14.8.14

A gulosa rende-se a um bolo salgado!

Estes meses de férias dos miúdos alteram completamente as nossas rotinas e hábitos em relação ao resto do ano. Se por um lado fico um pouco triste por não conseguir acompanhar a blogsfera como gostaria, a verdade é que sinto que há que aproveitar ao máximo estes dias. Quer seja dia de trabalho ou de descanso, basta o cheiro do mar para nos revitalizar, e os passeios depois do jantar tornam-se quase obrigatórios e prolongam-se pela noite fora, até que o mais pequeno indique que a energia já acabou, e que a cama o chama. Chama-nos a todos, que mal atravessamos a porta da entrada, é uma questão de minutos e já toda a gente dorme, esgotada. São grandes os dias, mas passam depressa demais, como bem dizem os miúdos!

O que também passou, depressa demais, foi o prazo para a 10ªedição da Bundtmania, e que apesar de ter sido aumentado para dois meses (simplesmente o dobro!), lá me encontrei eu a correr contra o tempo, para fazer um bundt para as meninas Lia e Mena, e manter o meu, "não muito bom e a melhorar", hábito de chegar um pouco em cima do final, mas completamente determinada a não repetir o erro da última edição.

O tema desta edição são Bundt Cakes Salgados para um piquenique. Em jeito de piada cósmica, o dia que eu determinei para fazer o bundt, foi um dos dias mais cinzentos, frios e chuvosos dos últimos tempos, nada a ver com dias para piquenique e lá foram os meus planos, para fazer fotos na praia, levados pela chuva. Portanto, picnicar só dentro de quatro paredes. 



Bundt de Atum, Banana, Azeitona e Pimento Verde
adaptado da receita de muffins da pagina 29 do livro Velocidade Colher, de Susana Gomes

125g de farinha de trigo integral
125g de farinha de trigo com fermento
1 colher de café de fermento
40g de azeite
40g de óleo
50g de leite
1 iogurte natural
2 ovos
2 colheres de sopa de polpa de tomate
1 banana, esmagada com um garfo
80g de queijo mozarella ralado
150g de atum ao natural
20g de azeitonas pretas, partidas aos bocadinhos
30g de pimento verde, cortado aos quadradinhos
1 colher de chá de cebola picada (opcional)
1 colher de café de orégãos secos
sal q.b.

Untar muito bem uma forma de bundt com azeite. Eu usei uma de silicone, pelo que só a passei por água. Reservar.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Tradicional:
Misturar numa tigela as farinhas com o fermento.
Numa outra tigela, juntar o azeite, o óleo, o leite, o iogurte, os ovos, a polpa de tomate, a banana, o sal e os orégãos, bater bem até ficar tudo homogéneo. 
Adicionar o queijo, o atum, as azeitonas e o pimento, e por fim as farinhas reservadas, e envolver tudo até ficar bem misturado.
Verter para a forma reservada e levar ao forno pré-aquecido, até a parte de cima ficar dourada, e passar no teste do palito.
Colocar a forma numa rede a arrefecer durante uns 10 a 15 minutos, antes de desenformar.
Deixar o bolo arrefecer completamente em cima da rede. Servir à temperatura ambiente ou frio, acompanhado com uma salada a gosto.





Bimby:
Pesar no copo as farinhas e o fermento, em seguida: 2 seg + vel 3.
Retirar e reservar.
Colocar no copo o azeite, o óleo, o leite, o iogurte, os ovos, a polpa de tomate, a banana, o sal e os orégãos: 30 seg + vel 4.
Adicionar o queijo, o atum, as azeitonas e o pimento, e por fim as farinhas reservadas: 15 seg+ vel 3, colher inversa.
Acabar de envolver com a espátula e verter para a forma reservada.
Levar ao forno pré-aquecido, até a parte de cima dourar e passar no teste do palito.
Colocar a forma numa rede a arrefecer durante uns 10 a 15 minutos, antes de desenformar.
Deixar o bolo arrefecer completamente em cima da rede. Servir à temperatura ambiente ou frio, acompanhado de uma salada a gosto.




Eu como gulosa que sou, viro-me mais rápido para bolos doces, do que salgados mas este bolo foi uma surpresa muito, muito boa! Eu fiquei viciada, e o facto de comer fatia, atrás de fatia, sem me dar conta, demonstra-o bem. A textura é super macia, que suponho que terá sido da adição da banana, e que apesar de não se notar no sabor, dá um toque bem especial. 
Madames Bundettes, Lia e Mena, obrigada pela sugestão desta edição, afinal eu sou gulosa é por bons bolos, doces ou salgados!

26.7.14

Desafio Receita Saudável

O desafio da receita saudável da Maria pôs o meu cérebro a recordar como começou o meu interesse por uma alimentação mais saudável, e sem dúvida que o grande culpado foi o meu irmão do meio (somos 3, e eu sou a pequena da família). 
De facto, o meu irmão e a sua curiosidade por modos de estar alternativos deu-me a conhecer à uns 7 anos atrás imensos assuntos que me eram completamente estranhos, tais como o vegetarianismo, o crudivorismo, a germinação de sementes, a compostagem, a permacultura e a agricultura biológica. Não é coincidência que 80% do que consumimos em casa seja bio, começou com o interesse dele nesse assunto e comigo, a posteriori, a fazer um curso de agricultura biológica na Quercus, o que completou a mudança.
Primeiro há que referir que o meu irmão vive com os meus pais, e como ele sabia que da minha mãe não ia conseguir qualquer cooperação para experimentar algo novo e diferente, virou-se para a cozinheira mais receptiva à questão e que nas visitas a casa, poderia proporcionar-lhe o que ele pretendia, eu!
Primeiro aliciou a minha curiosidade com imensos artigos sobre benefícios e receitas de imensos alimentos, muitos dos quais nunca tinha ouvido falar na vida, e bem me lembro de muitas horas que naveguei pelo centro vegetariano. Apesar de eu achar tudo muito interessante, a verdade é que na prática eu não mexi um dedo no sentido de realmente cozinhar algo diferente, pelo que ele optou pelo ataque, fez uma compra de uma série de alimentos pela internet e de repente, lá deparei-me com um armário cheio de sementes, leguminosas e cereais, para além de embalagens de soja e tofu!! 
Enquanto ele se dedicava à germinação de alfafa e feijão mungo, eu aventurei-me pela bolonhesa de soja, que resultou bem e pôs-me bem animada com aquilo tudo. Porém a seguir, fiz uma receita de tofu e quinoa, que foi um desastre!! Posso dizer que o meu irmão até comeu bem mais do que eu esperava, enquanto ia dizendo, para me animar, que não estava muito mal. Mas aquilo marcou-me de tal maneira, que durante muito tempo não me aventurei novamente com a quinoa e o tofu. 



Na altura essas refeições que eu fazia, eram só para nós os dois, pois o resto da família não estava receptiva a experimentar essas comidas "estranhas" como eles diziam. Apesar de na casa dos meus pais não ter havido grandes alterações nos hábitos alimentares, foi assim que começou a mudança aqui em casa, e hoje em dia a diferença no que se come é realmente enorme, e há-de continuar, pois a curiosidade e o interesse por comida saudável e saborosa, e por novos alimentos veio para ficar.
E é devido a esta história toda que hoje trago a quinoa como protagonista, pois hoje em dia nós já nos entendemos bem, e tornou-se no meu cereal preferido para usar em saladas mornas ou frias. Apesar de também fazer muito sucesso por aqui em hambúrgueres, almôndegas e gratinados. Só ainda não a experimentei em doces, uma falha inexplicável, para uma gulosa como eu! 




Salada de quinoa, shiitake, espinafres e ovos escalfados
Serve 4 pessoas

1 chávena de quinoa bem lavada e escorrida
2 chávenas de água
1/2 cebola, cortada às meias luas
3 dentes de alho, picados grosseiramente
1 cenoura pequena, cortada em juliana 
200g de cogumelos shiitake, sem o caule e cortados às tiras
2 chávenas de espinafres ou acelgas 
1 ovo, por pessoa
2 colheres de sopa de pinhões, tostados
1 colher de sopa de salsa picada
1 colher de sobremesa de arandos ou sultanas douradas, pode hidratá-las 1 minuto em água morna
azeite q.b.
sal, pimenta q.b. 
vinagre ou sumo de limão q.b.

Colocar a quinoa e a água numa panela e levar a cozinhar em lume forte.
Assim que começar a ferver, temperar com uma pitada de sal, tapar a panela e reduzir para lume brando.
Deixar cozer durante 20 minutos. Podem ver um video perfeito como cozinhar quinoa aqui.
Soltar os grãos com um garfo e reservar. Podem cozinhar a quinoa no dia anterior e usá-la fria.
Num tacho, saltear numa colher de azeite, os alhos, a cebola e a cenoura.
Adicionar os cogumelos, e deixar saltear, durante 2 a 3 minutos.
Temperar com uma pitada de sal e juntar os espinafres, reduzir para lume brando e envolver bem, até os espinafres murcharem ligeiramente. Reservar
Para os ovos, colocar uma panela com água a ferver.
Assim que começar a ferver, partir um ovo para uma taça e deslizá-lo para dentro da panela, deixar cozinhar cerca de 3 minutos e retirá-lo cuidadosamente com uma espátula. Repetir com os restantes. Reservar
Fazer um vinagrete com azeite e vinagre ou sumo de limão a gosto, temperar com pimenta e se gostarem de picante, uma pitada de pimenta caíena, acrescentar a salsa picada. Reservar.
Para montar o prato, colocar a quinoa, temperar a gosto com o vinagrete e os arandos.
Colocar os legumes e no topo o ovo. 
Polvilhar com pinhões e se necessário com um pouco mais de vinagrete.




Nisto tudo também houve uma nova experiência, tantos anos a cozinhar e tantos alimentos novos, e nunca até agora tinha feito um ovo escalfado! Por vezes, temos que voltar ao básico, não é?

22.6.14

Para comer no sofá, ou não.

Por norma, às refeições nunca vemos televisão, isto porque à uns largos anos, a televisão que tínhamos na zona das refeições avariou, e resolvemos não a substituir. Ao princípio, foi um pouco difícil "aturar" as queixas constantes dos mais pequenos, mas tudo é questão de hábito, e agora já nem sequer pensam no assunto. 

Eu disse, por norma, porque existem algumas, mas felizmente raras exceções, que se prendem com o tema do anterior post, o futebol. Quando existe algum jogo, que eles consideram indispensável visionar, e que coincida com a hora da refeição, é certo como 2+2 serem 4, que vou ter uma debandada da mesa para o sofá da sala, e vou ser informada que nesse dia, ou comem no intervalo, ou comem por ali mesmo! Se não os podes ganhar, junta-te a eles, não é? Pois...então hoje o menu é para estas situações, servido numa tigela e com um talher apenas, pode ser saboreado onde quiserem, no sofá, no chão, ou como eu por vezes faço, noutra parte da casa longe do bulício da bola, e na companhia de um livro.

Para o prato principal, o ingrediente mais ingerido pelos futebolistas, massa! Eu nunca provei Amêijoas à Bulhão Pato, pois marisco não é algo que me faça salivar, mas caramba já devia ter provado este molho anos atrás, é mesmo bom! Mais uma vez, foi inspirado num blog muito referenciado por aqui, o Not Guilty Pleasure. Obrigada Patrícia, tens sempre boas ideias!





Esparguete à Bulhão Pato com cogumelos e legumes (serve 4 pessoas)
adaptado daqui

250g de esparguete integral
1 cebola
3 dentes de alho
1 molho pequeno de coentros
150g de cogumelo shiitake, fatiados
1 alho francês, cortado às rodelas
1 chávena de floretes de bróculos
1/2 courgette grande, cortada aos quadrados pequenos
1 colher de sopa de azeite
sumo de 1/2 limão
sal q.b.
pimenta q.b.

Cozer a massa em água abundante temperada com sal. Se optar por cozer a massa na bimby, de acordo com o livro base, reservar quente enquanto prepara o restante.

Bimby:
Colocar no copo a cebola, os alhos e o azeite: 5 seg + vel 5, seguido de 4 min + 100ºC + vel 1.
Juntar o molho de coentros (reservar alguns para guarnição): 5 seg + vel 5, seguido 1 min + 100ºC + vel 1.
Adicionar os legumes e os cogumelos, temperar com sal: 8 min + 100ºC + colher inversa.
Regar com o sumo de limão, temperar com pimenta: 1 min + 100ºC + colher inversa.
Envolver a mistura na massa cozida e escorrida.
Servir polvilhado com coentros picados grosseiramente.

Tradicional:
Enquanto a massa coze, saltear a cebola e os alhos picados no azeite, em lume médio/brando até amolecerem.
Juntar os coentros picados (reservar alguns para guarnição), envolver bem e deixar amolecer cerca de 1 minuto.
Adicionar os legumes e os cogumelos. Temperar com sal e deixar cozer, mexendo de vez em quando, durante 8 minutos.
Regar com o sumo de limão e temperar com pimenta.
Envolver na massa cozida e escorrida.
Servir polvilhado com coentros picados grosseiramente.




E para sobremesa, porque a ansiedade chega a alcançar níveis muito elevados, nada melhor do que chocolate para acalmar. Embora para mim, chocolate é bom a qualquer hora do dia.
Esta sobremesa foi-me aconselhada pela muito simpática Helena, do blog Sabores de Canela, um dos blogs que eu acompanho à mais anos e que está desde do início entre os meus favoritos. Se ela diz que é bom, eu acredito, e tendo em conta que eu comi duas taças, isso quer dizer algo, não é?





Pudim Cremoso de Chocolate
receita daqui

2 e 1/4 chávenas* de leite (usei meio gordo, embora na receita peça gordo)
6 colheres de sopa de açúcar mascavado claro
2 colheres de sopa de cacau em pó
2 colheres de sopa de amido de milho (Maizena)
1/4 colher de chá de sal marinho
1 ovo grande
2 gemas
125g de chocolate negro (usei metade com 70% e metade com 52%)
2 colheres de sopa de manteiga sem sal (40g)
1 colher de café de baunilha bourbon em pó ou 1 colher de chá de exctracto de baunilha
granola e frutos vermelhos q.b. para guarnição (opcional)

*a chávena usada como medida têm capacidade de 250ml

Bimby:
Colocar no copo 2 chávenas do  leite, o açúcar, o cacau, o amido e o sal: 8 min + 90ºC + vel 3.
Numa tigela, misturar com uma vara de arames, o restante leite, o ovo e as gemas.
Programar a bimby 2,30 min + 80ºC + vel 3, e com ela em funcionamento, verter essa mistura em fio pelo bocal da bimby.
Juntar o chocolate, a manteiga e a baunilha, esperar um minuto, para o chocolate amolecer e depois: 1 min + 80ºC + vel 3.
Distribuir por copos ou taças, rendeu-me 4 taças como na imagem.
Se quiser evitar a formação da camada superficial dura e seca, tapar com película aderente.
Refrigerar no mínimo 4 horas antes de servir.
Acompanhar com frutos vermelhos e granola a gosto.




Se quiserem experimentar esta receita e não têm bimby, vão espreitar a versão tradicional no blog da Helena. Como eu ainda não a experimentei, não a escrevi aqui. Assim que o fizer, actualizo o post, com a versão segundo as minhas notas.
Até à próxima e esperemos que este fim de semana seja bem doce até ao fim, com grandes festejos lá para a madrugada ;) Seja qual for o resultado, acreditem que vale sempre a pena ter algo assim por perto...



15.6.14

Fora de jogo!

Eu estou rodeada por doidos por futebol! Não só jogam, como eles falam, lêem e vêem futebol, constantemente. Eles sofrem e vibram, segundo o caso, durante todo o campeonato, por isso anseio pelo seu término para ter algum descanso destas lidas futebolísticas. Mas, não é o caso de este ano, pois com o decorrer do mundial, já pude constatar que não é preciso ser Portugal a jogar, para deixarem de torcer e sofrer com grande afinco pelos seus favoritos. 

E como agora só se vê, ouve-se e fala-se sobre futebol, vem este termo fora de jogo, para descrever a minha desventura nesta última edição da Bundtmania (vão ver as delícias que foram publicadas hoje), uma vez que o prazo para publicar o post acabou ontem, mas segundo a minha mente brilhante esse dia seria hoje!

Talvez a minha estrela da sorte tenha ido de férias, porque não obstante eu ter descoberto que já estava fora de jogo, também consegui a proeza de apagar metade das fotos que estavam na máquina fotográfica ao transferi-las para o computador. Algumas fotos eram pessoais (apetece-me chorar ao pensar nisso!) outras de receitas que tinha experimentado, e todas as que tinha tirado ao bolo uma hora antes! Depois de alguns minutos de auto-comiseração, lá me levantei e fui buscar a muito-mal-amada-naquele-momento máquina fotográfica (culpo o computador do mesmo modo, e não quero ouvir que as máquinas só fazem aquilo que nós lhes pedimos) para fazer outra sessão.

Por que sou teimosa, de vez em quando (segundo outros, todo o tempo) e porque o bolo é muito bom, e não podia deixar de ser publicado aqui, em jogo ou não, eis o meu...




Bundt de Cereja e Vinho do Porto
adaptado do livro "As Festas da Julie" da Julie Deffense

Crumble
55g de farinha
50g de açúcar amarelo
1 colher de café de canela
1 colher de café de gengibre em pó
55g de manteiga com sal, à temperatura ambiente

Recheio
230ml de vinho do Porto
90g de cerejas sem o caroço e cortadas ao meio
25g de açúcar 
1/2 colher de sopa de farinha maisena
1 pau de canela
1/2 colher de sopa de extracto de baunilha
1 pitada de sal marinho

Bolo
180g de farinha
1/2 colher de chá de fermento
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
55g de manteiga com sal, à temperatura ambiente
80g de açúcar amarelo
2 ovos
110g de iogurte grego açúcarado ou natural, sendo que nesse caso aumentar o açúcar para 100g

Para fazer o crumble, misturar todos os ingredientes num robot de cozinha ou com as pontas dos dedos, até obter grumos grandes e húmidos. Reservar.

Para fazer o recheio, colocar num tacho todos os ingredientes, e levar ao lume, mexendo sempre até dissolver o açúcar. Assim que começar a ferver, baixar o lume e deixar borbulhar até engrossar e reduzir, cerca de 1 hora. Retirar o pau de canela e transferir para uma taça de vidro, para arrefecer completamente.




Pré-aquecer o forno a 175ºC. 
Untar muito bem uma forma de bundt com manteiga ou óleo. Eu usei uma de silicone. Reservar.
Peneirar a farinha, o bicarbonato de sódio e o fermento. 
Numa taça bater muito bem alguns minutos a manteiga com o açúcar. 
Batendo sempre, adicionar os ovos, um a um.
Juntar a mistura da farinha em 3 adições, intercalando com o iogurte.
Envolver o recheio na massa suavemente.
Colocar metade da massa na forma reservada. 
Espalhar metade do crumble por cima.
Deitar o resto da massa e polvilhar com o restante crumble.

Levar ao forno até ficar dourado, e passar no teste do palito. 
Deixar arrefecer numa rede pelo menos uns 20 minutos, antes de desenformar.




Eu fiz metade da receita do livro, o que deu um bolo pequeno. Se quiserem um bolo normal, dupliquem as quantidades que indiquei. 
A combinação de sabores do vinho do porto com a cereja é maravilhosa, andei a lamber com afinco a colher que rapou o tacho no fim de fazer o recheio! E a massa do bolo fica tão deliciosa, quando envolvemos esse recheio. Sim, também lambi com afinco a colher da massa! 
A repetir, mas no formato grande!

12.6.14

Tofu, bem me quer!

Desde ontem, que o blog têm um índice com as receitas publicadas, e ao fazê-lo apercebi-me que nunca publiquei nenhuma receita com tofu, ingrediente que é constante no meu frigorífico.

O tofu é um ingrediente que já teve tanto de reacções positivas como negativas nos vários pratos em que o usei, mas como bem dizem, ele não têm grande sabor, pelo que quando um prato não resulta, eu não culpo o tofu, mas antes a pouca coesão dos sabores do prato ou a cozinheira!

A outra questão que por vezes desagrada no tofu, é a sua consistência. Eu tenho um menino em casa que é muito picuinhas nesse departamento. As receitas em que ele é usado, desfeito em migalhas ou em pedaços pequenos bem crocantes, são as que tiveram mais sucesso. 

O tofu é um ingrediente muito versátil, podendo ser fantástico tanto em receitas salgadas, como em receitas doces,  como comprova o menu de hoje que apresenta essas duas vertentes, e ambas um sucesso.





Lumaconi recheado com tofu e espinafres

1/2 pacote de lumaconi (usei entre 24 a 25 conchas)
2 dentes de alho
1 colher de sopa de azeite
250g de tofu fresco
2 colheres de sopa de molho de pesto de rúcula*
3 chávenas de folhas de espinafres

Molho de tomate:
2 dentes de alho
1 cebola
1 colher de café de açúcar
400g de tomate
sal e pimenta q.b.
oregãos e manjericão seco ou fresco q.b.
1 colher de sopa de azeite

*pesto de rúcula: fiz segundo esta receita que podem ver aqui, mas podem usar qualquer outro pesto.


Cozer "al dente", as conchas lumaconi, numa panela com água a ferver, temperada com sal. Não deixar cozer demais, pois podem-se desmanchar ao recheá-las. 
Escoar e passar por água fria para deter a cozedura e ser possível manejá-las. Reservar.
Preparar o molho de tomate e o recheio, na bimby ou da maneira tradicional.

---------------------------------

Bimby:
Colocar no copo os alhos,  a cebola e o azeite: 5 seg + vel 5.
Baixar os resíduos com a espátula: 5 min + 100ºC + vel 1.
Adicionar o tomate e o açúcar: 15 seg + vel 7, seguido de 20 min + varoma + vel 1.
Temperar com sal, pimenta e as ervas. 
Virar o molho para um tabuleiro que vá ao forno.
Sem lavar o copo, colocar os alhos e o restante azeite no copo: 5 seg + vel 5.
Baixar os resíduos com a espátula: 1,30 min + 100ºC + vel 1.
Esmigalhar o tofu com os dedos para dentro do copo e juntar o pesto: 3 min + 100ºC + vel 1.
Adicionar os espinafres: 2 min + 100ºC + vel 1.

------------------------------------

Tradicional:
Fazer um refogado com o azeite, os dentes de alho e a cebola picados.
Juntar o tomate picado e o açúcar, baixar o lume e deixar apurar uns 30 minutos.
Temperar com sal, pimenta e as ervas aromáticas.
Triturar o molho com a varinha mágica.
Virar o molho para um tabuleiro que vá ao forno.
Enquanto o molho de tomate, estiver a apurar, fazer o recheio dos lumaconi.
Picar os alhos e salteá-los com o restante azeite.
Esmigalhar o tofu com os dedos e com um garfo, e adicioná-lo aos alhos. 
Adicionar o pesto e envolver bem, mexendo bem durante uns 2 minutos.
Juntar os espinafres e deixar cozinhar até murcharem.

-------------------------------------

Rechear os lumaconi com a mistura do tofu e espinafres, e colocá-las, lado a lado, por cima do molho do tomate.
Polvilhar com queijo parmasão ralado, sementes de sésamo ou pão ralado.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180ºC, o tabuleiro coberto com papel alumínio, durante 20 minutos, seguidos de mais 10 minutos, destapado.




  
Vamos à sobremesa?





"Cheesecake" falso de tofu e morango
adaptada do nosoupforyou

180g de bolacha maria
2 colheres de sopa de côco ralado
90g de manteiga ou margarina

160g de açúcar + 90g de açúcar
500g de tofu fresco
360g de iogurte grego
sumo de 1 limão
260g de morangos 

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Bimby:
Colocar as bolachas e o côco no copo: 15 seg + vel 9.
Juntar a manteiga: 15 seg + vel 4.
Colocar esta mistura numa tarteira (usei uma de 28 cm) com o fundo amovível e pressionar bem com uma colher, de modo a ficar bem compacto e a preencher uniformemente, todo o fundo da tarteira.
Passar o copo por água e juntar os 160g  de açúcar, o iogurte, o tofu esmigalhado e o sumo de limão: 1,30 min + vel 5.
Colocar esta mistura sobre a base de bolacha e levar ao forno durante 30 minutos.
Retirar e deixar arrefecer completamente em cima de uma rede.
Refrigerar algumas horas, antes de servir.
Para fazer o doce, colocar no copo da bimby, os morangos e os 90g de açúcar: 5 seg + vel 5, seguido de 18 min + varoma + vel 2 .
Retirar e deixar arrefecer completamente.
Para servir a tarte, espalhar o doce de morango por cima da tarte.

Tradicional:
Triturar a bolacha com uma picadora ou esmagar com o rolo de cozinha.
Juntar o coco e a manteiga, previamente derretida.
Misturar tudo, e colocar a mistura no fundo de uma tarteira (usei uma de 28 cm) com o fundo amovível.
Pressionar bem com uma colher, de modo a ficar bem compacto e a preencher uniformemente, todo o fundo da tarteira.
Esmigalhar bem o tofu com os dedos e um garfo.
Colocar numa tigela e batê-lo, juntamente com o iogurte, os 160g de açúcar e o sumo de limão, até obter um creme homogéneo.
Verter o creme em cima da base de bolacha e levar ao forno durante 30 minutos.
Retirar e deixar arrefecer completamente em cima de uma rede.
Refrigerar algumas horas, antes de servir.
Para fazer o doce, triturar os morangos com a varinha mágica, e levar ao lume com os 90g de açúcar, mexendo sempre, até obter o ponto desejado.
Retirar e deixar arrefecer completamente.
Para servir a tarte, espalhar o doce de morango por cima da tarte.




Esta é uma refeição bem saborosa e muito mais saudável, do que as tradicionais cheias de queijo. Porque apesar de eu ser louca por queijo (porque será, que na maior parte das vezes, gostamos tanto do que nos faz mal?!?!), o colesterol hereditário que corre nesta família obriga-nos a evitá-lo sempre que possível.
No entanto, posso atestar que no primeiro prato, todos pensaram que estavam a comer requeijão. Só lhes disse a verdade no fim, quando tinham limpo os pratos...adoro enganá-los!
Quanto à sobremesa, ninguém soube que tinha usado o tofu, mas não criem expectativas em encontrar o sabor do tradicional cheesecake, porque o sabor não é de todo igual....é diferente, mas igualmente bom!

5.6.14

Uma flagrante delícia para um brunch

O Flagrante Delícia é um blog que dispensa muitas apresentações. Não há muitos blogs assim, capaz de nos preencher os sentidos com deliciosas receitas num dueto perfeito com uma fotografia irrepreensível. De cada vez que o visito, fico com vontade de experimentar todas as receitas de uma ponta à outra, e embora já tenha feito muitas, ainda me esperam muitas mais para me deleitar.

E é desta maravilhosa página que vem a receita de hoje. Ela já foi saboreada várias vezes por estes lados, pois além de ser uma das preferidas da minha mãe, a apresentação é perfeita para qualquer festa, sendo sempre um enorme sucesso, como sucedeu por exemplo na Páscoa deste ano. 

E como a Manuela do blog Cravo e Canela - Uma cozinha no Brasil está em modo de festa com um brunch que celebra os seus 3 anos de blog, achei que era a ocasião perfeita para o trazer. Além de que nada como um doce cujo nome significa "levanta-me" ou "puxa-me para cima" para começar bem o dia! 




Tiramisù

Bolo Genovês

80g de gemas + 170g de claras (tenho usado sempre 5 ovos médios apesar de não corresponder ao peso indicado na receita)
80g de açúcar
30ml de água
82g de farinha com fermento 

Mousse de Mascarpone

4 gemas
80g de açúcar
3 folhas de gelatina
250g de mascarpone
125g de créme fraîche ou 125g de nata semi-montada*

Xarope

300ml de água 
8g de café solúvel (podem-se usar 300ml de café expresso forte)
60g de açúcar
10g de licor de café, rum, vinho marsala, baileys ...o que quiser


* Nata semi-montada: nata normal, que terá de ser batida até começar a montar, ou seja, começar a ficar firme, mas não totalmente.

Bimby:
Pré-aquecer o forno a 240ºC.
Untar e forrar um tabuleiro (tipo os usados para as tortas) com papel vegetal.
Colocar a borboleta no copo, e em seguida os ovos e o açúcar: 5 min + 37ºC + vel 3.
Em seguida, programar: 5 min + vel 3, e a meio do tempo juntar a água pelo bocal em fio.
Adicionar a farinha e envolver uns segundos na vel 1.
Acabar de envolver com a espátula e verter a mistura para o tabuleiro.
Levar ao forno cerca de 10 minutos, até estar dourado por cima e o palito sair seco.
Deixar arrefecer em cima de uma rede, uns 10 minutos, antes de desenformar.

Para fazer a mousse, e com o copo limpo e seco, colocar a borboleta.
Juntar no copo as gemas e o açúcar: 4 min + 90ºC + vel 1 e 1/2.
Demolhar a gelatina em água fria e escorrer bem.
Adicionar as folhas de gelatina ao copo: 30 seg + vel 1 e 1/2.
Retirar o copo da base uns 2 a 3 minutos.
Com a bimby em funcionamento na vel. 2 e 1/2, incorporar o mascarpone colher a colher pelo bocal.
Retirar o copo da base para que arrefeça completamente.
Uma vez frio bater 10 seg + vel 1 e 1/2.
Adicionar o créme fraîche: 20 seg + vel 2 1/2.
Refrigerar num recipiente coberto com película aderente até ficar mais firme para aplicar.

Preparar o xarope. Ferver a água com o açúcar.
Dissolver o café e deixar arrefecer.
Depois de frio juntar a bebida escolhida.

Para montar, calcule o centro do bolo e corte de uma ponta à outra, ficando com dois rectângulos iguais.
Colocar um dos bolos num prato e embeber bastante com o xarope, de modo que a camada de bolo ganhe o tom do café.
Espalhar metade da mousse por cima do bolo, alisando com uma espátula ou faca, que poderá mergulhar em água quente e secar para conseguir um efeito mais liso.
Colocar o outro bolo, por cima da mousse e repetir o processo do xarope.
Terminar com a restante mousse. 
Polvilhar com cacau em pó.
Refrigerar até à hora de servir.
Para servir cortar em fatias ou quadrados.




Tradicional
Pré-aquecer o forno a 240ºC.
Untar e forrar um tabuleiro (tipo os usados para as tortas) com papel vegetal. Reservar.
Bater as gemas com metade do açúcar, até duplicarem de volume. 
Juntar a água, pouco a pouco.
Bater as claras e assim que começarem a formar picos, adicionar o açúcar e bater até ficarem firmes.
Envolver as claras na mistura das gemas e a farinha. 
Colocar a mistura no tabuleiro reservado e levar ao forno, cerca de 10 minutos, até estar dourado por cima e o palito sair seco.
Deixar arrefecer em cima de uma rede, uns 10 minutos, antes de desenformar.

Entretanto, preparar o banho-maria. Colocar uma panela com água a ferver. Assim que começar a ferver, colocar uma tigela em vidro ou inox em cima da panela. A tigela não pode ficar em contacto com a água que está no fundo da panela, e deve vedar completamente o topo da panela para criar uma cozedura a vapor constante.
Na tigela colocar as gemas e o açúcar e bater sempre, com um batedor de varas ou com a batedeira em velocidade baixa/média, até o açúcar ficar completamente dissolvido e a mistura encorpar (as marcas das varas do batedor vão ficando mais nítidas), demora uns 7 minutos, sensivelmente. Se tiver termómetro de cozinha, será até este atingir os 85ºC. Retirar a tigela do banho-maria.
Demolhar a gelatina em água fria e escorrer bem.
Juntar a gelatina à mistura das gemas, batendo bem até ficar completamente dissolvida.
Com a batedeira em funcionamento, juntar o mascarpone até incorporar.
Quando a mistura estiver aproximadamente a 20ºC (ao toque, parece estar à temperatura ambiente), misturar com o créme fraîche. 
Refrigerar na tigela coberta com película aderente até ficar mais firme para aplicar.

Preparar o xarope. Ferver a água com o açúcar.
Dissolver o café e deixar arrefecer.
Depois de frio juntar a bebida escolhida. 

Para montar, calcule o centro do bolo e corte de uma ponta à outra, ficando com dois rectângulos iguais.
Colocar um dos bolos num prato e embeber bastante com o xarope, de modo que a camada de bolo ganhe o tom do café.
Espalhar metade da mousse por cima do bolo, alisando com uma espátula ou faca, que poderá mergulhar em água quente e secar, para conseguir um efeito mais liso.
Colocar o outro bolo, por cima da mousse e repetir o processo do xarope.
Terminar com a restante mousse. 
Polvilhar com cacau em pó.
Refrigerar até à hora de servir. 
Para servir cortar em fatias ou quadrados.




Esta não é certamente a receita mais rápida e fácil de Tiramisú, mas acreditem quando digo que de sabor não têm comparação. Não tenham medo de a experimentar, a sua confecção até é bastante simples, apesar de à primeira vista não o parecer. E não pensem que digo isto porque tenho a bimby, pois eu já a fiz várias vezes sem bimby e sem termómetro de cozinha algum para verificar a temperatura do creme, e o resultado foi sempre maravilhoso.




Acreditem quando lhes digo, que cada pedacinho destes vai saber bem a qualquer hora do dia! E o humor... melhora a cada pedaço!

29.5.14

Um passeio e um menu diferente

Por norma, sempre que as actividades extra-curriculares dos miúdos o permitem, aproveitamos o tempo livre para sair da cidade e ir para o campo. Menina da aldeia não se dá muito tempo longe!

Claro que por vezes, ficamos pela cidade, e se o tempo convidar para isso, gostamos de fazer um pouco de "turismo" por aqui. No início do mês, quando os dias estavam mesmo condizentes com a estação do ano em que estamos, resolvemos conhecer o mais recente parque da cidade, o Parque do Monte do Picoto, que apesar de ser praticamente fora da nossa porta e de já ter sido inaugurado à uns 7 meses, ainda nos era completamente desconhecido. Eu confesso, que apesar de passar ao lado do parque quase todas as semanas, só me apercebi da sua existência pelo meu marido, quando nos propôs a visita nesse dia. Distraída, eu?! Que ideia!

É um passeio muito agradável que se pode fazer facilmente a partir do centro da cidade, a pé ou de bicicleta, e que culmina num miradouro com vista para toda a cidade.


Olha ali a Avenida da Liberdade!


Isto é um rapaz com pressa para voltar para casa :)

Depois de algumas queixas sobre o cansaço, lá fomos para casa. E para restabelecer as forças depois de um bom exercício, nada melhor do que fast-food! Bem, só parece fast-food, pois de resto é em tudo, o oposto da dita comida. Um prato saboroso e super saudável, que nos deixa cheios de força e prontos para outra...caminhada, por exemplo!




A inspiração veio dos meus blogs vegan preferidos, e já mencionados outras vezes por aqui, o Not Guilty Pleasure com esta receita aqui, e o Compassionate Cuisine, com esta. Juntando ao que tinha em casa saiu assim...

Hamburgueres de Feijão Vermelho com arroz integral

260g de feijão vermelho escorrido
120g de arroz integral cozido
1/2 pimento vermelho
1 cebola pequena
2 dentes de alho
1 molho de salsa pequeno
2 colheres de sopa de linhaça moída
1 colher de sopa de levedura em flocos
1 pitada de pimenta caiena
1 colher de café de paprika
1 colher de café de cominhos
1 colher de sopa de azeite + algum para untar

Bimby:
Colocar o pimento, a cebola e os alhos no copo: 5 seg + vel 5.
Baixar os resíduos, juntar o azeite: 3 min+100ºC+vel 1.
Adicionar o molho de salsa: 15 seg + vel 9. Baixar os resíduos: 5 seg + vel 7.
Juntar os restantes ingredientes: 30 seg + vel 4 +colher inversa.
Retirar e com as mãos formar bolas e depois achatar até ficarem com o formato de hambúrgueres. Renderam-me 4 grandes.
Untar uma frigideira anti-aderente com azeite, e grelhar em lume múdio/alto 3 minutos de cada lado.

Tradicional:
Fazer um refogado com o azeite, a cebola, os alhos e o pimento picados.
Assim que amolecerem, colocar o refogado e os restantes ingredientes numa picadora.
Pulsar até tudo ficar triturado. Se quiser alguma textura, deixar alguns feijões e arroz, para misturar no fim com as mãos ao moldar os hambúrgueres.
Com as mãos formar bolas e depois achatar até ficarem com o formato de hambúrgueres. Renderam-me 4 grandes.
Untar uma frigideira anti-aderente com azeite, e grelhar em lume médio/alto 3 minutos de cada lado.




Creme de abacate:
1 abacate pequeno
sumo de limão
1 colher de sopa de coentros picados
sal e pimenta

Retirar a polpa do abacate e esmagar com um garfo.
Juntar os restantes ingredientes e envolver bem.




Pão semi-integral e com sementes

300g de água
1 colher de chá de mel
1/2 colher de chá de sal marinho
100g de farinha de centeio
150g de farinha de trigo integral
200g de farinha de trigo T65
20g de fermento de padeiro fresco
1 colher de sopa de linhaça moída
1 colher de sopa de chia
1 colher de sopa de sementes de sésamo
1 colher de sopa de sementes de girassol
1 colher de sopa de sementes de canhâmo

Bimby:
Colocar no copo a água, o mel e o sal: 1,30 min + 37ºC + vel 1.
Juntar a farinha e desfazer o cubo de fermento de padeiro nelas com as mãos: 15 seg + vel 3.
Adicionar as sementes: 2 min + vel espiga.
Se a massa estiver muito colada às paredes do copo, adicionar mais um pouco de farinha, e programar mais uns segundos na velocidade espiga.
Retirar para uma tigela untada com azeite e formar uma bola. Tapar com película aderente e um pano e deixar repousar num ambiente escuro e quente, cerca de 2 horas. Eu utilizo o micro-ondas para deixar a massa repousar.

Máquina do pão:
Juntar as farinhas e desfazer nelas o fermento com as pontas dos dedos.
Aquecer a água até ficar na morna e colocar na cuba.
Colocar os restantes ingredientes pela ordem indicada acima, excepto as sementes.
Correr o programa que amassa e leveda, que na minha máquina, é de 1h20m.
A meio do programa, quando a máquina apitar, abrir a tampa e juntar as sementes. Deixar finalizar o programa.

-------------------------------------

Numa superfície enfarinhada colocar a massa levedada e moldar bolinhas de cerca de 80 gramas cada uma. Colocá-las num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal.
Dar um corte no topo de cada bolinha com uma tesoura.
Deixar as bolinhas repousarem com um pano por cima, pelo menos 30 minutos e levar a forno pré-aquecido a 180ºC entre 20 a 30 minutos até estarem cozidos.





Aproveitando que o forno estava ligado devido aos pães, coloquei batata normal para eles e batata doce para mim, cortadas aos palitos, temperadas com sal e ervas aromáticas secas, e untadas com azeite, a assar noutro tabuleiro.
Está-se a ver que a caminhada não me cansou, porque me deu para cozinhar até dizer não!
Estes hambúrgueres foram aprovadíssimos por todos. O mais pequeno dispensou o pão, mas comeu o hambúrguer com o creme de abacate e as batatas, bem depressa. O do meio apenas dispensou o tomate na sandes dele, pois não gosta...ainda.
E com esta completa refeição fast-food, não foi nada difícil conseguir que os meus pequenos apreciassem um menu bem diferente do habitual! Difícil mesmo, foi conseguir dar uma trinca que apanhasse a sandes toda, é que ela ficou enorme! Assim, como as nossas barriguinhas no fim ;)