemente a panela tapada, de modo a permitir que a maior parte do amaranto estale em contacto com a superfície quente da panela.
Retirar e colocar numa taça grande.
Adicionar os flocos de aveia, o coco, as sementes, os frutos secos, a canela e a baunilha.
Numa panela pequena colocar o óleo de coco, a flor de sal, o sumo de laranja e o xarope de agave e levar a aquecer até o óleo de coco ficar derretido.
Verter a mistura líquida sobre os secos, e envolver bem com uma espátula ou colher, de modo que toda a mistura fique húmida.
Espalhar metade da mistura no tabuleiro e levar ao forno durante 30 minutos, mexendo bem de 10 em 10 minutos, até ficar dourada.
Retirar para uma rede para arrefecer, e repetir o procedimento com a outra metade.
Assim que estiver fria, guardar num frasco hermético.

* Eu demolho os frutos secos, pelo menos umas 4 horas. Após os quais, lavo bem as avelãs e retiro facilmente a pele das amêndoas, e junto aos restantes ingredientes. 




Uma das minhas utilizações preferidas é juntar 2 colheres de sopa da granola a iogurte e/ou fruta a gosto. Mas também pode ser usada, em receitas tentadoras, como esta da Susana, do blog Basta Cheio. 




Isto se conseguirem guardar granola para ser usada noutros fins, porque existe um perigo com esta granola, e com outras igualmente deliciosas. É que elas revelam-se ser, sempre, altamente viciantes, por isso há que ser forte e evitar a tentação de fazer assaltos extra ao frasco! E neste caso, aplica-se, o façam o que eu digo, não façam o que eu faço, pois eu sou bem fraca quanto a resistir a comer doses extra de granola!
Mas seguindo o bom exemplo da Vanessa, na alimentação o equilíbrio é fundamental, porque como acontece com praticamente tudo o que é alimento, o que é demais, faz certamente mal!