19.12.13

Bolachas para o Pai Natal

Em criança o Natal era a minha época do ano preferida, pela qual eu esperava com muito ansiedade e expectativa à mistura. (Agora, são as férias de Verão! :)
Os presentes entregues aos meninos bem comportados através do Pai Natal, emissário do Menino Jesus, eram deixados debaixo da chaminé durante a noite de 24 para 25. Por isso, quando acordava, saltava da cama com uma energia nunca vista no resto do ano, e ia procurar em que chaminé o Pai Natal teria deixado o tal aguardado presente! 

O dia em que descobri a "verdade" sobre o Pai Natal, foi um dos dias mais tristes da minha vida! Não estou a brincar, o momento do "balde de água fria", está congelado na minha memória, e eu sou péssima em relembrar tempos passados. 
Aconteceu, assim: estava numa aula na quarta classe, quando a professora começou a falar do Natal, e fez a seguinte pergunta: "Vocês sabem quem na verdade é o Pai Natal, não é? Quem vos dá os vossos presentes no dia de Natal?"
E eu penso para os meus botões, "Que raio de pergunta é essa?!" 
Enquanto, à minha volta os meus colegas, dizem "Sim!", "Claro!"
A minha cabeça baralhada, pensa, provavelmente ela quer dizer que na verdade é o Menino Jesus. 
A professora prossegue e pergunta: "Quem é, então?" 
E os meus colegas, "São os nossos pais"...e a minha deixa "É o Menino Jesus!" morre-se nos meus lábios, de tão chocada que fiquei!
A conversa continuou, mas a minha mente bastante perturbada, estava a tentar processar uma verdade, que alterou completamente a expectativa e a experiência da época do Natal a partir de então.

Quando nos tornámos pais, a vontade de recriar magia nesta época atinge-nos com força, pois o nosso desejo é que os nossos filhos mantenham a inocência inerente à idade, o máximo de tempo possível!
O meu filho mais velho, já me disse que ter descoberto a "verdade" sobre o Pai Natal, foi e usando as suas próprias palavras, "muito mau e gostava de puder continuar sem saber!" Como te percebo, filhote!
O pequeno, pelo contrário, ainda está no reino da magia, e por minha vontade, há-de lá ficar por muito e muito tempo, até que a realidade ou alguns "realistas" façam furar a bolha!

E para manter a magia da época, vamos lá fazer umas bolachinhas para o Pai Natal, pode ser? E como a fornada é grande e não convém que ele as coma todas sozinho, sempre pudemos ajudar a comer uma ou outra. E já que estamos numa de fantasia, vamos fazer de conta, que eu parei depois de uma e outra, ah ah ah...




Bolachas de Santa Claus
adaptado do livro "Paixão pelo Chocolate" de Adriana Ortemberg

2 ovos
100g de manteiga amolecida
150g de farinha
150g de coco ralado
30g de cenoura ralada
25g de amêndoa moída
60g de açúcar amarelo
chocolate derretido q.b.

Aquecer o forno a 180ºC.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal e reservar.
Misturar a manteiga com o açúcar e amêndoa. 
Juntar os ovos, um a um.
Adicionar a cenoura e o coco.
Incorporar, pouco a pouco, a farinha peneirada.
Misturar, sem trabalhar muito a massa.
Formar uma bola, envolver em película aderente e colocar no frigorífico durante umas horas.
Numa mesa polvilhada com farinha, ou com a ajuda da película aderente, estender a massa com a espessura desejada, e cortá-la com moldes alusivos ao Natal.
Colocar as bolachas no tabuleiro e levar ao forno, durante 15 minutos ou até elas ficarem douradas.
Retirar do forno e deixar arrefecer sobre uma rede.
Derreter chocolate com um pouco de nata, leite ou manteiga.
Mergulhar as bolachas que quiser, por inteiro ou apenas metade, no chocolate derretido.




A textura destas bolachas fazem lembrar mais bolinhos em miniatura do que bolachas. A quantidade de açúcar é própria para pessoas não muito gulosas, pelo que se não fazem parte desta categoria, aumentem a quantidade para pelo menos 100g.

Aproveito esta receita para participar no desafio vamos Fazer Bolachas de Natal lançado pela grande fã de bolachas, a Manuela do blog Cravo e Canela, que nos desafia a fazer muitas e muitas bolachas todos os meses.

14.12.13

Bundt Marmóre de Abóbora e Chocolate para a Bundtmania

Desde a primeira edição da Bundtmania, que começou no blog da maior fã de bundts da blogosfera, As Aventuras de uma Mamã, que fiquei com imensa vontade de participar. De facto, fiz bundts tanto para a 1ª como para a 2ª edição, mas ambos não chegaram a ser sujeitos a sessão fotográfica, devido a razões que nem vale a pena explicar (digamos que a expressão "cabeça no ar" têm tudo a ver comigo!), pelo que acabei sem participar. 
Mas à terceira é de vez, não é o que se diz? Por isso e praticamente no final do prazo da 3ª edição (sim, sou uma maravilha em gestão de tempo ;)), aqui está um bundt que é uma delícia para o delicioso evento, a 3ª edição da Bundtmania!


Bundt Mármore de Abóbora e Chocolate
adaptado daqui

170g de manteiga à temperatura ambiente
1 e 1/2 chávena de açúcar amarelo
4 ovos à temperatura ambiente
1 colher de chá de extracto de baunilha
2 colheres de chá de canela
1 colher de café de gengibre em pó
1 colher de café de cravinho em pó
1 pitada de noz-moscada
2 colheres de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
3/4 chávena de leite à temperatura ambiente
2 e 1/2 chávena de farinha
115g de chocolate derretido
puré de 1 abóbora manteiga pequena/média (cortar a abóbora ao meio e assar no forno durante 20 minutos a 180ºC, no final retirar as pevides e a casca e triturar)

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar muito bem uma forma tipo bundt com manteiga e reservar.
Bater a manteiga com o açúcar durante uns 4 minutos até ficar um creme claro.
Acrescentar os ovos, um a um, e bater bem entre as adições.
Juntar a baunilha e as especiarias e bater até incorporar.
Misturar a farinha com o fermento e o bicarbonato.
Com a batedeira em velocidade baixa, acrescentar a mistura da farinha em 3 adições, alternando com o leite. Começar e terminar com a mistura da farinha.
Juntar o puré de abóbora e bater até incorporar.
Retirar uma chávena de massa de bolo para outra tigela e incorporar nela o chocolate derretido.
Colocar uma parte da massa clara no fundo da forma. Colocar porções da massa achocolatada e depois novamente massa clara, alternadamente até finalizar com ambas as massas.
Levar ao forno pré-aquecido durante aproximadamente 35 a 40 minutos ou até passar no teste do palito.
Retirar e deixar arrefecer completamente numa rede, antes de desenformar.
Cobrir com açúcar em pó ou com a cobertura de glace que se segue.

Glace de açúcar amarelo
2 colheres de sopa de manteiga
1/2 chávena de açúcar amarelo
1 colher de sopa de extracto de baunilha
1 chávena de açúcar em pó
1 ou 2 colheres de sopa de leite

Derreter a manteiga com o açúcar amarelo numa panela pequena. Retirar do calor e juntar o extracto. Deixar arrefecer alguns minutos. Juntar o açúcar em pó à mistura da manteiga e mexer bem. Juntar 1 ou 2 colheres de sopa de leite até ficar com a consistência desejada.  




Aqui por casa, nem sempre apreciamos as coberturas tipo glacés, portanto fiz uma quantidade muito pequena desta receita para experimentar. Fiquei agradavelmente surpreendida, pois gostei muito do sabor a lembrar o caramelo. Na próxima, vai a dose toda! 


10.12.13

Uma receita "Poupe com o Jamie"

Estamos oficialmente a 15 dias do Natal, e eu ainda não comprei nenhuma prenda, portanto estou oficialmente stressada com a questão das prendas de Natal! 

A pressão de ter um prazo para o fazer, aliado à minha indecisão relativamente a que prendas comprar, e a presente confusão que começa a imperar nas lojas, provoca-me uma imediata e irresistível vontade de dar meia volta e fugir para o sossego do lar, doce lar. 

Pelo menos há uma prenda que não me deixa com dúvidas, mas sim com expectativas, o livro que vou querer no meu sapatinho (eh, eh porque será que não acho difícil encontrar uma prenda para mim mesma :)). Estou a adorar as receitas do programa de televisão em que ele é baseado, o "Poupar com o Jamie", do Jamie Oliver.

Foi o caso desta receita que vi no primeiro episódio do programa, e que surgiu logo no meu pensamento num daqueles momentos de pura preguiça em sair do conforto do lar, e enfrentar o frio e a confusão que anda por aí fora.




Empadão de peixe com ervilhas
adaptada a partir das minhas notas ao ver o programa, mas podem ver a receita tradicional aqui

500g de batatas aos quadrados
200g de ervilhas congeladas
1 limão
1 colher de sopa de manteiga 
1 cenoura
1 cebola
250ml de leite
1 lombo de salmão selvagem congelado
2 medalhões de pescada congelados
30g de farinha
50g de espinafres congelados (usei 1 punhado de espinafres frescos)
6 delicias do mar (a receita original é com miolo de camarão)
1 colher de chá de mostarda inglesa
1 colher de sopa de azeite
queijo ralado q.b.
sal e pimenta q.b.

Bimby: 
Colocar as batatas no copo com 250g de água e sal: 20min + 100º + vel 1.
Entretanto, colocar as ervilhas num coador e colocá-las debaixo da torneira de água quente durante algum tempo.
Colocar o leite a aquecer numa panela, temperado com sal e pimenta. Assim que começar a ferver colocar o peixe, e deixar cozer lentamente, durante 10 a 15 minutos. Retirar o peixe, e lascá-lo. Reservar o leite.
No final do programa  da bimby, escoar as batatas usando o cesto.
Colocar no copo as ervilhas e triturar: 15 seg + vel 5. Baixar os resíduos e repetir caso não estejam bem trituradas.
Colocar a borboleta, e juntar às ervilhas no copo, as batatas, a manteiga e a raspa do limão: 30seg + vel 3,5.
Retirar o puré do copo e acabar de envolver bem com a espátula. Reservar.
Passar o copo por água, e colocar a cenoura e a cebola cortada aos pedaços: 5seg + vel 5.
Baixar os resíduos e adicionar o azeite: 5 min + 100ºC + vel 1.
Juntar a farinha, o leite e a mostarda: 5 min + 100ºC + vel 2. 
Se usar espinafres frescos, colocá-los pelo bocal a 2 minutos do final do programa. Caso use espinafres congelados e o miolo de camarão, programar mais 5 minutos, na mesma temperatura e velocidade.

Tradicional:
Cozer as batatas cortadas aos cubos numa panela com água temperada com sal.
Entretanto, colocar o leite a aquecer numa panela, temperado com sal e pimenta. Assim que começar a ferver colocar o peixe, e deixar cozer lentamente, durante 10 a 15 minutos. Retirar o peixe, e lascá-lo. Reservar o leite.
Quando as batatas estiverem cozidas, colocar as ervilhas congeladas numa vasilha e coar a água da cozedura das batatas por cima das mesmas para as descongelar.
Transformar em puré as batatas juntamente com a manteiga e a raspa de limão. Triturar as ervilhas numa picadora e envolve-las no puré de batata. Reservar.
Refogar a cebola picada e a cenoura ralada no azeite, durante uns minutos até a cebola ficar translúcida e a cenoura começar a ficar cozida.
Juntar a farinha, o leite e a mostarda, e deixar cozinhar até começar a engrossar, mexendo constantemente, em lume médio/brando.
Adicionar os espinafres e os camarões (caso use), e deixar apurar um pouco até os espinafres cozerem.

Deitar o preparado dos legumes no fundo de uma travessa de forno. Colocar o peixe por cima, assim como as delícias cortadas às rodelas. 
Verter o sumo de limão por cima, e polvilhar com o queijo ralado.
Colocar o puré de batatas e ervilhas por cima, e fazer sulcos com as costas de uma colher.
Levar a forno pré-aquecido a 180ºC durante 30 minutos ou até ficar dourado.



É um prato delicioso, o puré de ervilhas então, achei-o divinal e será repetido várias vezes como acompanhamento cá por casa. Um prato muito reconfortante, perfeito para estes dias gelados, e bastou o que tinha no congelador!

2.12.13

Bolo de chocolate mais simples não há

Desde que vi este bolo no blog Cozinha sem avental, que a Gula e a Preguiça que habitam em mim, se uniram numa prece para eu experimentar esta receita o quanto antes!

Esta receita é conhecida pelo Bolo da Depressão, pois remonta à época da Grande Depressão nos Estados Unidos, tempo em que as sobremesas eram consideradas um luxo e a palavra de ordem era economizar. A necessidade aguça o engenho, pelo que as gulosas desse tempo inventaram uma receita muito económica e prática, um bolo sem ovos, sem leite e sem manteiga. 

Mas, este bolo toca-me particularmente no meu lado preguiçoso, pois além de ser muito rápido, 5 minutos e temos um bolo no forno, tem um lado prático que eu achei o máximo, só é necessário uma forma, uma colher e uma chávena de medida....e na minha opinião, nunca são demais receitas, que nos façam ter tão pouca louça para lavar!




Para além destes atributos todos, posso dizer que o resultado é surpreendente bom, tão bom que acabei por fazer 2 bolos, praticamente seguidos! O primeiro bolo foi assaltado, antes de eu conseguir fazer a cobertura, entre o pequeno almoço e o almoço ele desapareceu. Já o segundo, e após ameaças no caso de alguém tentar comer bolo até eu conseguir fazer a cobertura e tirar fotos, lá chegou ao jantar para ser "devorado" apropriadamente como sobremesa.

Bolo de chocolate mais simples não há
adaptado daqui e daqui

1 e 1/2 chávena de farinha
1 chávena de açúcar amarelo
3 colheres de sopa de cacau
1 pitada de sal fino
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
5 colheres de sopa de óleo
1 colher de chá de extracto de baunilha
1 colher de chá de vinagre (usei branco)
1 chávena de água

Cobertura:
200g de chocolate 70% cacau
150 ml de água
2 colheres de chá de maizena

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Num tabuleiro de louça de 30x20 cm (não é necessário untar, não é o máximo?) colocar a farinha, o açúcar, o cacau, o bicarbonato e o sal. Mexer bem com uma colher até estar tudo bem incorporado.
Fazer 3 buracos na mistura, num buraco colocar o óleo, noutro colocar a baunilha e no terceiro colocar o vinagre.
Verter a água sobre a mistura, e envolver com uma colher, até ficar tudo bem incorporado e homogéneo.
Levar ao forno durante 20 a 25 minutos, até passar no teste do palito.
Retirar do forno e deixar esfriar completamente antes de colocar a cobertura.

Para a cobertura, misturar a água e a maizena muito bem até ficar sem grumos. Levar a mistura a lume brando, e quando começar a ferver, juntar o chocolate partido aos quadrados, e mexer até o chocolate ficar completamente derretido.
Retirar do lume, deixar arrefecer uns 2 minutos, sem parar de mexer a mistura. Verter o chocolate sobre o bolo já frio e levar ao frigorífico para solidificar, coberto com película aderente. Retirar do frigorífico uns 15 minutos antes de servir.




Eu não coloquei no frigorífico, pois estamos no Inverno e não achei necessário dadas as temperaturas que andam por aqui. 
E no meu espírito natalício que o início do mês trouxe, tentei fazer umas estrelas como decoração! 




Ok, não correu tão bem como esperava, preciso de uns coadores mais finos e arranjar jeito para a coisa! Para além disso, a cobertura de chocolate faz com que o açúcar derreta e passado algum tempo fica com um tom amarelado e não o branco que eu queria. 
Mas decorações à parte, o que interessa é que com ou sem cobertura, este bolo tornou-se um dos favoritos cá de casa!

26.11.13

Amêndoa, a que me obrigas!

Andei completamente viciada no programa Doce Diário da Rachel Allen que deu na 24 Kitchen à uns tempos atrás. Cada episódio que via, e só me apetecia ir para a cozinha fazer um bolinho. Posso dizer que adorei todos os episódios que consegui ver, isto porque as minhas habilidades em gravações não são o que eu pensava, e afinal não gravei a série, o que me deixou exasperada!

Eu estava decidida em experimentar primeiro o bolo mármore com crumble, mas uma embalagem de amêndoa laminada que andava na despensa, foi o suficiente para me trocar as ideias, pelo que saiu o bolo de amêndoa sueco. Ai, amêndoa, obrigas-me a fazer coisas deliciosas!




Bolo de amêndoa da Rachel Allen

3 ovos grandes
150g de açúcar (diminuí um pouco)
150g de farinha
1 e 1/2 colher de chá de fermento em pó
2 colheres de chá de extracto de baunilha
3 colheres de sopa de leite
75g de manteiga derretida

Cobertura:
50g de manteiga
100g de amêndoa laminada
50g de açúcar
1 colher de chá de extracto de baunilha
1 colher de sopa cheia de farinha
3 colheres de sopa de leite (na receita original seria nata, mas como não tinha, aumentei um pouco a qtd. de farinha para compensar a falta da nata)

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar e enfarinhar muito bem uma forma redonda de 23 cm. Reservar.
Com uma batedeira, bater o açúcar com os ovos durante 5 minutos, até ter dobrado de volume e ficar com uma consistência tipo mousse. Juntar a baunilha e misturar um pouco.
Peneirar a farinha com o fermento para cima da massa, adicionar o leite e a manteiga, e envolver tudo suavemente com uma espátula de silicone ou colher de pau, com movimentos de baixo para cima. 
Transferir a massa para a forma e levar ao forno durante 30 a 35 minutos, até que ao inserir um palito no centro, este com algumas migalhas presas, ou seja, não totalmente limpo e seco.
Pouco antes de chegar aos 30-35 minutos, preparar a cobertura.
Colocar a manteiga numa panela e deixar derreter. Acrescentar os restantes ingredientes, mexer bem e deixar ferver durante 1 minuto. 
Retirar o bolo do forno e espalhar a cobertura por cima. 
Aumentar a temperatura para os 200ºC e levar o bolo novamente ao forno, por mais 10 a 15 minutos, até a cobertura ficar dourada. 
Deixar o bolo arrefecer em cima de uma rede ou grade, antes de desenformar com cuidado.




Adorei este bolinho. Acho que vou adorar qualquer bolo que faça do programa Doce Diário, pois parece-me que as escolhas da Rachel Allen, estão em sintonia com a minha gulosice.

21.11.13

Massa rosa

Eu ando numa fase de experimentar imensos pratos com beterraba. Ultimamente tudo o que leva este ingrediente me atraí.
Ao pequeno almoço tenho-a juntado aos meus sumos, e nas refeições têm surgido em molhos, em almôndegas, em frittatas e em massas, como esta, que fiz num dia em que estava com pouquíssimo tempo para cozinhar.
A receita veio do site Not Guilty Pleasure, um site cheio de receitas vegan maravilhosas e com dicas fantásticas, e que são uma grande ajuda para quem, como eu, quer introduzir esse género de pratos nas suas refeições. Esta resultou em ser uma refeição rápida e deliciosa, que agradou a todos, especialmente a mim, pois tocou no meu lado feminino com a sua linda cor rosa.




Massa com Beterraba
adaptada daqui

2 dentes de alho, picados
1 fio de azeite
1 alho francês médio, cortado às meias luas
1 beterraba média, ralada
1 chávena de folhas de espinafres
1 tomate maduro, cortado aos cubos pequenos
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1/2 colher de chá de sementes de funcho, bem esmagadas num almofariz
sal e alho em pó q.b.
2 colheres de sopa de pinhões
massa a gosto, usei esparguete integral

Cozer a massa num tacho grande cheio de água e temperada com sal.
Tostar uns pinhões numa frigideira anti-aderente alguns minutos. Reservar.
Lavar e cortar todos os ingredientes como indicado.
Saltear o alho picado e o alho francês com o azeite, numa frigideira. 
Quando o alho francês amolecer, juntar a beterraba. 
Temperar com sal, e deixar cozinhar um pouco, e de seguida juntar o vinagre balsâmico.
Acrescentar o tomate e os espinafres e temperar com sal, alho em pó e as sementes de funcho.
Deixar cozinhar durante 1 a 2 minutos, para os espinafres amolecerem e os sabores apurarem.
Escorrer a massa cozida e adicioná-la à frigideira com os legumes. Envolver bem.
Juntar os pinhões e servir imediatamente.




O mais pequeno ficou deveras surpreendido por a mãe ter conseguido fazer uma massa cor-de-rosa, foi muito engraçada a reacção dele, uma mistura de fascínio e de desconfiança com o que estava no prato, mas depois de provar, comeu tudinho!


18.11.13

Os melhores muffins de abóbora...para mim

Há sensivelmente um ano atrás quando encontrei esta receita, no delicioso Caos na cozinha, e ao ver que a autora descrevia os muffins como arrebatadores, eu fiquei deveras curiosa em cozinhá-los. Assim que tive oportunidade para os fazer, percebi completamente o que ela queria dizer. Eles são fofos, mas ao mesmo tempo húmidos, doces na medida certa e com um toque de especiarias que deixa um perfume delicioso no ar e que nos enche de expectativas enquanto estão a cozinhar no forno. 

Na altura, fiz a versão adaptada que estava no Caos na cozinha, muffins com nozes e chocolate picado. Entretanto também experimentei a receita original, com nozes e passas douradas, como está no livro da Dorie Greenspan, Baking: Fom My Home to Yours. Ambas as versões são maravilhosas, não consigo decidir de qual das duas gosto mais, e isto vindo de uma pessoa que nem sequer apreciava muito passas em bolos! 

Estamos outra vez na época das abóboras, e felizmente tenho sido presenteada com algumas, pelo que um dia destes aproveitei o uso do forno para o almoço e resolvi assar uma pequenina abóbora manteiga, decidida a matar as saudades dos muffins de abóbora. Cortei a abóbora ao meio, salpiquei com sal e gotas de azeite, e foi ao forno com as sementes e tudo. No final, retirei as sementes e a casca e triturei em puré. 

Com o puré, mas sem formas de muffins aqui em casa, dado que estão todas em casa dos meus pais, resolvi o problema usando umas forminhas de papel que tinha na despensa. Todas bem encostadas, num tabuleiro, lá deram o jeito, e em vez de ficar com 12 muffins grandes, fiquei com cerca de 22 pequeninos, que me souberam pela vida, enquanto duraram! 


Muffins de abóbora
 retirada daqui e daqui

2 chávenas de farinha 
2 colheres de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 colher de chá de sal fino 
3/4 colher de chá de canela
1/2 colher de chá de gengibre em pó
1 pitada de noz moscada moída na hora
115 g de manteiga sem sal, à temperatura ambiente
1/2 chávena de açúcar branco
1/4 chávena de açúcar amarelo 
2 ovos grandes, à temperatura ambiente
1/2 colher de chá de baunilha em pó ou extracto de baunilha
1 chávena de puré de abóbora
1/4 chávena de buttermilk (1/4 chávena de leite + 1 colher de chá de vinagre ou sumo de limão, deixar repousar alguns minutos antes de usar)
1/2 chávena de nozes picadas grosseiramente
1/2 chávena de passas douradas
sementes de abóbora q.b.


Pré- aquecer o forno a 180ºC. Se usar formas de muffins ou queques em metal, untá-las muito bem com manteiga, ou forrá-las com formas de papel. 

Bimby:
Colocar a farinha, o fermento, o bicarbonato de sódio, o sal e as especiarias no copo: 10 seg + vel 3. Retirar e reservar. 
Colocar a borboleta no copo e a manteiga: 1 min + vel 4.
Baixar a manteiga com a espátula e juntar os açúcares: 2 min + vel 4. A meio do programa, voltar a baixar os resíduos com a espátula.
Com a bimby na vel 4, adicionar pelo bocal, um ovo de cada vez, deixando meio minuto de intervalo, para eles se misturarem.
Com a bimby na vel 3, adicional pelo bocal, a baunilha, o puré e o buttermilk. Se a massa talhar, é normal. 
Retirar o acessório da borboleta e baixar os resíduos do copo, com a espátula.
Adicionar a mistura dos secos: 15 seg + vel 3.
Acabar de envolver a farinha com a espátula.
Juntar as nozes e as passas, e envolver na mistura.

Tradicional:
Misturar muito bem, a farinha, o fermento, o bicarbonato de sódio, o sal e as especiarias. Reservar.
Bater muito bem a manteiga, até ficar cremosa. 
Acrescentar os açúcares e bater até ficar um creme claro e homogéneo. 
Juntar um ovo de cada vez, batendo sem parar, até ficar incorporado.
Adicionar a baunilha.
Com a batedeira, em velocidade baixa, juntar o puré e o buttermilk. Se a massa talhar, é normal.
Acrescentar a mistura dos secos, e envolver suavemente, com uma espátula, um batedor de varas ou uma colher, até tudo estar misturado.
Juntar as nozes e as passas, envolvendo-os rapidamente, sem bater demais a massa.


Dividir a massa pelas formas e polvilhar os muffins com sementes de abóbora.
Levar ao forno pre-aquecido durante 15 a 20 minutos, até passarem no teste do palito.
Retirar do forno e deixar os muffins arrefecerem em cima de uma grade ou rede de cozinha.





Eu tencionava dividir a massa, e fazer metade com chocolate, mas inacreditavelmente não havia chocolate na despensa! Coisa mesmo rara, cá em casa..., mas assim, não houve indecisões na hora de comer!