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13.6.15

Um bundt com os frutos da paixão

Depois de uma ansiosa contagem decrescente para o fim das aulas, pode-se dizer que o entusiasmo dos miúdos pelo início das férias é palpável! Dentro de alguns dias vamos mais uma vez de férias para o sul, e depois começa a nova rotina do Verão. Sim, também eu ando entusiasmada, como não?!
Não poderia ir de férias, sem a minha participação habitual na edição da bundtmania, cujo tema proposto pela Lia são os frutos vermelhos



Morangos, cerejas, framboesas e mirtilos! Costuma-se dizer que o vermelho é a cor da paixão, e é esse o sentimento que nutro por todos estes frutos maravilhosos, que nos traz a bela Primavera. Também eu andei, numa ansiosa contagem decrescente até Maio, para poder trazer caixas cheias deles para casa.



Esta é uma sugestão alternativa de um bundt, perfeita para os dias quentes. Uma proposta influenciada pelas aulas do curso de iniciação na macrobiótica que terminou por estes dias, e que será a primeira receita, de outras que irei mostrar por aqui, dentro da filosofia dessa cozinha. 
Este é um doce super rápido, em que não é necessário usar o fogão (a evitar quando estão 35ºC lá fora) e que para além de delicioso, é nutritivo e saciante, graças ao uso da alga agar-agar, uma ótima adição para doces, como podem ler aqui




Bundt Rápido de frutos vermelhos

1/2 l de sumo de maçã biológico, sem açúcar adicionado
12/ l de água
1 colher de sobremesa de agar-agar em pó (se for em flocos, duplicar a quantidade)
1 casca de limão
1 pitada de sal
4 colheres de sopa de geleia de arroz
bolachas a gosto q.b.
sumo de laranja q.b.
frutos vermelhos q.b. (usei framboesas, mirtilos, cerejas e morangos, claro!)



Preparação Bimby:
Triturar bolachas (usei umas 15 bolachas) na vel 5, até ficar em farinha. Retirar para uma tigela e reservar.
Colocar no copo o sumo e a água, a casca de limão e o sal: 10 min + 100ºC + vel 3, colher inversa.
Juntar a geleia de arroz: 2 min + 100ºC + vel 2, colher inversa.
Retirar a casca de limão, reservar.
Passar uma forma de bundt por água e colocar frutos vermelhos a gosto no fundo da forma.
Colocar, cuidadosamente, com uma colher de sopa, metade do líquido do copo por cima dos frutos até começarem a boiar.
Levar a forma a um sítio fresco até começar a solidificar, manter o líquido do copo resguardado, no entretanto.
Quando já estiver a ficar firme, colocar mais frutos vermelhos por toda a forma e voltar a colocar o restante líquido com uma colher. 
Entretanto juntar o sumo de laranja às bolachas trituradas até ficar uma massa húmida.
Assim que a gelatina começar a solidificar novamente, cobrir uniformemente toda a forma, com a massa de bolacha e pressionar levemente. 
Cobrir com película aderente e levar ao frigorífico algumas horas até servir.




Preparação tradicional:
Triturar bolachas (usei umas 15 bolachas) com uma picadora ou com o rolo da massa, bater nelas até ficar em farinha. Retirar para uma tigela e reservar.
Colocar numa panela o sumo, a água, a casca de limão e o sal e deixar ferver em lume brando por 7 a 10 minutos, mexendo ocasionalmente para ajudar a agar-agar a dissolver e evitar que fique colada ao fundo da panela.
Por fim, adicionar a geleia de arroz e cozinhar por mais 2 minutos.
Retirar a casca de limão, reservar.
Passar uma forma de bundt por água e colocar frutos vermelhos a gosto no fundo da forma.
Colocar, cuidadosamente, com uma colher de sopa, metade do líquido do copo por cima dos frutos até começarem a boiar.
Levar a forma a um sítio fresco até começar a solidificar, manter o líquido do copo resguardado, no entretanto.
Quando já estiver a ficar firme, colocar mais frutos vermelhos por toda a forma e voltar a colocar o restante líquido com uma colher. 
Entretanto juntar o sumo de laranja às bolachas trituradas até ficar uma massa húmida.
Assim que a gelatina começar a solidificar novamente, cobrir uniformemente toda a forma, com a massa de bolacha e pressionar levemente. 
Cobrir com película aderente e levar ao frigorífico algumas horas até servir.




Podem fazer esta receita numa forma de tarte, colocando os biscoitos grosseiramente desfeitos no fundo, não sendo necessário o sumo de laranja, pois ao colocarem o líquido por cima dos frutos, eles ficarão automaticamente húmidos. Também podem alterar as frutas e o sumo de fruta escolhido, apenas devem evitar frutas ácidas, como ananás e laranja. Fica igualmente lindo, em taças de vidro, com as frutas e as bolachas inteiras ou partidas no meio. 
Caso sejam intolerantes ao glutén, podem sempre optar por usar bolachas sem glutén, ou omitir as mesmas, embora nesse caso, sugiro que aumentem um pouco na quantidade da geleia de arrroz. 




Um doce fim de semana...até à próxima!







11.5.15

O que fazer com bananas muito maduras - parte II

Bananas! Eis uma fruta que não pode faltar na fruteira aqui em casa, é a fruta preferida dos pequenos para levar e comer a qualquer hora. Compro bastantes bananas, daquelas pequenas maravilhas com um sabor inconfundível, que vêm da pérola do Atlântico, a Madeira. Não é muito habitual ficar com bananas pretas, muito maduras, que ninguém gosta, pois a velocidade a que desaparecem, na maior parte das vezes, não permite que elas cheguem a esse estado. Mas quando isso acontece, nada melhor do que fazer algo doce, para lhes dar uma vida nova.


E se há banana, terá de haver chocolate, a melhor combinação, ou pelo menos a mais consensual, por aqui. Estes muffins sem açúcar adicionado, foram um perfeito uso das ditas, muito negras bananas. Ficaram deliciosos e foram degustados com prazer e sem culpa, até pelo meu pai, cujos diabetes, muitas vezes não o permitem.




Muffins de Banana e Chocolate (vegan, sem açúcar)

280ml de leite vegetal (usei de arroz)
100ml de óleo de grainha de uva
100ml de geleia de arroz
3 bananas, muito maduras
250ml de farinha integral
100ml de flocos de trigo sarraceno
100ml de farinha de centeio fina
100ml de farinha de trigo T55
1 colher de chá de fermento
1 colher de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de canela
100gr de pepitas de chocolate
1/2 chávena de avelãs




Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Colocar formas de papel num tabuleiro de muffins, ou como eu, usar um tabuleiro de silicone, passando-o por água.

Bimby:
Colocar as avelãs no copo e dar 2 pulsos de turbo. Retirar e reservar.
No copo juntar as farinhas, os flocos, o fermento, o bicarbonato de sódio e a canela: 5 seg + vel 5. Retirar e reservar.
Colocar o leite, o óleo, a geleia e as bananas no copo: 30 seg + vel 5.
Juntar a mistura da farinha: 30 seg + vel 3.
Adicionar as pepitas de chocolate e as avelãs reservadas, e envolver com a espátula.
Deixar a massa descansar uns 20 minutos, antes de verter para as formas reservadas.
Levar ao forno até passar no teste do palito, 15 a 20 minutos.
Retirar e deixar arrefecer numa rede, pelo menos 10 minutos, antes de desenformar.



Tradicional:
Picar grosseiramente as avelãs com uma faca, ou numa picadora. Reservar.
Numa taça grande juntar as farinhas, os flocos, o fermento, o bicarbonato de sódio e a canela. Misturar e reservar.
Numa taça mais pequena, misturar bem o leite vegetal, o óleo, o arroz e as bananas esmagadas. Bater bem com um batedor de varas ou com a batedeira.
Adicionar a mistura das farinhas e bater apenas até tudo ficar envolvido e homogéneo.
Envolver com uma espátula ou colher as pepitas e as avelãs reservadas.
Deixar a massa descansar uns 20 minutos, antes de verter para as formas reservadas.
Levar ao forno até passar no teste do palito, 15 a 20 minutos.
Retirar e deixar arrefecer numa rede, pelo menos 10 minutos, antes de desenformar.



Não me enganei quando coloquei a medida das farinhas em ml em vez de gramas, uma vez que estava a usar um copo medidor de 250ml  para as medir, em vez da balança. Não me perguntem porquê...isso foi um bocado fruto do momento ao querer dar uso a uma série de pacotes abertos que queria acabar.
A razão porque recomendo que a massa descanse, têm a ver com uma dica da Vera quando se usa farinhas integrais, que podem ver aqui. E apesar desta receita, usar uma parte de farinha normal, eu achei que o descanso seria aconselhável, dado o grande teor de farinhas integrais usadas. A verdade é que ficaram fofos, como pretendia e isso é que importa.
Se quiserem espreitar outra das minhas receitas favoritas, para aquelas bananas muito pretas, vejam estas cookies aqui
Uma doce semana para todos!




15.4.15

Um Monkey Bundt Cake de Primavera

Tenho andado pouco produtiva por aqui, mas por vezes sinto uma vontade de ficar um pouco longe de todo este mundo virtual. É tão fácil uma pessoa perder a noção do tempo, enquanto vagueamos por uma página e outra e outra, que quando "acordo", por vezes o primeiro pensamento que flui é que deveria ter usado esse tempo que se foi, com as pessoas reais que amo e que estão aqui ao lado, no meu dia-a-dia, ou pelo menos, para dormir (quando me vejo distraída a horas em que devia estar na cama)!! Pelo que quando esse pensamento vira uma constante, aí eu paro e deixo os meus dias com outras distracções, porque sinto que tem de ser assim. 




Mas falemos do que me traz aqui hoje, o desafio da Bundtmania, que neste mês passa-se no lindo blog da Lia e cujo tema são os Monkey Bundt Cakes. O Monkey Bundt não é uma novidade aqui no blog, pois já fiz um post com um dos meus favoritos que podem espreitar aqui. É que se ainda não repararam, eu gosto tanto de fazer pães (em particular, pães doces) como bolos, e se tiver tempo livre, acreditem que será pão o que irá sair do forno.



Inspirada pela Páscoa, na Sexta-feira Santa fiz um Monkey Bundt com uma massa de folar e muita manteiga (já não me lembrava de gastar uma embalagem inteira de manteiga num único bolo!!!), açúcar e canela a envolver as bolinhas, porém depois o meu sentido de prioridade foi ao ar, e o bundt ficou no forno mais tempo do que devia, tendo acabado quase queimado, ou melhor bastante caramelizado! Não deixou de ficar muito saboroso e desapareceu em pouco tempo, mas como faltava o adjectivo lindo, resolvi-me dedicar a outro, uma semana depois.
A parte da quantidade enorme de manteiga que acabei por gastar no primeiro Moneky Bundt deixou-me um pouco preocupada, não enquanto saboreava, claro...nesses momentos o meu cérebro apenas se foca nos sentidos, paladar e cheiro.  Mas depois dos excessos de uma época como a Páscoa, a verdade é que queria um resultado bem mais leve e menos doce. 
E é assim, este Monkey Budnt Cake, doce q.b., com pouquíssima gordura, e mesmo assim uma massa húmida e saborosa, graças à cenoura e maçã, complementada com uma crosta de coco, laranja e amêndoa.


Monkey Bundt Cake de Cenoura, Coco e Amêndoa (Vegan)
adaptado daqui




sumo e raspa de 1 laranja
água q.b.
2 colheres de sopa de geleia de arroz
1 colher de sopa de óleo de coco
1 colher de chá de sal marinho
1 cenoura média
1 maçã grande
1 colher de sopa de mistura de especiarias* ou canela em pó
1 colher de sopa de sementes de linhaça moída
500g de farinha T65
25g de fermento de padeiro fresco


Para envolver:
sumo de 1 laranja
1 colher de sopa de margarina ou manteiga
1 colher de sopa de geleia de arroz
2 colheres de sopa de açúcar puro de cana
raspa de 2 laranjas
1 chávena de coco ralado
1 chávena de amêndoa moída








Untar uma forma de bundt grande com azeite, de modo a toda a superfície ficar bem untada. Reservar.

Preparação na Bimby:
Colocar no copo seco a raspa de laranja e pulverizar na vel 9, baixar e repetir.
Adicionar a cenoura e a maçã, 5 seg + vel 5. Retirar e reservar.
Colocar no copo o sumo de laranja e completar com água até obter 250g. Juntar o óleo de coco e a geleia de arroz: 1,30m + 37ºC + vel 1.
Adicionar ao copo a cenoura, a raspa de laranja e a maçã reservada, o sal, as especiarias e a farinha. Desfazer o fermento na farinha com as pontas dos dedos: 10seg + vel 6, 3 min + vel espiga.
Verificar se a massa estiver muito agarrada às paredes do copo, polvilhar as paredes com um pouco de farinha e voltar a amassar na velocidade espiga mais uns segundos.
Deixar repousar a massa dentro do copo até esta levantar a tampinha de medida. Logo que isso aconteça, pressionar a massa com as mãos para retirar volume e 1 min + vel espiga.




Preparação na Máquina do pão:
Ralar a cenoura finamente e a maçã grosseiramente. 
Ralar a raspa de 1 laranja e retirar o sumo da mesma.
Colocar o sumo e raspa da laranja numa chávena de 250ml e encher a chávena com água até ficar cheia.
Numa taça que dê para ir ao micro-ondas, colocar o sumo e água, a geleia de arroz e o óleo de coco e aquecer durante 30 seg na potência máxima, mexendo a meio e no final para ajudar a derreter bem a gordura. Colocar esta mistura na cuba da máquina.
Juntar na cuba da máquina os restantes ingredientes indicados pela ordem acima descrita. Desfazer o fermento na farinha com a ponta dos dedos. Correr o programa de amassar (na minha máquina é de 15 minutos). No final do programa, se a massa estiver muito colada às paredes da cuba, polvilhar com mais farinha e correr novamente o programa de amassar.
Retirar a massa para uma taça grande, untada com azeite, e cobrir com película aderente e um pano grosso. Deixar a massa dobrar de volume, cerca de 1h30, num sítio abrigado, tipo o micro-ondas. 




Preparação Tradicional:

Ralar a cenoura finamente e a maçã grosseiramente. 
Ralar a raspa de 1 laranja e retirar o sumo da mesma.
Colocar o sumo e raspa da laranja numa chávena de 250ml e encher a chávena com água até ficar cheia.
Numa taça que dê para ir ao micro-ondas, colocar o sumo e água, a geleia de arroz e o óleo de coco e aquecer durante 30 seg na potência máxima, mexendo a meio e no final para ajudar a derreter bem a gordura. Juntar o sal e mexer.
Misturar a farinha com as especiarias e a linhaça. Desfazer o fermento com a ponta dos dedos na farinha.
Fazer um vulcão com a mistura da farinha e no meio colocar a mistura líquida. Envolver e amassar bem a massa com as mãos, até ficar suave. Adicionar a cenoura e a maçã ralada e voltar a amassar até ficar bem envolvida. Se a massa estiver muito seca, adicionar água morna, se estiver muito pegajosa, adicionar farinha aos poucos e continuar a amassar até que se consiga formar uma bola macia.
Colocar a massa numa taça grande, untada com azeite, e cobrir com película aderente e um pano grosso.
Deixar a massa dobrar de volume, cerca de 1h30, num sítio abrigado, tipo o micro-ondas.




Continuação da preparação bimby, máquina de pão ou tradicional:

Entretanto levar o sumo da laranja, a margarina e a geleia de arroz ao lume brando, até derreter a gordura. Obtém uma mistura líquida que têm de deixar arrefecer, até ser possível colocar o dedo sem se queimar.
Misturar numa taça o coco, a amêndoa, a raspa de laranja e o açúcar. 
Retirar a massa para uma superfície enfarinhada e, com um rolo de massa, estendê-la num formato rectangular de 50x40 cm. Cortar a massa aos quadrados pequenos, de modo a obter cerca de 50 pedaços, que se enrolam para formar pequenas bolas.
Passar cada bola na mistura líquida e depois na mistura seca do côco e amêndoa, e colocar na forma reservada. 
Se no final, ainda tiver algum líquido, vertê-lo para dentro da forma.
Tapar a forma com um pano grosso e deixar levedar novamente por mais 30 minutos.
Entretanto, pré-aquecer o forno a 180ºC.
No final do tempo de levedação, levar a forma ao forno e deixar cozer durante uns 25 a 30 minutos. Vigiar, e se a superfície começar a ficar queimada a meio do tempo, colocar uma folha de papel de alumínio para proteger.
Retirar e deixar arrefecer uns 10 minutos numa rede.
Passar uma faca à volta para desprender as laterais e o centro, e desenformar com cuidado. Se alguma bolinha ficar presa, basta repor no puzzle que é o Monkey Bundt.



Este "pão" num belo formato tipo puzzle de bolinhas delicioso, que dá vontade de tirar e devorar, até acabar, tem sabores que me lembram estes últimos dias (hoje não conta que está muito cinzento), a Páscoa e a Primavera! Ficou perfeito, e espero que as meninas Bundette Lia e Mena apreciem esta minha contribuição.
Se quiserem um extra de gulodice aconselho uma mistura de iogurte grego adoçado a gosto e raspas de laranja. É tão boomm!!...nem tirei uma foto das bolinhas com a cobertura, de tão distraída que estava a prová-las. Isso e um cão desejoso de liberdade acabou mesmo com a sessão fotográfica. Mas tudo bem, a espera entre tirar fotos e poder finalmente provar as gulodices, acaba até com a minha própria paciência!



25.2.15

Vamos fazer...florentines ou florentinos ou florentinas...ou umas bolachas que são uma guloseima!

Não faço bolachas tantas vezes quanto o gostaria, pelo simples facto, de que com certeza serei eu a comer 90% delas! A única bolacha que os meu filhos apreciam é a bolacha Maria, receita que já agora, se alguém conhecer uma infalível eu adoraria saber, porque ainda não tive sucesso algum a reproduzi-la. Pelo que entre os dois gulosos da casa, e uma vez que o meu marido acaba por passar menos tempo em casa do que eu, sou eu, que por razões inexplicáveis, me vejo constantemente atraída para o raio do frasco até ele acabar inevitavelmente vazio.




Mesmo correndo esses "riscos", gosto muito de participar (quando consigo) no "Vamos fazer bolachas", pois é um desafio que me faz, por vezes experimentar bolachas que noutras circunstâncias talvez nunca as fizesse. Como é o caso destes florentinos, que é o tema desta edição.  



Tenho que confessar que esta bolacha não andava debaixo do meu radar, e acho que até a Susana ter publicado estas, nunca me tinham suscitado qualquer interesse. E o que é muito estranho, uma vez que a sua base é amêndoa ligada por um delicioso caramelo e um topo de chocolate, ora apenas 3 ingredientes que me fazem salivar sempre que os vejo numa receita! 




Florentines (vegan, sem glúten)
adaptado daqui

190g de amêndoa laminada
25g de linhaça moída
raspa de 1 laranja
1 pitada de sal marinho
45g de açúcar de coco
40g de açúcar de cana biológico
40g de margarina
2 colheres de sopa de creme de coco (podem usar o creme que está no topo da lata de leite de coco)
2 colheres de sopa de geleia de arroz
1 colher de café de baunilha em pó (podem usar extracto)
chocolate derretido q.b.

Pré-aquecer o forno a 140ºC.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal.
Picar grosseiramente as amêndoas e colocar numa tigela grande.
Juntar a linhaça, a laranja, os açúcares,o sal e a baunilha em pó e envolver bem a mistura.
Colocar a margarina, o creme de coco e a geleia de arroz numa panela pequena e levar a lume médio/baixo, mexendo ate tudo ficar dissolvido e combinado. Assim que começar a querer ferver, desligar. (se usarem extracto de baunilha, acrescentem aqui e não na mistura seca anterior) 
Verter sobre a mistura de amêndoa e envolver bem, até tudo ficar bem combinado. 
Deixar arrefecer uns 10 minutos.
Com os dedos molhados fazer pequenas bolas, pressionando a massa e coloca-las no tabuleiro reservado, deixando um espaço entre elas, uma vez que elas vão-se espalhar no forno. Eu tive de usar mais do que 2 tabuleiros.
Levar ao forno durante 10 minutos, retirar e rodar o tabuleiro (senão tiverem espalhado, usar uma colher para empurrar as bolachas de modo a que fiquem espalmadas), e levar novamente ao forno durante outros 8 a 9 minutos até ficarem douradas.
Deixar arrefecer numa rede, e quando frias passar papel de cozinha para retirar o excesso de gordura que fica por baixo das bolachas.
Enfeitar as bolachas com chocolate derretido.




Estas pequenas delícias crocantes e que são umas belas guloseimas, com um café fazem o final perfeito de uma refeição. Eu acabei por as fazer no fim de semana, enquanto estava na casa dos meus pais e assim foram bem divididas por muita gente. E ainda bem, pois só enquanto andava nas fotografias foram logo umas 3 ou...sei lá, não andei a contar! 

7.10.14

Semana vegetariana - take 2

Está prestes a acabar a semana vegetariana, que acontece entre o dia 1 a 7 de Outubro. No ano passado, assinalei esta semana através da receita que podem ver aqui

Ter refeições vegetarianas ou vegan em casa já se tornou algo habitual. Não sou vegetariana, embora as minhas refeições tendem, cada vez mais, a serem constituídas por vegetais e leguminosas, e volta e meia acabo a dispensar a carne para os restantes membros da casa, pois não lhe sinto a falta. Mas depois há o peixe (o meu adorado salmão e atum, nham), e esta sushi lover ainda não consegue abdicar de todo. Quanto aos meus homens, bem por enquanto ter 2 ou 3 refeições diferentes, são o máximo que eles me concedem sem grandes alaridos! Mas a vida é um caminho em que aprendemos e mudamos, e como mãe estou confiante que eles estão a crescer com a noção de que somos o que comemos, e que no futuro serão pessoas saudáveis e conscientes do que lhes faz bem.

Uma das minhas grandes inspirações para as minhas refeições vegan familiares é a Patrícia do lindíssimo e saboroso blog Not Guilty Pleasure, e que está a festejar em grande esta semana, com uma casa nova, e muitas entrevistas e receitas a preceito, que aconselho a espreitarem.

Pelo que contribuindo para esta semana vegetariana e em jeito de agradecimento à Patrícia pelo fantástico trabalho que ela faz a educar-me através do seu blog, hoje trago como refeição principal uma receita dela já por diversas vezes repetida e aprovada por aqui! 




Massa com legumes e tofu sweet chilli
adaptada do Not Guilty Pleasure

1 colher de azeite ou óleo de sésamo
1 alho francês grande, cortado em meias luas
1 cenoura média, cortada em tiras finas e compridas
1 pimento médio, cortado em tiras finas e compridas
150gr de cogumelos frescos brancos ou marron, laminados
1 dente de alho 
1 pedaço de gengibre, de 2 cm aproximadamente 
1 colher de sopa de molho de soja
1 colher de sobremesa de vinagre de arroz
250g de tofu
massa esparguete integral, para 4 pessoas
2 colheres de sopa de coentros picados grosseiramente
sementes de sésamo q.b.

Marinada:
1 dente de alho
1 pedaço de gengibre, de 1 cm aproximadamente
1 colher de sopa bem cheia de molho sweet-chilli
1 colher de sopa de molho de soja

Cortar o tofu aos quadrados pequenos. 
Ralar o dente de alho e o gengibre. Eu uso um esmagador de alhos para ambos, e descarto a parte fibrosa do gengibre, que fica no esmagador.
Juntar o tofu e todos os ingredientes da marinada e deixar repousar no frigorífico pelo menos uns 30 minutos.
Cozer o esparguete integral numa panela grande cheia de água temperada com sal, durante o tempo aconselhado na embalagem.
Entretanto, preparar todos os legumes.
Num wook ou numa frigideira grande e larga, aquecer o azeite ou o óleo e saltear o alho francês, o pimento, a cenoura, o alho e o gengibre ralados, em lume médio/brando durante uns 5 minutos, até amolecerem.
Adicionar os cogumelos, e saltear mais uns 2 minutos.
Temperar com o molho de soja e o vinagre e deixar apurar mais uns 3 minutos.
Colocar numa saladeira grande e reservar.
Na mesma frigideira, juntar mais um pouco de óleo ou azeite, e saltear o tofu marinado até ficar tostado de todos os lados.
Envolver a massa com os legumes e o tofu. 
Salpicar com coentros picados e sementes de sésamo e servir.

Os meus filhos não apreciam muito a massa chinesa, por isso é que optei pela massa esparguete integral que resulta na perfeição neste prato.
E para adoçar o final de uma bela refeição, nada como uma boa sobremesa, daquelas docinhas e saborosas, mas bem saudáveis, sem qualquer adição de açúcar, e que nos deixa de bom humor e leves...de culpa.





Barras de abóbora saudáveis
adaptado daqui

Crosta:
1/2 chávena de amêndoas 
1/2 chávena de flocos de aveia (podem ser substituídos por mais amêndoas ou outro fruto seco)
1/2 chávena de alperces ou ameixas secas
1/4 colher de sopa de canela
1/4 colher de sopa de noz-moscada
1/8 colher de sopa de sal marinho
2 colheres de sopa de óleo de coco, derretido
1 colher de sopa de água

Recheio:
1 chávena bem cheia de puré de abóbora-manteiga assada*
5 tâmaras
3 colheres de sopa de óleo de coco, derretido
1 pitada de sal marinho
1 colher de sopa de especiarias para abóbora **
2 colheres de sopa de água

* para obter o puré veja aqui
**misturar: 1 colher de sopa bem cheia de canela moída, 1 colher de sopa mal cheia de gengibre em pó, 1/2 colher de sopa de noz-moscada, 1/2 colher de sopa de cravinho moído e 1 pitada de cardamomo em pó. Guardar estas especiarias num frasco e usar em bolos ou tartes, ficam muito bem com abóbora e maçã, por exemplo.

Bimby/Picadora:
Com a bimby ou com uma picadora picar as amêndoas e os flocos de aveia até ficarem em farinha.
Adicionar os alperces ou ameixas (sem caroço! façam o que eu digo, não façam o que eu faço e mais não digo) e picar bem até ficarem bem desfeitas.
Juntar os restantes ingredientes e picar até estarem todos bem combinados.
Colocar a mistura num tabuleiro ou prato quadrado, forrado a película aderente com uns bordos que permitam depois levantar as barras facilmente.
Pressionar bem a mistura com as costas de uma colher e colocar no frigorífico, enquanto se prepara o recheio.
Para o recheio, picar as tâmaras (sem caroço! nesta parte já me lembrei desse pequeno pormenor) até ficarem tipo uma pasta.
Adicionar os restantes ingredientes e picar até estarem bem combinados.
Colar o recheio sobre a cobertura, alisando o topo com uma espátula.
Tapar o tabuleiro ou prato com película aderente e levar ao congelador até o topo ficar firme ao toque.
Retirar e cortar aos quadrados ou rectângulos, e servir.
Guardar no congelador, o que não consumir, retirando sempre uns 5 minutos antes de servir.




Estas barrinhas são tão boas, mas tão boas! Já para não falar o quanto são simples e rápidas de fazer, nem 10 minutos e já estavam no congelador! Ai, ai já estou com saudades...são um vício, é o que elas são, tivesse aqui mais puré de abóbora...pelo menos este vício é bem melhor do que outros. :)


22.6.14

Para comer no sofá, ou não.

Por norma, às refeições nunca vemos televisão, isto porque à uns largos anos, a televisão que tínhamos na zona das refeições avariou, e resolvemos não a substituir. Ao princípio, foi um pouco difícil "aturar" as queixas constantes dos mais pequenos, mas tudo é questão de hábito, e agora já nem sequer pensam no assunto. 

Eu disse, por norma, porque existem algumas, mas felizmente raras exceções, que se prendem com o tema do anterior post, o futebol. Quando existe algum jogo, que eles consideram indispensável visionar, e que coincida com a hora da refeição, é certo como 2+2 serem 4, que vou ter uma debandada da mesa para o sofá da sala, e vou ser informada que nesse dia, ou comem no intervalo, ou comem por ali mesmo! Se não os podes ganhar, junta-te a eles, não é? Pois...então hoje o menu é para estas situações, servido numa tigela e com um talher apenas, pode ser saboreado onde quiserem, no sofá, no chão, ou como eu por vezes faço, noutra parte da casa longe do bulício da bola, e na companhia de um livro.

Para o prato principal, o ingrediente mais ingerido pelos futebolistas, massa! Eu nunca provei Amêijoas à Bulhão Pato, pois marisco não é algo que me faça salivar, mas caramba já devia ter provado este molho anos atrás, é mesmo bom! Mais uma vez, foi inspirado num blog muito referenciado por aqui, o Not Guilty Pleasure. Obrigada Patrícia, tens sempre boas ideias!





Esparguete à Bulhão Pato com cogumelos e legumes (serve 4 pessoas)
adaptado daqui

250g de esparguete integral
1 cebola
3 dentes de alho
1 molho pequeno de coentros
150g de cogumelo shiitake, fatiados
1 alho francês, cortado às rodelas
1 chávena de floretes de bróculos
1/2 courgette grande, cortada aos quadrados pequenos
1 colher de sopa de azeite
sumo de 1/2 limão
sal q.b.
pimenta q.b.

Cozer a massa em água abundante temperada com sal. Se optar por cozer a massa na bimby, de acordo com o livro base, reservar quente enquanto prepara o restante.

Bimby:
Colocar no copo a cebola, os alhos e o azeite: 5 seg + vel 5, seguido de 4 min + 100ºC + vel 1.
Juntar o molho de coentros (reservar alguns para guarnição): 5 seg + vel 5, seguido 1 min + 100ºC + vel 1.
Adicionar os legumes e os cogumelos, temperar com sal: 8 min + 100ºC + colher inversa.
Regar com o sumo de limão, temperar com pimenta: 1 min + 100ºC + colher inversa.
Envolver a mistura na massa cozida e escorrida.
Servir polvilhado com coentros picados grosseiramente.

Tradicional:
Enquanto a massa coze, saltear a cebola e os alhos picados no azeite, em lume médio/brando até amolecerem.
Juntar os coentros picados (reservar alguns para guarnição), envolver bem e deixar amolecer cerca de 1 minuto.
Adicionar os legumes e os cogumelos. Temperar com sal e deixar cozer, mexendo de vez em quando, durante 8 minutos.
Regar com o sumo de limão e temperar com pimenta.
Envolver na massa cozida e escorrida.
Servir polvilhado com coentros picados grosseiramente.




E para sobremesa, porque a ansiedade chega a alcançar níveis muito elevados, nada melhor do que chocolate para acalmar. Embora para mim, chocolate é bom a qualquer hora do dia.
Esta sobremesa foi-me aconselhada pela muito simpática Helena, do blog Sabores de Canela, um dos blogs que eu acompanho à mais anos e que está desde do início entre os meus favoritos. Se ela diz que é bom, eu acredito, e tendo em conta que eu comi duas taças, isso quer dizer algo, não é?





Pudim Cremoso de Chocolate
receita daqui

2 e 1/4 chávenas* de leite (usei meio gordo, embora na receita peça gordo)
6 colheres de sopa de açúcar mascavado claro
2 colheres de sopa de cacau em pó
2 colheres de sopa de amido de milho (Maizena)
1/4 colher de chá de sal marinho
1 ovo grande
2 gemas
125g de chocolate negro (usei metade com 70% e metade com 52%)
2 colheres de sopa de manteiga sem sal (40g)
1 colher de café de baunilha bourbon em pó ou 1 colher de chá de exctracto de baunilha
granola e frutos vermelhos q.b. para guarnição (opcional)

*a chávena usada como medida têm capacidade de 250ml

Bimby:
Colocar no copo 2 chávenas do  leite, o açúcar, o cacau, o amido e o sal: 8 min + 90ºC + vel 3.
Numa tigela, misturar com uma vara de arames, o restante leite, o ovo e as gemas.
Programar a bimby 2,30 min + 80ºC + vel 3, e com ela em funcionamento, verter essa mistura em fio pelo bocal da bimby.
Juntar o chocolate, a manteiga e a baunilha, esperar um minuto, para o chocolate amolecer e depois: 1 min + 80ºC + vel 3.
Distribuir por copos ou taças, rendeu-me 4 taças como na imagem.
Se quiser evitar a formação da camada superficial dura e seca, tapar com película aderente.
Refrigerar no mínimo 4 horas antes de servir.
Acompanhar com frutos vermelhos e granola a gosto.




Se quiserem experimentar esta receita e não têm bimby, vão espreitar a versão tradicional no blog da Helena. Como eu ainda não a experimentei, não a escrevi aqui. Assim que o fizer, actualizo o post, com a versão segundo as minhas notas.
Até à próxima e esperemos que este fim de semana seja bem doce até ao fim, com grandes festejos lá para a madrugada ;) Seja qual for o resultado, acreditem que vale sempre a pena ter algo assim por perto...



29.5.14

Um passeio e um menu diferente

Por norma, sempre que as actividades extra-curriculares dos miúdos o permitem, aproveitamos o tempo livre para sair da cidade e ir para o campo. Menina da aldeia não se dá muito tempo longe!

Claro que por vezes, ficamos pela cidade, e se o tempo convidar para isso, gostamos de fazer um pouco de "turismo" por aqui. No início do mês, quando os dias estavam mesmo condizentes com a estação do ano em que estamos, resolvemos conhecer o mais recente parque da cidade, o Parque do Monte do Picoto, que apesar de ser praticamente fora da nossa porta e de já ter sido inaugurado à uns 7 meses, ainda nos era completamente desconhecido. Eu confesso, que apesar de passar ao lado do parque quase todas as semanas, só me apercebi da sua existência pelo meu marido, quando nos propôs a visita nesse dia. Distraída, eu?! Que ideia!

É um passeio muito agradável que se pode fazer facilmente a partir do centro da cidade, a pé ou de bicicleta, e que culmina num miradouro com vista para toda a cidade.


Olha ali a Avenida da Liberdade!


Isto é um rapaz com pressa para voltar para casa :)

Depois de algumas queixas sobre o cansaço, lá fomos para casa. E para restabelecer as forças depois de um bom exercício, nada melhor do que fast-food! Bem, só parece fast-food, pois de resto é em tudo, o oposto da dita comida. Um prato saboroso e super saudável, que nos deixa cheios de força e prontos para outra...caminhada, por exemplo!




A inspiração veio dos meus blogs vegan preferidos, e já mencionados outras vezes por aqui, o Not Guilty Pleasure com esta receita aqui, e o Compassionate Cuisine, com esta. Juntando ao que tinha em casa saiu assim...

Hamburgueres de Feijão Vermelho com arroz integral

260g de feijão vermelho escorrido
120g de arroz integral cozido
1/2 pimento vermelho
1 cebola pequena
2 dentes de alho
1 molho de salsa pequeno
2 colheres de sopa de linhaça moída
1 colher de sopa de levedura em flocos
1 pitada de pimenta caiena
1 colher de café de paprika
1 colher de café de cominhos
1 colher de sopa de azeite + algum para untar

Bimby:
Colocar o pimento, a cebola e os alhos no copo: 5 seg + vel 5.
Baixar os resíduos, juntar o azeite: 3 min+100ºC+vel 1.
Adicionar o molho de salsa: 15 seg + vel 9. Baixar os resíduos: 5 seg + vel 7.
Juntar os restantes ingredientes: 30 seg + vel 4 +colher inversa.
Retirar e com as mãos formar bolas e depois achatar até ficarem com o formato de hambúrgueres. Renderam-me 4 grandes.
Untar uma frigideira anti-aderente com azeite, e grelhar em lume múdio/alto 3 minutos de cada lado.

Tradicional:
Fazer um refogado com o azeite, a cebola, os alhos e o pimento picados.
Assim que amolecerem, colocar o refogado e os restantes ingredientes numa picadora.
Pulsar até tudo ficar triturado. Se quiser alguma textura, deixar alguns feijões e arroz, para misturar no fim com as mãos ao moldar os hambúrgueres.
Com as mãos formar bolas e depois achatar até ficarem com o formato de hambúrgueres. Renderam-me 4 grandes.
Untar uma frigideira anti-aderente com azeite, e grelhar em lume médio/alto 3 minutos de cada lado.




Creme de abacate:
1 abacate pequeno
sumo de limão
1 colher de sopa de coentros picados
sal e pimenta

Retirar a polpa do abacate e esmagar com um garfo.
Juntar os restantes ingredientes e envolver bem.




Pão semi-integral e com sementes

300g de água
1 colher de chá de mel
1/2 colher de chá de sal marinho
100g de farinha de centeio
150g de farinha de trigo integral
200g de farinha de trigo T65
20g de fermento de padeiro fresco
1 colher de sopa de linhaça moída
1 colher de sopa de chia
1 colher de sopa de sementes de sésamo
1 colher de sopa de sementes de girassol
1 colher de sopa de sementes de canhâmo

Bimby:
Colocar no copo a água, o mel e o sal: 1,30 min + 37ºC + vel 1.
Juntar a farinha e desfazer o cubo de fermento de padeiro nelas com as mãos: 15 seg + vel 3.
Adicionar as sementes: 2 min + vel espiga.
Se a massa estiver muito colada às paredes do copo, adicionar mais um pouco de farinha, e programar mais uns segundos na velocidade espiga.
Retirar para uma tigela untada com azeite e formar uma bola. Tapar com película aderente e um pano e deixar repousar num ambiente escuro e quente, cerca de 2 horas. Eu utilizo o micro-ondas para deixar a massa repousar.

Máquina do pão:
Juntar as farinhas e desfazer nelas o fermento com as pontas dos dedos.
Aquecer a água até ficar na morna e colocar na cuba.
Colocar os restantes ingredientes pela ordem indicada acima, excepto as sementes.
Correr o programa que amassa e leveda, que na minha máquina, é de 1h20m.
A meio do programa, quando a máquina apitar, abrir a tampa e juntar as sementes. Deixar finalizar o programa.

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Numa superfície enfarinhada colocar a massa levedada e moldar bolinhas de cerca de 80 gramas cada uma. Colocá-las num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal.
Dar um corte no topo de cada bolinha com uma tesoura.
Deixar as bolinhas repousarem com um pano por cima, pelo menos 30 minutos e levar a forno pré-aquecido a 180ºC entre 20 a 30 minutos até estarem cozidos.





Aproveitando que o forno estava ligado devido aos pães, coloquei batata normal para eles e batata doce para mim, cortadas aos palitos, temperadas com sal e ervas aromáticas secas, e untadas com azeite, a assar noutro tabuleiro.
Está-se a ver que a caminhada não me cansou, porque me deu para cozinhar até dizer não!
Estes hambúrgueres foram aprovadíssimos por todos. O mais pequeno dispensou o pão, mas comeu o hambúrguer com o creme de abacate e as batatas, bem depressa. O do meio apenas dispensou o tomate na sandes dele, pois não gosta...ainda.
E com esta completa refeição fast-food, não foi nada difícil conseguir que os meus pequenos apreciassem um menu bem diferente do habitual! Difícil mesmo, foi conseguir dar uma trinca que apanhasse a sandes toda, é que ela ficou enorme! Assim, como as nossas barriguinhas no fim ;)


24.5.14

Duas cookies muito diferentes - Vamos fazer bolachas?

Nesta edição do Vamos fazer bolachas, da Manuela, a bolacha escolhida para o mês de Maio foram as cookies. Isso recordou-me 2 receitas muito distintas que andava para experimentar, uma do livro Cozinhar na perfeição, do Marcus Wareing e outra deste lindo blog

A receita do livro é a tradicional e muito popular, cookies com pepitas de chocolate, e aproveitando a visita de uma amiga, achei que seriam uma boa surpresa para ela levar para casa e partilhar com os filhotes. Gostaram, Carla?

Mas como a minha curiosidade e vontade de experimentar várias receitas baseadas no crudivorismo, anda cada vez maior, surgiu a segunda versão de cookies com pepitas de chocolate. Neste caso uma versão raw, ou crua em bom português, mas como torna o nome muito menos apelativo, vamos continuar com o raw, ok.

Qual destas duas, gostariam de experimentar?




Cookies de pepitas de chocolate
do livro Cozinhar na perfeição, de Marcus Wareing

110g de manteiga amolecida
130g de açúcar mascavado bio
1 ovo médio batido
180g de farinha T65 (para pão)
1 pitada de sal
1/2 colher de chá de fermento
1 colher de chá de baunilha em pó
170g de pepitas de chocolate de 70% cacau, usei chocolate picado de 51% de cacau

Pré-aquecer o forno a 170ºC. 
Forrar um tabuleiro com papel vegetal. Reservar.

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Bimby: 
Colocar a borboleta no copo e adicionar a manteiga e o açúcar: 2 min + vel 4.
Juntar o ovo: 1 min + vel 4.
Peneirar a farinha, o fermento, o sal e a baunilha.
Adicionar a mistura da farinha em 2 vezes, envolvendo com a espátula.
Por fim, envolver as pepitas de chocolate.

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Tradicional:
Peneirar a farinha, o fermento, o sal e a baunilha. Reservar.
Bater muito bem a manteiga com o açúcar, até ficar um creme leve e fofo.
Juntar o ovo e misturar.
Envolver com uma espátula a mistura da farinha, em 2 vezes.
Por fim, adicionar as pepitas de chocolate, e envolver tudo.

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Retirar a massa para uma superfície com película aderente, formar um tronco longo com 5 cm de diâmetro, e envolver na película. 
Levar ao frigorífico, pelo menos, 2 horas. Aguenta 1 semana, no frigorífico.
Cortar o tronco em fatias e colocar no tabuleiro reservado, bem espaçadas, dado que elas vão alastrar um pouco ao cozer.
Levar ao forno durante 12 a 15 minutos, até ficarem douradas nos cantos e fofas ao toque no meio. 
Retirar e levar as bolachas no tabuleiro, ao frigorífico e depois guardá-las num recipiente hermético. Não fiz este passo do livro, deixei-as arrefecer numa rede. 
Precisei de 2 tabuleiros para cozer a massa toda.




Cookies raw de pepitas de chocolate
adaptado daqui

5 tâmaras
1/2 chávena de amêndoas
1/2 chávena de cajus
1 colher sopa de leite de arroz
2 colheres de sopa de pepitas de cacau crú , ou pepitas de chocolate normais

Demolhar as tâmaras por 20 minutos em água. 
Usando a bimby ou uma picadora, picar os cajus e as amêndoas, juntos até ficarem em farinha.
Assim que o tempo acabar, retirar as tâmaras da água, cortá-las ao meio para retirar o caroço e colocar na bimby ou picadora, e picar no máximo uns 20-30 segundos até ficarem combinados. 
Juntar o leite e picar um minuto a dois minutos até ficar uma massa macia .
Retirar a massa e envolver as pepitas.
Formar bolachas e colocar num prato forrado com papel vegetal no frigorífico até ficarem bem firmes.
Colocar num recipiente hermético e conservar no frigorífico, até 2 semanas.
Renderam 10 unidades.




Bem, acho que não é surpresa que as primeiras sejam as preferidas de todos, não é? Já para não falar, que houve uns e outros, que não se atreveram sequer a provar as segundas, só porque falei em cru!!
Apesar de as primeiras também serem as minhas preferidas, eu e o meu irmão gostamos muito das segundas. Elas têm uma textura muito peculiar, que não consigo descrever muito bem...só experimentando mesmo. Adorei as pepitas de cacau cru, e apesar de não levarem açúcar, elas ficaram bem doces! 


23.4.14

Vamos fazer bolachas - Crinckles

Espero que tenham tido uma Páscoa muito doce, em todos os sentidos!
Estava nos meus planos fazer um post pré-Páscoa, mas o tempo voou e mais uma vez não consegui finalizar todas as tarefas a que me propus enquanto os miúdos estavam de férias. Sim, a minha gestão de tempo é péssima. E outro exemplo disso, é a receita de hoje, que tinha planeado publicar a meio do mês, e que em vez disso, sai agora, praticamente no fim do prazo do desafio do Vamos fazer bolachas, - 2ª temporada.
Nesta nova temporada, a Manuela propõe-nos fazer um tipo de bolacha específico em cada mês, e em Abril são as crinckles.


Quando li crinckles, as bolachas que me surgiram de imediato na minha cabeça, foram estas Red Velvet da Helena, que me fizeram suspirar quando ela as publicou. Mas como a ideia de usar corantes não me agrada, optei pela maravilhosa e natural beterraba, para conseguir umas crinckles lindas e vermelhinhas. E não é que ficaram mesmo perfeitas?!?!

Para obter o puré de beterraba, eu aproveitei uma refeição em que utilizei o forno, embrulhei 2 beterrabas médias em papel de alumínio e coloquei no forno cerca de 35 minutos. Depois retirei a pele, que sai muito facilmente, e triturei-as em puré. Em alternativa, também podem cozê-las ou comprá-las já cozidas em vácuo.



Crinckles de beterraba e cacau
adaptado do  Je Suis Alimentageuse

3/4 chávena de puré de beterraba
60g de azeite
50g de óleo
25g de cacau em pó
140g de farinha de espelta
220g de farinha com fermento
1 colher de sopa de fermento
200g de açúcar
1 colher de sopa de extracto de baunilha
1 colher de sopa de vinagre de vinho branco
1 pitada de sal

açúcar em pó q.b. para envolver
açúcar branco q.b para envolver

Bimby:
Colocar o puré de beterraba, o azeite e o óleo: 30 seg + vel 4.
Adicionar o açúcar, o vinagre e a baunilha: 30 seg + vel 4.
Peneirar a farinha com o fermento, o cacau e o sal.
Com a bimby em funcionamento na vel. 3, adicionar em 3 vezes a mistura da farinha.
Com a espátula envolver qualquer farinha que esteja visível.
Embrulhar a massa em película aderente e deixar repousar, durante 2 horas, no frigorífico.

Tradicional:
Bater o puré de beterraba com o azeite e o óleo até a mistura ficar homogénea.
Adicionar o açucar, o vinagre e a baunilha e bater até ficar tudo incorporado.
Peneirar a farinha com o fermento, o cacau e o sal.
Adicionar em 3 adições, a mistura da farinha à restante massa, até ficar bem incorporada. A partir do momento em que a massa fica muito espessa, terá de utilizar as mãos ou uma colher de pau para envolver a restante farinha.
Refrigerar a massa durante 2 horas no frigorífico, envolvida em película aderente.

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Ligar o forno a 180ºC.
Revestir um tabuleiro de forno com papel vegetal.
Fazer bolinhas com a massa refrigerada. A minha massa rendeu entre 40 a 50 bolinhas.
Se quiser uma crosta muito crocante, passar cada bolinha por açúcar branco e em seguida por açúcar em pó. Em alternativa, pode optar por passar, apenas, por açúcar em pó.
Levar ao forno pré-aquecido durante 10 a 12 minutos.
Retirar e deixar arrefecer em cima de uma rede.

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Crosta dupla de açúcar branco e pó
Crosta simples de açúcar em pó

Eu já não me recordo onde é que li esta dica. Mas se envolverem primeiro as bolachas em açúcar branco e depois em açúcar em pó, elas ficam extra-crocantes e é quase impossível não conseguir o belo craquelê, que dão o nome a estas bolachas. Ficam lindas, mas também ficam extra-doces, pelo que se não gostam de bolachas muito doces, mas querem este efeito, aconselho a reduzir o açúcar indicado para a massa.






Enquanto tirava fotografias lá ia degustando umas e outras, e se os olhos comem, rendi-me completamente às mais crocantes. Em sabor, gostei muito de ambas e são perfeitas para acompanhar uma boa chávena de chá ou café simples.