20.5.13

Bolo desfaz-se na boca como algodão doce ou o Cotton Soft Japanese Cheesecake

Eu adoro cheesecakes! A primeira vez que o provei, foi num restaurante numa zona de praia onde passamos a maior parte dos nossos meses de Verão, e cujos donos era um casal  constituído por um português e uma americana. Ela tinha a seu cargo as sobremesas, por isso era normal haver na ementa, receitas típicas do seu país como os brownies e o cheesecake. Este último tornou-se a minha sobremesa durante os vários anos em que frequentamos esse restaurante, até que para minha infelicidade, eles o passaram a outras pessoas, e nunca mais foi o mesmo!

Portanto é normal, que uma fã de cheesecakes, tenha ao longo dos anos experimentado várias receitas, tanto receitas que necessitam apenas de ir ao frigorífico, como também receitas em que precisam de ir ao forno em banho-maria, e depois refrigerarem no frigorífico bastantes horas antes de ser servido. Adoro-as a todas, mas não é um doce que possa fazer frequentemente, numa família com tantos membros a sofrer de colesterol!

Por isso é que eu ando a namorar este bolo, literalmente à anos. Ele existe em imensos blogs asiáticos, como este que  espreito regularmente. Depois houve um blog que eu simplesmente adoro, o Baunilha e Caramelo que o fez, e a minha vontade aumentou. Mas apesar dessa vontade, só agora, quando me deparei com uma promoção do queijo Philadelphia leve 2 pague 1 numa grande superfície, que eu disse para os meus botões "é desta que o faço", e assim tudo se conjugou para eu concretizar este bolo maravilhoso. 


Tenho que dizer que este bolo, não têm absolutamente nada, mas mesmo nada, a ver com os típicos cheesecakes de que falei no início, mas não deixei de ficar rendida por ele, de qualquer modo. A sua textura parece como o nome indica algodão ou uma nuvem fofa, e ao comer derrete-se na nossa boca! É difícil de explicar, pelo que só posso dizer, experimentem, pois vale a pena. 

Cheesecake Japonês

250g de queijo creme (usei Philadelphia light)
50g de manteiga
100ml de leite meio gordo
6 ovos
60g de farinha sem fermento
20g de maizena
1 colher de chá de açúcar baunilhado
140g de açúcar
1 pitada de sal

Pré-aquecer o forno a 160ºC.
Forrar a papel vegetal uma forma de 20 cm com aro alto, deixando umas pontas de 2 cm de altura para facilitar o processo de desenformar o bolo, e untar o papel com manteiga.
Peneirar a farinha e a maizena.
Derreter em banho-maria o queijo creme, a manteiga e o leite. Misturar bem até ficar tudo homogéneo. Deixar arrefecer até ficar à temperatura ambiente.
Juntar a mistura das farinhas e as gemas à mistura do queijo e mexer bem.
Noutro recipiente, juntar o sal às claras e batê-las em castelo. Quando as claras começarem a formar picos juntar os açúcares. Bater, até ficar bem firme.
Adicionar à mistura do queijo, as claras em castelo e envolver bem, sem bater, até ficar uma mistura homogénea.
Colocar a massa na forma e levar ao forno a cozer em banho-maria, ou seja, colocar a forma  num tabuleiro de forno preenchido com 1 ou 2 dedos de água, durante 1 h e 20 minutos. 
Se achar que o bolo está a ficar queimado, pode tapar com uma folha de papel de alumínio, até acabar o tempo. No meu caso não foi necessário.
O bolo deve crescer bastante, ter uma cor acastanhada e o centro do bolo deve estar firme ao toque. Aqui o teste do palito não funciona.
Ao fim de 1 h e 20 minutos, entreabrir a porta do forno e deixar o bolo descansar lá dentro por mais 1 hora, para não haver diferenças súbitas de temperatura que possam fazer com que o bolo abata.
Passado esse tempo, desenformar o bolo, retirar o papel vegetal e colocar no prato de servir. Polvilhei com um pouco de açúcar em pó, mas o tradicional é ser servido simples.



A minha forma de 20 cm tem o aro baixo, pelo que o rebordo de papel vegetal de 3 cm acima da forma foi a minha salvação para um desastre. Sem o papel vegetal, o bolo teria-se espalhado pelo tabuleiro, uma vez que a massa ainda cresce bastante. O único senão, foi no final, ter ficado com um aspecto a lembrar um cogumelo! Mas que interessa o aspecto, quando o resultado é um bolo com um sabor e textura tão especial?! Só posso dizer que ele desapareceu num instante, e que já ando a pensar noutras variações...claro, que não para já....esta família já comeu queijo que chegue por uns meses! 

17.5.13

As favas, Maio as dá, Maio as leva.

Por vezes a vida é cheia de coincidências. Até ontem não conhecia este provérbio. As Favas, Maio as dá, Maio as leva. Mas no dia em que resolvi fazer esta receita, ouço na rádio alguém a falar de quanto gosta de favas e a dizer o provérbio. 

No fim de semana passado a minha mãe perguntou-me, "Tu agora gostas de tudo, não queres levar umas favas para cozinhar?".  (Sim, eu agora como de tudo, mas até à poucos anos atrás eu era muito esquisita com a comida, principalmente os vegetais. Não é de admirar que os meus filhos também o sejam!) Claro que quero, disse eu! Por isso lá viajaram connosco uma enorme quantidade de favas, às quais eu tinha de arranjar algum destino. Algumas foram para o congelador, portanto elas vão durar mais do que Maio na minha cozinha, e outras foram para um dos pratos vegetarianos que fiz esta semana, hambúrgueres de favas.




Como diz o provérbio, Maio daqui a pouco termina, e lá se vão as favas, e talvez até quem não aprecie este muito mal-amado legume, comece a olhar para ele de outro modo, se o experimentar deste modo. 

Eu tive alguns problemas com esta receita, não tinha as quantidades de todos os ingredientes  que precisava, e estava com alguma pressa, por isso no caminho fiz alguns erros, que na próxima já não irei repetir. Porque esta receita vai ser repetida cá em casa, dado que mesmo com os meus percalços, toda a gente os comeu e apreciou.

Hambúrgueres de favas
adaptado do livro O Novo Vegetariano de Yotam Ottolenghi

3/4 colher de chá de cominhos em grão (usei moído)
3/4 colher de chá de coentros em grão
3/4 colher de chá de sementes de funcho
225g de espinafres (usei 130g, pois era o que tinha em casa)
3 colheres de sopa de azeite
500g de favas, frescas ou congeladas (usei 400g)
350g de batatas, descascadas e aos cubos (usei 290g)
1/2 malagueta verde fresca, sem sementes e picada finamente
2 dentes de alho, esmagados
1/4 colher de chá de açafrão-das-indías moído
3 colheres de sopa de coentros picados (usei salsa)
40g de pão ralado
1 ovo de galinha criada ao ar livre
sal e pimenta
1/2 chávena de farinha (não consta da receita, usei eu)
120ml de óleo de girassol (não usei)

Coloque as sementes inteiras numa caçarola e toste-as em lume forte por 3/4 minutos, ou até começarem a libertar os aromas. Reduza a pó num almofariz e reserve. (Como só tinha cominhos moídos, juntei essa parte directamente no almofariz.)

Murche o espinafre numa caçarola com uma colher de sopa de azeite. Quando lhe puder mexer, esprema todo o líquido, depois corte grosseiramente e reserve. 

Branqueie as favas em água a ferver por cerca de um minuto, escorra e refresque em água fria corrente. Quando lhes puder mexer, retire a pele e deite-a fora.

Coza as batatas em água a ferver por 15 minutos, ou até estarem tenras. Escorra e coloque numa tigela. Junte-lhe imediatamente as favas descascadas, as sementes moídas, a malagueta, o alho, o açafrão, as restantes 2 colheres de sopa de azeite e um pouco de sal e pimenta. Use um esmagador de batata para esmagar tudo grosseiramente; não se preocupe se algumas favas não ficarem totalmente esmagadas. (Como eu não queria que se notassem pedaços de favas, devido aos esquisitos do costume, então resolvi colocar na bimby e misturar uns segundos na velocidade 5, grande erro! Esqueci-me das batatas cozidas, e essa velocidade fez com que a massa ficasse elástica, o que não era o objectivo!)

De seguida, junte os espinafres, os coentros picados e o pão ralado. Prove para verificar os temperos. Por fim, misture o ovo. (Devido ao erro que mencionei, resolvi acrescentar farinha para eles ficarem numa consistência que me permitisse moldá-los.)

Molhe as mãos e molde a mistura em bolinhos com cerca de 5 cm de diâmetro e 2 cm de espessura. Leve-os ao frigorífico pelo menos meia hora.

Para cozinhar, aqueça o óleo de girassol e frite os hambúrgueres em lume forte por 5 minutos de cada lado, ou até ficarem castanho-dourados. Eu optei, por grelha-los num tacho anti-aderente com 1 colher de sopa de azeite.

Servi-os com um acompanhamento que toda a gente adora cá em casa, arroz de feijão branco. 







16.5.13

Peixe com crosta de broa

Já aqui tinha dito que adoro pão, mas posso dizer que a broa de milho é a minha maior perdição, e se como um pedacinho...digamos que não vou ficar pelo primeiro, nem pelo segundo! Portanto, não é de admirar que todos os pratos que envolvam broa acabem na minha lista de favoritos. 
Existem imensos pratos de peixe com broa, mas para mim este é um dos mais rápidos e fáceis.




Peixe com crosta de broa
Serve 4 pessoas

4 medalhões ou filetes de peixe branco (se forem filetes, o peixe fica menos seco e coze mais rápido)
4 cogumelos brancos grandes
1 cebola
3 dentes de alho
2 fatias finas de bacon
1/2 pimento vermelho
2 colher de sopa de azeite
sal, pimenta e mistura de tomate e óregãos secos da Espiga
1/4 broa de milho pequena
alecrim fresco
sumo de limão
2 colheres de sopa de whisky ou vinho branco

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Temperar o peixe com sal e pimenta moída na hora e sumo de limão. 


Bimby:
Com o copo seco, colocar a broa aos pedaços, o alecrim e 1 dente de alho. Triture alguns segundos no turbo. Retirar e misturar 1 colher de azeite. Reservar.
Colocar no copo a cebola, os alhos, o pimento e o azeite: 5 seg+vel 5. Baixar os resíduos com a espátula: 5 min+100º+vel 1. 
Acrescentar o bacon cortados aos bocadinhos 3min+100º+vel 1. 
Juntar os cogumelos laminados e temperar com um pouco de sal, pimenta e a mistura de óregãos e tomate seco: 5 min+100º+colher inversa. A meio do tempo juntar pelo bocal o whisky.

Tradicional:
Colocar a broa aos pedaços, o alecrim e 1 dente de alho numa picadora, e triturar até estar em migalhas. Misturar 1 colher de azeite e reservar.
Refogar num tacho a cebola, os alhos picados e o pimento cortado aos pedaços pequenos. Assim que a cebola ficar translúcida, juntar o bacon cortado aos bocadinhos e deixar alguns minutos. Juntar os cogumelos laminados e temperar com um pouco de sal, pimenta e a mistura de óregãos e tomate seco. Saltear até os cogumelos mudarem de cor. Refrescar com o whisky.

Colocar a mistura no fundo de um tabuleiro para o forno e por cima o peixe. Cobrir o peixe com a mistura da broa.
Se o peixe estiver cortado em medalhões grossos, cobrir o tabuleiro com papel de alumínio durante 10 minutos e depois retirar o papel e deixar até dourar. Se o peixe estiver cortado em filetes levar ao forno até dourar por cima.

Acompanhar por exemplo, com umas batatas assadas no forno temperadas com alecrim fresco e uma salada de tomates.







15.5.13

Hot...Hot Chicken ou um Frango com sabores mexicanos

Antes demais, esta receita nada tem a ver com o frango frito americano.
Eu tinha comprado um abacate para fazer guacamole para a festa de aniversário do meu filhote mais novo, mas como já tinha feito 4 patés diferentes achei que já era demais e o abacate ficou no frigorífico. Dias depois, tinha peitos de frango para cozinhar e um abacate a passar o prazo de consumo e pensei "apetecia-me frango com sabores de guacamole, mas quentinho" (estavamos em Janeiro e fazia um frio jeitoso!).
Fui inventar, e enquanto cozinhava e ajustava os temperos, explosões davam-se na minha boca...oh...oh isto é tão hot, hot...que bom! Se é uma pessoa como eu que adora pratos picantes, esta é uma receita para guardar e repetir muitas vezes...se não aprecia, retire a malagueta e ajuste os temperos ao seu gosto, pois é um prato muito saboroso de qualquer modo.





Frango com abacate:
Serve 4 pessoas

400g de frango cortado aos quadrados pequenos
1 abacate pequeno ou 1/2 grande
5 tomates pêra ou 2 tomate maduros médios cortados aos cubos
1/2 pimento verde às tiras
1 alho francês às rodelas
1 malagueta vermelha fresca às rodelas (retire as pevides e a parte branca pois é a parte mais picante)
2 dentes de alho 
alecrim ou tomilho fresco, sal e pimenta
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1 colher de azeite
coentros frescos picados

Tempere o frango com as ervas frescas e coloque a saltear com o azeite e a malagueta em lume médio/alto.
Quando o frango começar a ganhar cor, acrescente o pimento verde, o alho-francês, o tomate  e o alho picado e deixe saltear, mexendo de vez em quando.
Quando o frango estiver praticamente pronto, junte o abacate. Tempere com sal e pimenta a gosto, e deixe saltear mais ou menos uns 5 minutos (nada como provar e ver se os ingredientes já estão no ponto).
Por fim, regue com o vinagre balsâmico e retire do fogo. Polvilhe com os coentros e sirva por exemplo com arroz branco.




14.5.13

Chocolate para pessoas em dieta ou não

Hoje entrei, oficialmente, em período de dieta, pelo que como dizem os restantes membros da família, o meu humor vai piorar de dia para dia (e eu tenho que concordar, que me salta a tampa muito mais rapidamente!). Os primeiros 5 dias são claramente os piores, depois melhoro...ligeiramente!

A dieta que estou a fazer tem algumas boas surpresas, como este creme de chocolate, que é uma das receitas que me deixa a sentir menos irascível com as muitas privações de alimentos que eu adoro...ai, ai o que uma mulher sofre!




Deixo a receita para o caso de estarem a precisarem de um mimo que não vos pese na consciência, nem no corpo.

Pudim de chocolate e castanhas 
do livro A dieta dos 30 dias de Tracy Anderson

1/2 chávena de pepitas de chocolate semiamargo (ou 90g de chocolate partido aos bocados com pelo menos 53% de cacau)
2 colheres de sopa de castanhas cozidas, descascadas
1 colher de sopa de cacau em pó
4 tâmaras sem caroço (podem substituir por ameixas, alperces ou mirtilos secos)
2 colheres de sopa de coco ralado
1/2 chávena (120 ml) de água 

Eu uso castanhas congeladas, tipo marca Pingo Doce, que aqueço no micro-ondas no meio de um guardanapo grosso de papel, de acordo com as instruções na embalagem.
Derreter o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas, mexendo de 30 em 30 segundos.
Usando a bimby ou um liquidificador, triturar as castanhas, o cacau, os frutos secos escolhidos e o côco. Adicionar o chocolate derretido e bater até obter uma mistura cremosa. Adicionar a água. Deverá ficar um pouco líquida e depois à medida que for arrefecendo, ficará mais grossa, como na imagem. 

É caso para dizer, nada como chocolate para animar esta cozinheira mal humorada!

13.5.13

Um não chega...2 bolos diferentes de iogurte

Chegado o fim de semana é tempo de bolinho! 
A minha sobrinha e o seu grupo de hip-hop estão a angariar fundos para conseguirem participar num Festival Internacional que irá ocorrer um Julho no Canadá, uma vez que o grupo delas ganharam a participação, ao alcançar o 2º lugar num encontro nacional que houve em Leiria. Uma das actividades que estão a fazer para conseguirem algum dinheiro são feirinhas aos domingos de manhã junto à igreja da vila onde vendem produtos caseiros, tipo bolos. Por isso, este sábado lá pediu ela "Tia faz-me um bolinho para a feirinha de amanhã!"... e claro, lá foi a tia para a cozinha. 
O escolhido foi um simples, rápido, mas muito saboroso bolo de iogurte que já tinha feito no início deste ano quando a minha mãe ao comprar iogurtes grego para os netos, trouxe um novo sabor de limão, laranja e tanjerina, que eles não gostaram particularmente.
Desde que o fiz, que se tornou um dos bolos de iogurte preferidos cá de casa (eu já perdi a conta, das inúmeras versões de bolo de iogurte que já fiz!). A receita de que falo está neste lindo blog, e aqui continuo essa corrente de sabor. Mas como diz o provérbio "Quem conta um conto, acrescenta um ponto", aqui está a receita com os meus pontos acrescentados: 

Bolo de Iogurte grego de limão, laranja e tanjerina com côco
1 iogurte grego de limão, laranja e tanjerina
4 ovos
50g de coco
170g de açúcar
80g de óleo
150g de farinha com fermento
1 colher de chá de fermento
raspa de 1 limão e de 1 laranja

Cobertura
100g de chocolate branco
50ml de natas
coco ralado

Pré-aquecer o forno a 180ºC. 
Untar com manteiga e polvilhar com farinha uma forma de buraco. Usei uma de silicone pelo que não precisei de untar, apenas a passei por água.

Bimby:
Colocar no copo a casca do limão e da laranja com o açúcar: 15seg + vel 9. Se as cascas não ficarem bem picadas, baixar os resíduos do copo com a espátula e voltar a picar mais uns segundos.
Colocar todos os outros ingredientes no copo, excepto a farinha e o fermento: 5 min + vel 4.
Adicionar a farinha misturada com o fermento e envolver: 15seg + vel 3.

Tradicional:
Colocar o açúcar e as raspas numa tigela, e esfregar com as pontas dos dedos para perfumar o açúcar. 
Juntar o iogurte, os ovos, o óleo e o coco e bater bem.
Adicionar a farinha misturada com o fermento e bater até estar incorporada.

Colocar a massa na forma preparada e levar ao forno, até ao espetar um palito, este sair seco. Retirar e deixar arrefecer numa rede. Depois de arrefecido, cobrir com a cobertura e polvilhar com coco ralado.



Para a cobertura, aquecer as natas e acrescentar o chocolate partido aos bocados, mexer bem até estar tudo bem derretido e envolvido. 

Eu estava mesmo convencida que ainda tinha meia tablete de chocolate branco, mas quando comecei a preparar a cobertura, descobri que afinal só tinha 50g (sou organizada, ou quê?!). Por isso, o bolo da fotografia para a feirinha ficou com pouquíssima cobertura. Mas façam-na generosamente, ela combina perfeitamente com os sabores do bolo e inclusive torna o bolo  bonito para uma ocasião especial, tipo um aniversário.




Como eu falei este post é sobre 2 bolos de iogurte. Assim que acabei de fazer o bolo da imagem, pensei "Bem e agora fiquei mesmo com vontade de comer uma fatiazinha...o melhor é fazer outro!" Tão depressa pensei, como depressa o fui fazer...sou gulosa, lembram-se?! Mas não fiz a mesma receita, mas antes uma outra, com algumas parecenças e que tinha visto nos vários blogs que participam nos desafios da Dorie às sextas e que me tinha deixado com vontade de experimentar.




Bolo francês de iogurte com Marmelade
(baseada neste blog)
3 ovos grandes ou 4 pequenos
140g de farinha de trigo
50g de farinha de amêndoa (triturei na hora amêndoa sem casca até ficar uma farinha fina)
2 colheres de chá de fermento em pó
raspa de 1 limão
1 pitada de sal
170g de açúcar
1 iogurte natural (usei grego açucarado)
1/2 colher de chá de extracto de baunilha
120ml de óleo (usei apenas 100ml)

Cobertura:
1/2 chávena de compota de laranja (usei 30g de doce de laranja amarga)
1 colher de chá de água (não usei)

Pré-aquecer o forno a 180ºC. 
Untar com manteiga e polvilhar com farinha uma forma de bolo inglês pequena. Usei uma de silicone, pelo que só a passei por água.

Bimby:
Colocar as amêndoas no copo da bimby: 20seg + vel 9.
Adicionar a farinha de trigo, o fermento e o sal: 5 seg + vel 5. Retirar. .
Colocar a casca de limão e o açúcar no copo: 15seg + vel 9.
Juntar os ovos, o iogurte e a baunilha: 5 min + vel 4.
Adicionar a mistura das farinhas: 15 seg + vel 3. 
Retirar da bimby para uma tigela e incorporar o óleo, envolvendo com uma espátula de silicone.

Tradicional:
Juntar as farinhas, o fermento e o sal e misturar bem. Pode usar a batadeira por 1/2 minuto.
Noutra tigela colocar o açúcar com a raspa de limão e esfregar com as pontas dos dedos até o açúcar ficar perfurmado.
Adicionar ao açúcar, os ovos, o iogurte e a baunilha e bater muito bem até ficar uma mistura homogénea. Juntar a mistura das farinhas e bater até ficar incorporada. Por fim, incorporar o óleo, envolvendo com uma espátula de silicone.


Transferir a massa para a forma preparada e levar ao forno até ficar dourado e passar no teste do palito.

Arrefecer sobre uma grade durante 5 minutos antes de desenformar. Deixar arrefecer completamente.













Aquecer o doce no micro-ondas durante 30 segundos até ficar líquido e colocar por cima do bolo.

De fatia em fatia, desapareceu rápido. Até o meu filho mais velho, um dos tais que não aprecia bolos, provou..."é bom, mãe mas esta parte aqui em cima amarga é que não gosto muito!" Já eu achei que lhe dava um toque bem agradável!









11.5.13

Um pão maravilhoso

Como tinha mencionado no último post, o meu forno estava a cozer um belo pãozinho. 
Esta cozinheira vai começar uma dieta de desintoxicação e com muito exercício, por 1 mês, para se preparar para as férias. Isto porque, acontece que eu por vezes, sou uma pessoa de excessos, e isso revela-se particularmente quando estou em férias e não cozinho. Uns excessos em termos de alimentação = a excessos de quilinhos, que eu sou uma maravilha em oscilações de peso!
E a que vêm isto a propósito do meu post de pão?!! É que quando faço uma dieta do género da que vou fazer, não há nadinha de pão durante um mês, e eu que apesar de adorar completamente bolos e docinhos, durante esse período de privação o que me faz realmente suspirar de saudades é a falta do pãozinho!
Por isso eis um pão, que por sinal é uma pequena maravilha. Assim que o vi neste blog lindo e que eu adoro, acabei por prepará-lo na mesma semana em que ela o partilhou, por isso não é a primeira vez que o faço e não será a última, pois é um pão que me "apanhou".


Ingredientes para Pão Integral de Espelta com Arandos:
1 e 1/3 chávena de água (300g)
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de mel (30g)
1 colher de chá de sal
1 chávena de farinha de tripo T65 (150g)
1 chávena de farinha de trigo integral (160g)
1 chávena de farinha de espelta (100g)
2 colheres de chá de fermento biológico seco (usei 25g de fermento de padeiro)
1/2 chávena de arandos secos
1/3 chávena de sementes de girassol

Os valores em parêntesis são as quantidades que pesei na bimby tendo em conta que usei uma chávena de capacidade de 250ml. A farinha de espelta foi de apenas 100g, pois era a quantidade que tinha no momento. Não encheu bem a chávena que estava a usar como medida, mas como pouco faltava, não compensei em nenhuma outra farinha e não alterou o resultado do pão.

Preparação na bimby:
Coloque a água, o azeite e o mel no copo: 2 min+temp 37º+vel1.
Junte o fermento e deixe actuar por 5 minutos.
Acrescente as farinhas e o sal em último: 2 min+velocidade espiga. A meio do programe vá adicionando pelo bocal as sementes e os arandos.
Retire para uma tigela grande untada com azeite, cubra com película aderente e um pano de cozinha e deixe num lugar abrigado, como por exemplo dentro do micro-ondas, até a massa dobrar de volume (eu esqueci-me dela durante 1 hora). Em alternativa, se não vai precisar da bimby, pode deixa-la levedar dentro da mesma, até levantar o copinho.

Preparação na máquina do pão:
Coloque os ingredientes pela ordem indicada pelo fabricante, na minha é primeiro os líquidos, e nesse caso convém que a água esteja morna, e depois os secos. Correr o programa que amassa e leveda (1h20m, na minha máquina). Pode colocar os arandos e as sementes de girassol logo no início, ou quando a máquina apitar a primeira vez (a minha têm essa opção).

Massa levedada e a forma usada

Quando a massa já tiver dobrado de volume, coloca-se a mesma numa forma tipo bolo inglês ligeiramente untada (utilizei uma espátula de silicone para ajudar a transferir a massa delicadamente para a forma). Pincelar com água e colocar mais uns arandos e sementes por cima. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC até cozer e ficar dourado por cima.
Retirar do forno, e após 5 minutos retira-se o pão da forma para uma rede para arrefecer. Não deixar o pão arrefecer na forma, pois faz com que o pão ganhe humidade no fundo (experiência própria que esqueci-me dele na forma devido ao almoço da família).




Um pão maravilhoso e um livro novo para ler, e eis o meu lanche de sonho. Eu sozinha, comi logo metade!! Eu avisei, que por vezes sou de excessos!